Hamburgueria do Sujinho: delícias que viciam a preços camaradas. Que maionese!

Quem vive em São Paulo sente no bolso o aumento absurdo dos preços, principalmente no que diz respeito a lazer. Ir ao cinema e emendar um jantarzinho a dois, por exemplo, pode pesar bastante no bolso. Por isso, desde que maridão e eu conhecemos a Hamburgueria do Sujinho ficamos enlouquecidos com o lugar que une excelente qualidade da comida com preços justíssimos. E isso numa região cara, na Consolação, bem perto da Paulista e dos Jardins. Por R$ 11,45 dá para pedir uma porção enorme de fritas deliciosas, acompanhadas de dois molhos (rosê da casa e maionese temperada). E olha o tamanho da porção! 1/2 porção sai a R$ 8.

Já fomos com amigos e a dois, e sempre saímos de barriga cheia sem rombo no bolso. Por isso já provamos alguns lanches e a qualidade se manteve em todas as visitas. Além dos burgers básicos, que podem ser recheados com queijos, molhos, temperos e outros acompanhamentos, existem também porções, e sugestões de sanduíches já montados, entre outros itens. Abaixo, pela ordem, um Sujinho Pic Burger Júnior com cheddar (R$ 7,35 o pequeno + R$ 2,90), o segundo é o Alagoas Burger (R$ 14,90) com picles de pimenta, queijo prato, maionese e alface; o terceiros é um X-Salada Burger Clássico (R$ 13,40), o quarto é um dogão especial chamado Minas Gerais (salsicha com molho bolonhesa e purê de batata) por R$ 9,50 e o último é o Sujinho Pic Burger clássico com molho chimichurri(delicioso!) e provolone por R$ 16,50.

Mas quando me perguntam o que eu mais gosto no Sujinho, não tenho dúvidas: dos molhos. O da casa (R$ 2,10 se pedido a parte) é um rosê um cebola picadinha… uma coisa! E a maionese caseira (R$ 2,10) não fica atrás e já conquistou o maridão também. Além das carnes, porções e burgers, você pode também se deliciar com uma das baked potatoes, que tem seis opções de recheio. A da foto abaixo é de carne seca desfiada com catupiry (R$ 11,50). É ou não é um precinho super honesto? Um dos pratos sem pão que vale a pena é o Consolação (hamburguer com queijo fresco derretido, tomate e orégano com batata assada com cream cheese e cebolinha) por R$ 25,50.

E, diferentemente de outros lugares que cobram pouco na comida para garfar nosso dimdim nas bebidas, os preços do Sujinho são bacanas no cardápio todo – da entrada até a sobremesa. Hoje em dia é fácil encontrar restaurantes cobrando de R$ 3,50 a R$ 4,50 por uma latinha de refrigerante – lá a bebida custa R$ 3,10. Problemas? Achamos dois: não tem Coca Cola (só Pepsi mesmo) e não aceita cartões, o que já é um clássico na “rede” Sujinho. Mas a gente supera isso tomando guaraná e levando o talão de cheques. No mais é chegar cedo, para evitar muita espera, e correr para o abraço.

Hamburgueria do Sujinho
Rua Maceió, 64 – Consolação – São Paulo
Telefone: 11 3231-5207

Receita: Picadinho ao molho de maionese e limão

Sabe geladeira em fim de mês? Pois é, só com muita criatividade para cozinhar algo gostoso e ainda aproveitar as sobras sem precisar comprar ingredientes extras. Foi o que eu fiz no último fim de semana. Peguei uma carne cortada para strogonoff e fiz um picadinho usando misturas que eu nunca tinha feito antes – e não é que ficou bom? Servi com arroz branco e compartilho com vocês:

Ingredientes:
– 500 gramas de patinho em tirinhas
– 2 colheres de sopa de maionese light
– 1 colher de margarina light
– alho picado a gosto (se quiser usar cebola e tomate também, vai fundo!)
– 1/2 cubo de caldo de carne
– suco de 1 limão
– 2 colheres de sopa de shoyu
– 2 colheres de sopa de requeijão light

Modo de preparo:
Refogue os temperos (no meu caso, o alho) na margarina em fogo médio. Aumente o fogo, coloque a carne picada, misture e tampe por 5 minutos. Misture novamente e mantenha o fogo alto para que a água que se formou reduza um pouco. Acrescente o 1/2 cubo de calde de carne e mexa bem para dissolver. Coloque o shoyu e o suco do limão, mexa mais e tampe novamente por 1 minutinho. Deixe em fogo médio agora e acrescente a maionese e o requeijão, mexendo sempre para que tudo fique bem homogêneo. Quando a consistência do molho estiver do seu agrado (eu prefiro mais cremoso), apague o fogo e sirva ainda quente. A maionese deixa um gosto bem marcante junto com o limão – se preferir algo mais suave, coloque só suco de 1/2 limão.

