Receita de Páscoa: Arroz de bacalhau com hortelã

Em algumas regiões do país, o domingo de Páscoa será mais um dia quente e ensolarado, em que nada combina com receitas pesadas, com excesso de azeite. Por isso, aceitamos a sugestão da Bacalhau Dias e dividimos com vocês uma receitinha de arroz de bacalhau com hortelã.

INGREDIENTES:
– 600 gr de lascas de bacalhau
– 400 gr de arroz
– 1,6 litro de água
– 200 ml de vinho branco
– 100 ml de azeite
– 50 gr de cebola picada
– 200 gr de pimentão-verde
– 8 folhas de hortelã
– Sal quanto baste

MODO DE PREPARO:
Corte os pimentões em pequenos cubos e reserve.
– Numa panela, coloque o azeite com a cebola picada e cozinhe até que fique transparente
– Junte o arroz e mexa durante 2 minutos
– Coloque o vinho e, mexendo sempre, deixe evaporar
– A partir deste momento, junte a água quente aos poucos, sem parar de mexer
– Passados 10 minutos, junte as lascas de bacalhau e contine a mexer
– Por fim, junte o pimentão-verde picado
– Quando a água evaporar, prove o arroz para ver se está “al dente” (cozido mas ligeiramente crocante)
– Caso ainda esteja um pouco cru, coloque mais água e contine o processo
– Ajuste o sal. Retire do fogão e finalize com as folhas de hortelã.

Bacalhau da Amazônia

Agora que vocês já sabem que bacalhau não é um peixe, mas um processo de salga, vale a pena experimentar o primeiro bacalhau genuinamente brasileiro, o feito com o pirarucu, peixe típico da Amazônia.

O Bacalhau da Amazônia foi trazido para São Paulo pelo Grupo Pão de Açúcar, que lançou o produto em um evento de degustação no restaurante Dressing, feito pelo chef do local, Ednaldo Santana, e o convidado Felipe Schaedler, do restaurante Banzeiro, de Manaus.

A venda do bacalhau vai além de oferecer uma novidade para os clientes das lojas Pão de Açúcar e Extra. Também significa que o grupo está apoiando um projeto de pesca sustentável, realizado com apoio do Governo do Estado do Amazonas e da Fundação Amazonas Sustentável. Eles até convidaram o Luizão, um dos pescadores da Reserva de Desenvolvimento Sutentável de Mamirauá, para mostrar o bacalhau da Amazônia.

Foram apresentadas várias opções de pratos com o peixe, que também entrará no menu desse tradicional restaurante da rua Amaury.

Como aperitivo, um canapé de farofa Uarini com pirarucu desfiado e banana pacovan na escama de pirarucu. A farinha de Uarini é típica dessa cidade do Amazonas e a banana pacovan é uma espécie só encontrada na floresta, muito parecida com a banana da terra.

As entradas foram duas: um consommé de tucupi com pirarucu seco…

… e uma brandade de pirarucu (peixe desfiado glaceado com zabaione de vinho do porto)

Para o prato principal, mais duas delícias: pirarucu amazonense (ao forno com pimentão, vinho branco e creme de castanha)

E um bacalhau de pirarucu, com purê de mandioquinha ao leite de coco e gengibre. Esse foi o que eu mais gostei, até repeti!

Na sobremesa, para quebrar o gosto do peixe, que esteve presente em todos os outros pratos, mas sem sair da temática amazonense, um delicioso sorvete de tapioca com creme de cupuaçu.

O pirarucu estará disponível nas lojas Pão de Açúcar e Extra da cidade de São Paulo.

Você sabia? O mistério do bacalhau

Bem hoje que a Jaci divulgou uma receitinha de bacalhau ao forno, eu resolvi acabar com um mistério, daqueles que viraram até lenda urbana!

Todo mundo, quando chega a época da Páscoa, e vai ao supermercado comprar bacalhau, já parou para se perguntar: como será a cabeça do bacalhau?

Uma das soluções desse mistério é saber que, na verdade, bacalhau não é um peixe, mas um processo de salga. Várias espécies de peixes de grande porte são usadas nesse tipo de industrialização, como por exemplo o Gadus morhua.

Outro dado interessante é que a primeira fábrica de salga de peixes do Brasil fica em uma reserva de manejo sustentável no Amazonas, e produz o bacalhau de pirarucu. Mas isso é assunto para outro post…

Não é legal?

Receita: Bacalhau de forno

Minha mãe sempre faz essa receita na sexta-feira da Paixão, é uma delícia e super fácil!

