Emprestado: Depois da última chance… [fechado]

… só posso dizer que estou muito decepcionada com o restaurante. Ver um local que unia bom atendimento, cardápio inspirado, couvert diferenciado e uma sobremesa imperdível com café de bule cortesia transformar-se em um lugar com culinária correta, mas sem charme algum, é triste. Nem o ambiente bacana salva, infelizmente.

Eu costumo sempre dar uma segunda chance aos lugares os quais visito, até porque sou blogueira e ninguém me paga nada para escrever – faço porque gosto. Fiz assim com o John e Paul, hamburgueria que inclusive acabou fechando as portas (segundo consta no twitter, temporariamente). Mas, com o Emprestado, minha paciência realmente se esgotou.

Não dá mais para aceitar pagar caro e não mais poder comer os chips de mandioquinha com pasta de galinha caipira que antes faziam parte do couvert. O café de bule passou a custar 2 reais por pessoa e o bolinho de chuva com gosto de infância deixou o cardápio – de acordo com um mau-humorado garçom, tiraram a iguaria do menu “porque demorava muito para ficar pronto”.

Além de tudo isso, o cardápio da casa minguou absurdamente. O prato acima chama-se Filezinho e é considerado “infantil”, mas veio em quantidade muito semelhante ao prato “completo” do maridão. O detalhe: um custou o dobro do outro. O menu “emprestado” continua lá, cada vez mais caro, e hoje em dia para mim só se salvam as entradinhas, que são saborosas mas não valem uma refeição. Abaixo, o Um dois feijão com arroz e o Carpaccio de carne de sol. O bolinho de arroz inclusive entrou em nosso top 3 da categoria em 2010. No entanto, infelizmente, apenas ele não vale a visita.

O restaurante está novamente participando do SPRW, mas não criou nada de novo para a ocasião. Espero que pelo menos neste período eles tratem melhor os clientes e não fiquem tentando pegar a pimenta da mesa a cada cinco minutos ou inventem um preço que não está no cardápio para justificar uma pergunta sem resposta.

Receita: Risoto light de cenoura com polenguinho

No meio do Carnaval, com preguiça de sair e recebendo a sogrinha em casa, resolvi descongelar filés de saint peter para um jantarzinho leve e gostoso. Mas, na hora do acompanhamento, tive que me virar com o que tinha em casa, já que faltavam ingredientes para uma boa saladinha ou para um purê, que ficariam perfeitos com o peixe. Foi então que fiz esse”risoto” sem creme de leite e sem vinho, bem leve, temperado e usando como base cenoura, polenguinho e requeijão. Todos aprovaram 😉

Ingredientes
4 xícaras de água filtrada
2 xícaras de arroz cru (usei o branco)
2 colheres de chá de alho triturado sem sal
2 colheres de sopa de requeijão light
1/2 cenoura média ralada
1 cenoura média ralada
1 polenguinho
1 colher de sopa de margarina light (usei becel sabor manteiga)
sal a gosto
azeite extravirgem

Modo de preparo
Coloque a água para ferver com um fio de azeite e os temperos (alho, cebola e sal). Durante a fervura, acrescente o arroz e a cenoura e deixe a panela meio tampada. Antes de secar complementamente, baixe o fogo ao mínimo e coloque o polenguinho e o requeijão, tampando a panela por dois minutos. Desligue o fogo, misture o arroz com uma colher grande e acrescente a margarina, para que fique cremoso. Se quiser que a receita fique mais molinha, vale acrescentar um pouco de leite desnatado. Tampe e espera cinco minutos antes de servir.

Rendimento: 6 porções fartas ou 8 médias
Tempo de preparo: 25 minutos (enquanto o peixe assava)

São Paulo Restaurant Week: 21/03 a 03/04



Se tem algo de que eu gosto é do São Paulo Restaurant Week (que chamamos por aqui de #SPRW): além de ser uma ótima ideia para conhecermos restaurantes por um precinho camarada, ainda podemos contribuir com causas nobres. Nesta temporada, os cardápios com entrada, prato principal e sobremesa estão com os mesmos preços do ano passado: R$ 29,90 (almoço) e R$ 39,90 (jantar) com contribuição opcional de R$ 1 para instituições beneficentes.

Segundo a organização do evento, 300 restaurantes participarão desta 8ª edição que, pela primeira vez, terá representantes em nível estadual (São Paulo, Campinas, São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Santos, Barueri, Guarulhos e Guarujá).

