SPRW: Bargaço


Já tinha ouvido falar muito bem do Bargaço, mas sempre que elogiavam o restaurante, o comentário vinha seguido por um “mas é caro…”. Por isso, decidi colocar o local em minha lista do SPRW e aproveitei a visita dos meus pais para que eles também pudessem opinar sobre a refeição. Afinal, nada melhor do que levar uma baiana, como minha mãe, para experimentar quitutes nordestinos de um restaurante tipicamente baiano. Começamos com bolinhos de bacalhau de entrada, com direito a duas unidades para cada. Apesar de pequenino, o quitute tinha bacalhau de verdade, o que foi uma surpresa para lá de positiva. A outra opção do SPRW era mini-acarajé.

O serviço não foi tão bacana – apesar de no final termos batido um papo com um garçom cearense – pois houve uma pressão chata logo que sentamos para que pedíssemos (chegamos 15h30 e o restaurante só fecha 17h aos sábados) e os atendentes, no geral, pareciam desatentos. A conta foi entregue duas vezes (oi?) e a nota demorou 15 minutos no final. Pelo menos a contribuição para caridade não foi incluída na conta, o que acho pavoroso. Abaixo, o bobó de camarão da minha mãe e a moqueca de peixe que pedi  – maridão e meu pai foram na minha também. As porções individuais são apresentadas em panelas com molho borbulento e cheiroso, com aquele aroma de dendê de qualidade. O peixe usado é o saint peter. Apesar de eu preferir cação, estava delicioso e muito bem servido.

A parte, o prato tem ainda arroz branco soltinho (tipicamente nordestino, com quase nada de tempero para não pesar com as carnes), farinha amarela e pirão de peixe. Mais abaixo, um pouco da moqueca com os acompanhamentos prontos para serem devorados. Para dar conta de tudo, enchi dois pratos e ainda sobrou pirão e farinha. O melhor é que, apesar de aparentemente ser uma comida pesada, nós quatro saímos muito bem do restaurante e ainda caminhamos por uma hora na Oscar Freire. E ninguém teve “revertério”, nem o maridão nada acostumado com este tipo de iguaria. Também adorei que os pratos são muito parecidos com as fotos divulgadas pelo SPRW. Nada mais decepcionante do que chegar no local escolhido e se deparar com algo diferente do imaginado.

A sobremesa, escolhemos a cocada preta, estava boa, mas ainda bem que veio pouco, pois era muuuuuuuuuuito doce. No fim das contas, a porção estava correta, senão seria complicado comer tudo. As outras opções eram doce de abóbora com coco ou goiabada cremosa. Acabamos complementando o espaço do doce lá no Bacio di Latte, com sorvetes de gianduia e nutella.

Segundo informações do restaurante, o proprietário é o pernambucano Leonel Evaristo da Rocha já foi vendedor de frutas e de jornais, camelô, balconista, borracheiro, lavador de pratos, garçom, balconista e cozinheiro antes de abri o primeiro Bargaço, em 1971. Hoje são 7 restaurantes, um deles na Oscar Freire (SP). Uma história de vida vencedora que deu origem a uma culinária com tempero nordestino original e delicioso.

Bargaço
Rua Oscar Freire, 1189 – Cerqueira César – São Paulo
Tel: (11) 3082-2626 / 3085-5058

Yoka: pastel sequinho e recheio delicioso

Passear no bairro da Liberdade (SP) é uma delícia, principalmente – para mim, claro – por conta das delicinhas gastronômicas que encontramos, literalmente, a cada esquina. Yakissoba, obentôs coloridos, cordona no palito (quase comprei uma!), guiozas super cheirosas, camarão empanado, Takoyaki (bolinho de polvo), quebra queixo, sucos mil… difícil citar tudo de gostoso que tem por lá. Mas, saindo ali da feirinha, fui experimentar o famoso pastel da pastelaria Yoka, na rua dos Estudantes.

Reparem na cor da massa, bem clarinha, e em como o papel fica sequinho, mesmo recheado com o pastel que acabou de sair da fritadeira. Segundo o site do local, “os pastéis da Yoka são feitos com uma massa, mais fina, sequinha e crocante, sem uso de gordura hidrogenada tanto na composição quanto na fritura”. Levei meus pais, totalmente turistas em Sampa, para experimentar o pastel e eles escolheram o de bacalhau (R$ 9,80). Temperado e delicioso, para mim deu de 10 a zero no famoso pastel do Mercadão – que eu só encarei uma vez e dividindo com uma colega.