Rendimento: 2 pessoas.

Além do arroz branco, acho que fica bem bom com uma saladinha verde e com legumes cozidos (pode ser seleta para os mais preguiçosos).

Subway® Churrasco: que bela porcaria!

Não tem nada que eu mais deteste do que me sentir enganada, seja por uma pessoa, seja por uma empresa. E ontem saí extramamente decepcionada de uma unidade do Subway ao experimentar o novo produto da rede: Subway Churrasco. De acordo com o site, o sanduíche é feito com “um tenro steak de carne bovina com sabor churrasco, grelhado na medida certa, com sabor sem igual”. O que você imagina? Uma carne grelhada e saborizada com um desses temperos de churrasco. Certo?

Pois é, foi o que eu pensei também e fui, como uma completa idiota, experimentar a novidade da rede. Sempre adorei os produtos, mas realmente esse lançamento é um engodo: em vez de uma carne suculenta, o lanche vem com uma espécie de carne processada, que de tão ruim nem poderia ser comparada a um hambúrguer. E realmente não senti sabor de churrasco. Além disso, o meu sanduíche veio o recheio gelado, mesmo eu tendo pedido para o mesmo ser aquecido. Para piorar, os atendentes da loja escolhida para o jantar não paravam de conversar – quase pedi desculpas por incomodá-los ao fazer meu pedido. Realmente decepcionante.

Infelizmente fico devendo uma foto dessa “maravilha”, pois não estava com a máquina e certamente não pedirei o lanche novamente.

Lá da Venda: Por que é tão caro?

Por conta da péssima experiência da Cláudia no Lá da Venda, esperei muito até minha primeira visita, mesmo trabalhando bem perto do restaurante nos últimos cinco meses. Ela teve ao menos três problemas: o lanche estava salgado, o atendimento foi péssimo e o lugar fechava cedo sem que houvesse nenhum aviso a respeito. O atendimento continua não sendo nenhuma maravilha, mas ninguém tirou meu prato nas duas vezes que fui ao lugar. Tudo que provei estava gostoso e agora o local só fecha à noite, não mais 18h. Em compensação, fiquei impressionada com os preços: tudo muito caro!

No dia em que fui almoçar, a opção de entrada (gratuita) era uma saladinha ou pastelzinho caipira – recheado com carne moída. Adorei o pastel, apesar de ter vindo só um junto a algumas azeitonas portuguesas. De prato principal escolhi, claro, strognoff de carne, que acompanha arroz branco, batatas rústicas e salada verde com tomates. A apresentação é bem fofinha, mas a quantidade de comida realmente deixa a desejar, principalmente se levarmos em conta que o prato custa 35 reais. O molho estava saboroso, mas preenchia só o fundo da tigela – sendo que metade era carne e a outra metade lâminas de champignon. Eu paguei por strogonoff de carne e achei a proporção bem exagerada, tanto que fiz questão de separar o tanto de champgnion para mostrar que não estou exagerando (foto abaixo). Outro absurdo é o preço do refrigerante: R$ 4,50 por uma lata de Coca zero? Isso é preço de restaurante chique nos Jardins, na Oscar Freire… nada justifica essa facada. Ou seja, quem quiser comer strogonoff e tomar um refri num frugal almoço no Lá da Venda precisa desembolsar R$ 43,45. Nesse dia, acabei levando um pedaço de bolo de cenoura com cobertura (módica) de chocolate por 6 reais. Apesar de gostosinho, novamente não vale o preço.