De acordo com o Guia da Folha, entre os restaurantes estreantes estão o Arturito, o La Dolce Vita e Villa Cioè. A lista completa pode ser conferida no site do SPRW.

Abaixo, algumas fotos dos pratos que experimentamos nas edições anteriores:


Spadaccino: italiano


Bistrô Crepe de Paris: bonito, mas faltou sabor


Caroline: surpresa positiva da última edição


Beef and Chips: lanches e refeições


Salmon & CO: pescados de qualidade


Donna Andrina: panquecas

Les Delices de Maya: porque o que é bom merece ser repetido sempre (e divulgado)!

O Les Delices de Maya é desses lugares considerados joias raras na tumultuada e multicultural São Paulo. Com cerca de 15 tipos de doces (entre eles o melhor brigadeiro de colher que já provei), a casa ficou conhecida pelos bolos, mas serve pratos que são verdadeiros manjares dos deuses.

Segundo Maya Midori, que comanda a casa (e a cozinha), os pratos mais pedidos são o Strogonoff de camarão, o Filé mignon com molho funghi, purê de batatas e brócolis e o Bavetti com camarões, algas, gengibre e gergelim. Para saber o prato do dia, basta ligar na casa a partir de 11h30. E vale a pena: comi um frango caipira delicioso com arroz de cenoura e batatinhas, um escândalo de bom! A Cláudia adora o Sassami com macarrão e brigadeiro de pistache para sobremesa.

O único problema é que funciona apenas de segunda a sexta. Quem quiser provar um dos sanduíches também disponíveis no cardápio tem de 15h às 18h30 para fazê-lo. Imperdíveis também são as empanadas (calabresa com cebola, carne picanha, queijo com cebola…), mas é preciso chegar cedo para conseguir uma mesa e também ter todos os quitutes à disposição. Mais do que falar, vamos as fotos – elas dizem muito – e não deixem de dar um pulo no Foursquare do restaurante:

Les Delices de Maya
Rua Mourato Coelho, 1044 – Vila Madalena
(11) 3813-3498 – De 12h às 18h30 (segunda a sexta)

Decepção: Especial Os melhores hambúrgueres da cidade da Época São Paulo


Sou assinante da revista Época desde o número 1, quando ela ainda era considerada uma opção à Veja. Há dois anos tenho contato com a Época São Paulo, uma revista mensal que chega sempre na última semana no mês e equivale à Vejinha semanal, com dicas de programas, informações da cidade e guia de restaurantes, bares, comidinhas, cinema e teatro. Sempre gostei da publicação e confesso que ela me ajudou a entender um pouco mais como Sampa funciona.

Por tudo isso, fiquei ansiosa (Cláudia também) pela revista publicada este mês, com um especial “Os melhores hambúrgueres da cidade”. Imaginei ver meus preferidos ali listados, com dicas de hamburguísticas diferenciadas e fora do circuito mais conhecido, além de críticas construtivas, claro. Infelizmente, ficamos decepcionadas: a revista privilegiou claramente alguns lugares (e chefs), criticou casas que merecem muito mais do que apenas uma visita (como o A Chapa, o Zena Caffè e o General Prime Burguer), e citou opções comuns que não são ruins, mas não merecem estar em um guia decente de hambúrgueres. Resumindo: nós gostamos dos lanches do The Fifties e do América, por exemplo, mas não dá para listá-los junto a hamburgueres como os da Hamburgueria Nacional ou do Ritz.

Claro que não discordamos de tudo, mas acredito que o Especial poderia ter sido melhor executado e dividido – as categorias acabaram esvaziando bastante as expectativas. De qualquer forma, concordamos que o St. Louis merece figurar entre os melhores hambúrgueres e estamos doidas de vontade de ir ao 210 Diner para saber o que há de tão especial. No entanto, ainda estamos tentando descobrir qual é a graça da Lanchonete da Cidade: quando fui lá, pedi um bombom e achei absolutamente insosso, com ingredientes parcos e montagem lamentável. Isso sem contar o fato do Burdog estar na lista de bons lanches. Alguém entendeu?


St. Louis: realmente muito bom

Lanchonete da Cidade: entre os melhores?


Burdog: crítica em breve (para ficar ruim, precisa melhorar)