Quem disse que a Páscoa vive só de chocolate?

Entre os 10 ovos que provei até agora, um produto surpreendeu por não ter chocolate.

Conheço os produtos da Fernanda Ribeiro faz tempo e já comentei sobre vários aqui. Acho que o Ovo de Páscoa de bolacha era o único produto que eu ainda não tinha provado, até ganhar um na semana passada. Fê, arigatô!

Mas qual é a graça de ganhar um ovo de bolacha? Eu compraria só pelo fato das bolachas da Fernanda Ribeiro serem uma delícia, mas já pensaram que tem um monte de gente por aí que não pode comer chocolate? Conheço pelo menos duas pessoas do meu convívio que não podem chegar perto dos ovos convencionais vendidos por aí.

Outra vantagem é que o Ovo de Bolacha Decorada (R$ 60) dura e mantém a crocância. Todo mundo está na maior ansiedade por comprar alguns ovos e depois de devorar alguns não aguenta mais ver chocolate na frente. Comigo sempre foi assim. Tô guardando chocolates para depois porque não aguento mais…

Além das duas bandas de bolacha, no interior do ovo há algumas bolachas em formato de coelho e ovos, todos coloridos no sabor de flor de laranjeira. Recomendo!
Fernanda Ribeiro Bolachas Decoradas
Rua Mourato Coelho, 1134, Vila Madalena
Telefone: 11 3815-3757

Você bebe vinho nacional?

Quem é ligado nas notícias do universo da gastronomia deve ter percebido que está rolando um boicote contra vinhos nacionais. O que poderia parecer uma atitude elitista de restaurantes como D.O.M, do chef Alex Atala, ou de lugares como o Taste-Vin, é um movimento bem coerente de reação a algo feito pelos produtores da bebida no Brasil. Existe inclusive uma petição pública, que pode ser assinada online, para que as tentativas de implantar salvaguardas, com o dito fim de proteger o vinho brasileiro da concorrência internacional, sejam abolidas. De acordo com o Jornal do Comércio (RS), o vinho importado é responsável por 80% do consumo no país. E para frear isso, os grandes produtores querem aumentar a alíquota de importação, entre outras medidas protencionistas. Mas, isso mudaria a cabeça do consumidor, acostumado a preferir os vinhos franceses, espanhóis e portugueses em detrimento aos brasileiros? Ou o problema está na qualidade oscilante das marcas e em um passado no qual nem tudo eram flores?

Segundo a sommelière Gabriela Monteleone, em entrevista à jornalista Suzana Barelli, para o site revista Menu, já era difícil fazer com que os clientes aceitassem as sugestões de vinhos nacionais. A missão agora, com a salvaguarda colocando abaixo a reputação do produtos – tanto dos bons quanto dos ruins, agora parece ficar impossível. Achei o depoimento de Mario Telles Júnior, diretor da Associação Brasileira de Sommeliers em São Paulo (ABS-SP), a mais coerente e explicativo do cenário que está por vir: “Antes da abertura de mercado e da chegada dos diversos rótulos de vinhos importados, o Brasil não contava com o sommelier profissional, não tinha todos os empregos gerados pelas importadoras, os restaurantes não tinham carta de vinhos completas”, contou ele à Suzana (o trecho foi retirado da reportagem).

Visto pelo lado do consumidor, o ato de Gabriela Monteleone em tirar os vinhos nacionais das cartas do D.O.M e do Dalva e Dito, assim como a do chef Rodrigo Fonseca (Taste-Vin) e de outros, é uma forma de proteger o direito de escolha dos clientes. O problema é que se trata de uma retaliação sendo ameaçada por outra retaliação. E aí ao invés de evitar que nós paguemos a conta, que certamente aumentará diante desse cenários, a situação levará à elevação efetiva dos preços e à diminuição da oferta e da variedade de vinhos. Fui assessora de uma marca de espumantes nacional e senti na pele o preconceito que há na área, mesmo a vinícola sendo de uma região respeitada no meio, a Serra Gaúcha. Só nos resta torcer para que Carlos Paviani, diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), se entenda com fornecedores, produtores, restaurantes e chefs. E que o acordo não faça o mercado de vinhos no Brasil retroceder.

Finalmente temos o vencedor do Kit Mundy \o/

Em todos os sorteios tentamos mudar as regras e acrescentamos mais um passo. A ideia de termos dois ou três itens nas regras é para dificultar um pouco? Não. A ideia é termos a participação de quem lê o blog ou pelo menos leu o post inteiro. Uma das regras da promoção do Kit Mundy pedia para comentar no blog e responder um questionário, mas 22 pessoas esqueceram. Além disso, o primeiro sorteado também não havia curtido a fanpage do Aventuras Gastronômicas .

Mas, depois de sortear 4 vezes, eis o vencedor: Raphael Tavares! Ele comentou, curtiu e respondeu o questionário.