Bacalhau de forno

Ingredientes
1kg de batatas
4 cebolas grandes
azeitonas a gosto (azeitona preta deixa mais gostoso)
750g de bacalhau desfiado e desalgado*
400 a 500 ml de azeite de oliva

Antes de começar a preparar, a melhor dica que posso dar é onde comprar o bacalhau, minha mãe costuma comprar na Zona Cerealista de São Paulo (ali perto do mercado municipal), onde tem boa qualidade por um bom preço.

Ela compra na Camanducaia e nesta loja tem bacalhau de vários preços (de 20 a 60 reais o quilo) e que ela comprou um pacote de lascas de bacalhau (do porto) por R$21 não faz muito tempo. E quando o bacalhau já vem desfiado, sai mais barato e pra esse tipo de receita é super prático.

Modo de preparo: Descasque e corte a batata em rodelas bem finas (como se fosse pra fazer batata chips), faça o mesmo com a cebola. Em seguida numa refratária faça camadas alternando a batata, a cebola e o bacalhau. E vá regando com o azeite e colocando as azeitonas picadas.

Cubra com papel alumínio e leve ao forno por cerca de uma hora. Sirva com arroz branco.

*Para tirar o sal do bacalhau, você deve deixá-lo pelo menos 24 horas de molho na água fria, trocando a água a cada 4 horas.

Feed Food: culinária e ambiente acolhedores

Na minha atual vida de freelancer, comer fora de casa durante a semana passou a ser um evento. Assim, tentarei visitar um restaurante diferente, novo ou não, que tenha ou um bom menu executivo ou preços atraentes, pelo menos uma vez na semana – para não falir, é claro. Na última semana, completei três anos de casada e fui comemorar no Feed Food, novidade em Pinheiros com pratos que não perdem a graça ao chegar a conta. A foto abaixo é do que eu achei mais incrível na casa, que fica nos fundos de uma loja de roupas que também abriga uma galeria e um salão de cabelereiro: rogel de doce de leite argentino (R$ 12), beeeem farto e coberto com merengue. Fantástico.

Assim que cheguei com o maridão, pedimos uma suculenta porção de bolinhos de arroz com carne seca recheado com requeijão do Norte (18), com cinco unidades, de recheio cremoso. Depois percebemos que nem era preciso ter pedido o petisco, já que o restaurante oferece focaccia de entrada, como cortesia. A do dia era uma saborosa, quentinha e macia versão com manjericão, que combinou perfeitamente com o azeite extravirgem que havia na mesa. Nota dez. Nota máxima também para o atendimento super atencioso e para a chef Adriana Cymes, que veio até a mesa nos cumprimentar de forma muito simpática. A casa é dela com o marido, o chef Victor Vasconcellos, responsável pela cozinha do bar Número. Por causa da fama das coxinhas de lá, quero voltar no Feed Food para experimentar a versão criada para o empreedimento: porção de coxinhas de frango com massa de mandioquinha com 6 unidades (R$ 19,50).

Como prato principal, recomendo fortemente o risoto de abóbora com queijo Serra da Canastra e generosa dose de farofa de amêndoas e avelãs ao perfume de sálvia (R$ 27). Uma mistura bem saborosa de ingredientes num prato que chegou à mesa no ponto perfeito de cozimento. Só colocaria mais farofinha em cima e talvez um queijo parmesão em lascas, mas é gosto pessoal. Para quem prefere carne, as opções do menu pareceram apetitosas e os pedidos das mesas ao lado mais ainda. O maridão também escolheu uma massa: o noodles crunch com frango ao curry (R$ 27). Bem executado, o prato tinha macarrão al dente e ingredientes bem dosados, mas em relação ao sabor eu preferi a minha escolha. Para quem, como eu, curte curry com parcimônia, é uma boa, pois o tempero é usado de forma suave.

Além da culinária “aconchegante”, com pratos criativos e ao mesmo tempo extremamente agradáveis ao paladar, o Feed Food tem um ambiente muito bonito e arborizado, com luz natural na hora do almoço e boa refrigeração. As árvores do terreno foram mantidos – uma tendência cada vez mais ecológica e encantadora. Ganhamos um merengue de cortesia pelo aniversário de casamento, uma delicadeza! Quero voltar o quanto antes para prover o fusilli com linguiça caseira e buquê de rúcula (R$ 25) e tentar ir à tarde para experimentar um dos sanduíches, como o prensadinho de mortadela com brie (R$ 16). Mais fotos do ambiente do Feed Food aqui.

Feed Food – Loja Cartel 011
Rua Arthur de Azevedo, 517 – Pinheiros – SP
De 12h às 22h – Telefone: (11) 3081-4171