Eu comi um pastel de carne com mussarela (R$ 4,50), pois para mim uma boa pastelaria precisa fazer o trivial bem, antes de qualquer coisa. E a Yoka passou com louvor: carne de primeira qualidade, tempero suave e queijo bem derretido envoltos pela massa única, uma combinação perfeita. Fiquei com vontade de experimentar o pastel de calabresa com catupiry, só para ver se era catupiry mesmo, mas terá que ficar para outra visita. Entre os sabores,  achei interessante o Pastel Japonês (tofu, shitake, kamaboko e cebolinha) e o de Banana com canela. Abaixo, o recheio de bacalhau em detalhe – só pela foto dá para sentir que foi bem feito. A Yoka virou parada obrigatória para mim agora na Liberdade!

Yoka
Rua dos Estudantes, 37 – Liberdade – São Paulo
Telefones: (11) 3207-1795
Funcionamento: 9h/20h (sab. e dom. até as 19h)

Stuppendo onde?

De todas as sorveterias que sempre estão nos guias que elegem os melhores e piores do ano, a Stuppendo já figurou inúmeras vezes, prova disto é a parede repleta de quadros de todas as vezes que foi indicada, apenas. A sorveteria também é conhecida pelo dono, o apresentador (ex-marido de apresentadora famosa e chef) Edu Guedes.

Chegamos na sorveteria com uma fila de assustar, mas nada comparado à da Bacio di Latte. Para minha felicidade, uma plaquinha grande diz o necessário para não perder tempo nem ficar que nem idiota sem saber se fica na fila do sorvete ou caixa. Ponto positivo!

A sorveteria é mais cara que a Vipiteno e a Bacio di Latte, o pote pequeno custou 9 reais, com dois sabores. Em todos os potes, o médio ou pequeno, você pode escolher até dois sabores. Apesar dos 20 sabores da casa, acabei nos sabores que sempre peço nas sorveterias: flocos e cookies – o último estava muito bom e superou o sabor sem graça do flocos.

Ponto negativo para o sorvete de flocos, que parecia com aqueles baratos, de rua, aguado… e para a decoração horrorosa do local.

O namorado pediu a tradicional casquinha grande (ele sempre pede na casquinha e eu no pote) com dois sabores: maçã verde (azedinho e gostoso) e o after eight (menta com chocolate).

Total: R$ 21 para refrescar a tarde de calor que fazia em São Paulo.

Stuppendo
Rua Canário, 1321, Moema, São Paulo
Telefone: 11 5093-2967

Promoção: Vouchers para o La Mole (RJ) – Promoção encerrada

Minha relação com o La Mole é tão antiga que não há lembrança de família que não esteja ligada ao restaurante – para o bem e para o mal. Foi lá que almocei após casar no civil e também foi comendo uma lasanha que soube que meu avô havia falecido. Nas mesas do La Mole aconteceram comemorações, discussões, momentos românticos com o maridão (quando ainda era namorado), reencontros com amigos e almoço frugais, só pelo prazer de degustar uma massa, um churrasco ou o strogonoff de frango – sempre com um couvert antes da refeição.


E para que nossos leitores também possam experimentar algumas delícias da rede, iniciamos hoje (dia 6/9) uma promoção aqui no Aventuras Gastronômicas, na qual vamos sortear 4 vouchers de R$ 30 cada. Os descontos podem ser usados até o dia 31/12/2011, em qualquer unidade do La Mole no estado do Rio de Janeiro. Ou seja, galera, para participar, precisa realmente morar no RJ – uma chance para nossos leitores cariocas (como eu sou) se manifestarem.

Além de morar no estado do Rio, basta comentar aqui no post (sem necessidade de Twittar ou curtir no Facebook) deixando o nome, um sobrenome e um e-mail válido até o dia 12/09. O sorteio será realizado às 18h do dia 12, com divulgação aqui e nas redes sociais. Lembrando que o couvert custa menos de R$ 15 e as massas em torno de R$ 20, um voucher de 30 reais já é um belo desconto 😉

La Mole
Rua Marquês de Valença, 74/78 – Tijuca – (21) 3460-0800
E mais 14 unidades no Rio de Janeiro