SPRW: Amaranto

O Amaranto foi o único restaurante que não encontramos filas. Talvez porque esteja num hotel, no Caesar Business, da Paulista ou porque fomos às 20h de uma quinta-feira.

A salada, minha escolha e a do namorado, estava gostosa e bem servida. Mesmo assim, veio com pouco temperada e precisei jogar um pouco mais de azeite. Já um amigo, que nos acompanhou, preferiu o creme de feijão branco com cogumelos.

Os três dispensaram o Salmão sobre purê de queijos ao molho de coco e azeite de dendê e optamos pelo medalhão de filé mignon com risoto de abobrinha. A carne estava saborosa, no ponto, mas um pouco carregada de pimenta do reino. Nada que uma passada do garfo não pudesse resolver.

Preferi trocar a sobremesa mais atraente do jantar, o crepe de avelã pelo tiramissù ao caramelo de ponkan. Gostei do resultado – o creme doce fez um belo contraste com o azedinho da ponkan.

Os homens preferiram o crepe e não deixaram nenhum teco para mim – mas pela rapidez que os dois devoraram estava bom!

O restaurante Amaranto fica no hotel Caesar Business, na avenida Paulista, 2181. Que tal aproveitar o final de semana e ir almoçar ou jantar lá?

SPRW: Marcelino Pan Y Vino

(*) por Célia Regina Bocci da Silva – comentarista convidada

Para nosso encontro gastronômico mensal, eu e minhas amigas, e o filho de uma delas (o Gu), escolhemos o Marcelino Pan Y Vino. Localizado na Vila Madalena, na Rua Girassol (embora no site da SPRW conste que fica na Wizard), apresenta uma bela varanda, e o cardápio da SPRW nos tinha chamado a atenção. De cara, a água servida na jarra e como cortesia ganhou pontos. Seria ideal ser todos os restaurantes aderissem a esse sistema. Pedimos as bebidas e partimos para os pratos.

Como entrada, nos dividimos entre Polenta cremosa com cogumelos crocantes e agrião (minha escolha, e estava deliciosa), e a Salada thay com folhas, lasquinhas de frango grelhado, amendoim e abacaxi (as meninas gostaram do tempero e da apresentação da salada). Também nos dividimos na escolha do prato principal: o Gu escolheu o Penne ao molho de salmão e dill, e soltou vários huuum! enquanto comia. Eu e as meninas fomos de Boeuf borguignon com purê de batatas e legumes salteados, que também estava delicioso, com a carne bem temperada e o purê de batatas bem preparado, no ponto e saboroso.

Tudo estava indo superbem até a hora da sobremesa…escolhi o Cramble de frutas quente, e fã absoluta de doces que sou, gostei do modo como o quitute foi preparado. Minhas amigas e o Gu escolheram o Pudim de leite com caramelo. Uma delas notou que tinha algo de diferente no meio da fatia do pudim, que nos pareceu ser bolor, pela cor e pelo aspecto. Ela chamou o garçom, que chamou outra pessoa (não sabemos quem era, porque ela não se identificou), que disse que aquilo eram raspas de limão, que era impossível que aquilo fosse bolor, porque os doces eram preparados na hora. Pelo sim, pelo não (e porque nas outras fatias não notamos as raspas), foi solicitada a troca. Logo depois, o Gu também encontrou a mesma coisa no pedaço dele, e ficou a dúvida novamente. Ele não quis a troca, preferiu deixar de lado.

Ficamos naquela: era? Não era? Os demais pratos estavam tão bons, apenas esse aspecto de apresentação da sobremesa que nos deixou com a pulguinha atrás da orelha. Voltaremos? Talvez, para dirimir essa dúvida, mas não tão cedo.

Fomos bem atendidos, os pratos não demoraram a chegar, os garçons foram corretos, a conta veio tão logo quanto a pedimos. O valor da contribuição para a Associação Monte Azul não foi citado e nem incluído na conta. Também não  vi o cofre para deixarmos a contribuição. E também não foi citada a contribuição para o Instituto Ayrton Senna.

Marcelino Pan Y Vino
Rua Girassol, 451 – Vila Madalena – São Paulo
Tel: 3034-0461

SPRW: Agende a sua visita e conheça o Paellas Pepe

De todos os restaurantes que visitei nas duas primeiras semanas do SPRW (El Patio, Oryza, Bistro Crepe de Paris, Vinheria Percussi e Dui ) nenhum conseguiu reunir o bom atendimento (garçons atenciosos), fartura, comida de qualidade e preço justo. Nenhum. Vamos às comparações. Por isso, resolvi comparar os restaurantes visitados ao Paellas Pepe, que foi a grande surpresa da nona edição do evento.

A sangria no Dui é linda e saborosa, mas custou 43 reais. Uma jarra maior com sangria no Paellas Pepe custou 19,90 e não conseguimos tomar tudo.

Um fã do Oryza já comentou aqui sobre a qualidade do arroz, que o arroz é sei lá de onde e, por isso, algumas pessoas acham justo pagar 40 reais por uma pequena porção de arroz com rabada. Não é uma crítica, apenas um comentário. Cada um escolhe se quer ou não pagar o valor cobrado pelo prato.

O El Patio economizou na quantidade de jamón da salada. No Paella tinha muito jamón nas tostadas de entrada.