Fui ainda um dia à noite para testar como seria o atendimento com a casa vazia. Resumindo: cheguei, pedi, esperei, comi e acabei levantando para pagar direto no caixa, já que os garçons estavam conversando animadamente enquanto eu tentava chamar a atenção de um deles. Experimentei o famoso e premiado pão de queijo com queijo da canastra, ovo caipira e polvilho artesanal (R$ 4,50) – a única coisa que realmente vale o custo-benefício, já que o quitute é enorme e delicioso. Descobri que a porção de quatro pastéis caipira custa R$ 12, ou seja, 3 reais cada. O pastel é gostoso, mas novamente achei caro. Comprei ainda um X-Lá da Venda (R$ 20), que veio com hambúrguer seco e queijo canastra. O lanche ficou mais gostoso depois que incluí molho e aqueci em casa. O que mais gostei foi do ketchup e da mostarda, ambos caseiros e bem diferentes, merecem uma degustação. O pedido vem ainda com uma porção de batatas rústicas e uma saladinha. Não pediria novamente esse lanche não.

O que vale a pena no Lá da Venda então? Pretendo voltar para provar um doce e levar outro para casa, já que a Heloisa Bacellar é conhecida por suas gostosuras com chocolate. No mais, vale conhecer o espaço que é meio vendinha, meio brechó, bem fofinho mesmo, da entrada com flores, passando pelo corredor com cacarecos e chegando ao jardim, que num dia de sol fica ainda mais bonito. Só os preços a la Jardins é que sempre vão incomodar e fazem a casa perder para outros restaurantes da Vila Madalena – mais baratos e tão bons quanto, ou melhores, como a Casa da Li.

Lá da Venda
Rua Harmonia, 161, Vila Madalena – São Paulo
(11) 3037-7702

Paris: Guia para aproveitar a cidade – parte 5

Nesse último post sobre Paris dicas de vitrines para babar e também opções “bon marché” (baratas). E começo pelas dicas para não gastar muito:

O que você pode fazer logo de cara para economizar é se hospedar num lugar onde tenha cozinha, como por exemplo um albergue ou alugar um apartamento por lá. Me deram a dica do site Homelidays, onde se pode encontrar boas opções de apartamento com bom preço. A dica é entrar em contato com proprietário e negociar o preço.

E se você tem uma cozinha pode visitar a loja da Picard, que tem TODO tipo de congelado, da entrada a sobremesa.

Não é cara. Para se ter uma ideia, um prato de Hachis Parmentier (escondidinho de purê de batata com carne móida) custa 2 euros.

Você também pode procurar “traiteurs”, ou seja buffets que vendem comida pronta por quilo, basta chegar em casa e esquentar. Aí as nacionalidades vão ser super variadas, vai depender do que tem perto de onde você está.

Sem falar na possibilidade de ir ao supermercado ou mercado e comprar os produtos locais, e também existem boas opções de comidas em lata já prontas. Aconselho o supermercado Dia (o mesmo que tem no Brasil), que tem bom preço e os produtos “marca do supermercado” são bons.

Na França todo supermercado oferece dezenas de opções de pratos prontos: sanduíches, saladas, prato quente que basta por no micro-ondas. E eu, pessoalmente, adoro ir no supermercado aqui, porque tem uma infinidade de opções que aí são super caras e aqui são muito baratas, como por exemplo o queijo camembert que aqui custa entre 1 e 1,50 euro, a depender da marca, e vi que o mesmo queijo aí custa R$13,99 com a metade do peso…

E um detalhe, a rede Monoprix, que tem lojas por toda parte em Paris, costuma ter micro-ondas que podem ser usados para esquentar pratos comprados lá, e também mesinha e cadeiras para sentar e comer. Sim, os franceses também fazem isso, é prático.

E se você economiza de um lado, pode se dar ao luxo fazer algumas extravagâncias como tomar um chá ou comer um doce no famoso Salon de thé  Angélina (226 Rue Rivoli – Paris – 1ere arrondissement).

Eu não entrei porque a fila estava enorme… Mas na próxima entro para experimentar o famoso Mont-Blanc (7,90 euros).

Ou tomar um café (4,60 euros) ou um chocolate quente especial (7,20 euros) no Café de Flore (172, Boulevard Saint Germain – Paris – 6eme arrondissement) que também serve caviar (150 euros por 50 gramas) e foi ponto de encontro de grandes nomes da literatura mundial, como Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.

Um outro passeio interessante para os gourmands é a place Madeleine, que tem lojas de trufas, caviar e uma loja da Maille.

Sim, a mostarda é exposta como se fosse caviar. Muito chique!

Sem falar em duas mercearias finas com pequenas delícias caríssimas, como patês, foie gras… A Fauchon (e o site deles não funciona no Chrome) e Hédiard.