O Bistro Crepe de Paris pecou no atendimento. Como ficamos no último e abandonado andar do restaurante, por algumas vezes me senti abandonada. Demoramos para pedir a bebida, o cardápio e até mesmo a conta – tanto que resolvemos pagar direto no caixa para não esperar mais alguns minutos. Se for ao Paella do Pepe peça para ser atendido pelo Douglas, o garçom mais simpático que nos atendeu até agora, de todas as edições do São Paulo Restaurant Week. Sem falar que a gorjeta, os 10%, você entrega para o garçom e não para o restaurante!

A Vinheria teve a pior apresentação e sabor da sobremesa, que não dá para comparar à porção generosa de churros com doce de leite e sorvete de creme do Pepe.

Paellas Pepe
Rua Bom Pastor, 1660, Ipiranga, São Paulo

Dica: P.J. Clarke’s no SPRW

Para quem ainda não conhece o restaurante P. J. Clarke’s, o São Paulo Restaurant Week pode ser uma boa chance. Achei os cardápios bem bacanas, tanto de almoço quanto de jantar, e só o lanche Ford Ranchero (uma das opções do almoço) custava R$ 32,90 no início do ano. A casa brasileira foi a primeira unidade do restaurante original (que data de 1884) fora dos Estados Unidos e foi aberta em 2008. No site há um resumo da história, além do cardápio completo (sem preços) e galeria de fotos.

Acima, as porções de batatas fritas e de bolinho de arroz, ambas deliciosas e sequinhas. Para ficar melhor, os bolinhos podiam vir recheados com queijo ou empanados, o que daria um diferencial bem bacana. De qualquer forma, para quem curte o petisco, vale experimentar. Abaixo, o prato Mini Coopers, com três hamburguinhos com três queijos diferentes (emmenthal, mussarela e american cheese) e um acompanhamento (existem vários opções) e o lanche Ford Ranchero (hambúrguer de 200g, cheddar, chili beans, alface americana e cheddar sauce). Curti mais o hambúrguer na versão mini pois estava super suculento. Em ambos os pedidos, o acompanhamento foi a PJ’s Home Fries (batatas em cubos, chapeadas com manteiga e cebola). A maionese é leve e consistente (detesto aqueles tipo óleo), acompanha bem os lanches que já tem um sabor mais marcante. Por ser uma casa cara, vale aproveitar o menu promocional para conhecê-la. Fica a dica!

P.J. Clarke’s
Rua Dr. Mario Ferraz, 568 – Itaim Bibi – São Paulo
Telefone: (11) 3078-2965

Novas temakerias em Pinheiros: Woop e Ozaki

Adoro sushi, sashimi, guioza, tempurá e todos os pratos típicos dos restaurantes japoneses que encontramos no Brasil. Por isso, também adorei quando começou a onda de temakerias (que depois foi seguida pela abertura das casas de frozen yogurt, etc, etc). Apesar de não ficar satisfeita com um temaki como refeição, já experimentei alguns e lembro que, em 2008, paguei 7 reais em um cone pequeno em um loja no Rio, quando ainda nem sonhava em morar em Sampa.

Pois bem: três anos depois eis que moro em Pinheiros e descobri na última semana que há duas novas temakerias na mesma quadra da rua Teodoro Sampaio, uma quase em frente a outra, “escondidas” em uma galeria e outro num prédio. E resolvi conhecer as duas casas no mesmo dia com o maridão a tiracolo. A primeira foi a Woop Temaki, que fica no térreo do número 1020, ao lado de um Subway aberto também em 2011. O restaurante tem dois meses, mas já parece bem organizado para seu tamanho diminuto. A foto acima é do temaki de salmão com cream cheese e lâminas de amêndoas (R$ 11). Peixe fresco, cream cheese sem excessos e arroz firme, o conjunto da obra estava bem saboroso. Comeria mais um fácil. Maridão foi de salmão especial (R$ 11,50) com cream cheese, pepino, alho poró e amêndoas. Sempre gostei muito de salmão com castanhas e amêndoas, e no temaki combinou demais. Pedimos também uma porção de hot philadelphia (R$ 12 com 6 unidades) bem honesta. A Woop tem também sashimis e combinados. A H2O saiu por R$ 3 e a água sem gás por R$ 2.

A segunda parada foi no Ozaki Temaki Bar, que fica na galeria 1041 da Teodoro Sampaio, no piso inferior (Lisboa). Um lugar perfeito para comer algo gostoso antes, durante e depois das compras na feira da Benedito Calixto. Para ter base de comparação, pedi um temaki de salmão completo (R$ 11,90), mas lá não havia opção de amêndoas e afins, então só pedi gergelim torrado para acompanhar. Maridão foi de temaki de salmão empanado (R$ 13,90 , mas fico devendo a foto) e foi mais feliz que eu. Assim como na Woop, os produtos são bons, com ingredientes de qualidade e os temakis são até um pouco maiores (e um pouco mais caros também). Mas ainda curti mais o da Woop mesmo. Em compensação, gente, que hot philadelphia é esse!

A porção de 20 hot rolls (R$ 19,90) vem com um molho muito saboroso (parecia tarê com shoyo), com pedaços bem fritinhos e um fino pedaço de limão em cima de cada um. Uma coisa de tão bom! Fiquei fã, de verdade. Na foto acima, eu retirei o pedaço de limão e ficou mais suave, com gostinho da fruta persistente. Vale a pena experimentar.

Mais fotos da Woop Temaki

Mais fotos do Ozaki Temaki Bar