Maria Brigadeiro: balas, panetone, panelinhas…

Não é segredo que adoramos a Maria Brigadeiro e todos os seus produtos – do brigadeiro tradicional, enroladinho, às panelinhas e brigadeiros de colher. Em minha última visita, não é que descobri que tem mais coisinhas gostosas pintando na loja? Além dos deliciosos panetones recheados com brigadeiro gourmet (já estão aceitando encomendas!), que deram pinta no ano passado, a Juliana Motter criou uma delicinha diferente: balas de brigadeiro! E ainda vem um potinho para lá de fofo. Amei!

Já as panelinhas, velhas conhecidas por quem costuma se deliciar na loja, ganharam novas opções de cores. Eu adorei a marrom e levei uma para casa. Aproveitei também para comprar uma marmita, que agora tem novas opções de tecidos para a embalagem – o meu foi azul clarinho com mini-brigadeiros – e finalmente comprei “O Livro do Brigadeiro”, uma leitura que devorei tão rápido quanto fiz com os brigadeiros.

Na minha marmita, que vou guardar para rechear com mais brigadeiros na próxima visita, levei para casa cinco sabores: baileys (bem suave), tradicional crocante (amo!), pistache, noir (amo mais!) e o tradicional, que é a paixão do maridão. Entre as novidades, adorei também as novas e atenciosas atendentes, que mesmo com a loja lotada foram super queridas, sempre com um sorrisão nos lábios. Antes de sair, fiz um vídeozinho com as doceiras enrolando os brigadeiros. Tem como não amar?

Maria Brigadeiro
Rua Capote Valente, 68 – Pinheiros – SP
(11) 3085-3687 / 3087-3687
Segunda a sábado, 9h às 19h / Domingos e feriados, 11h às 17h

Aska: Vale a espera! :)

Um dos lugares que mais gostei de conhecer desde que vim morar em São Paulo foi a Liberdade. Adoro as ruas lotadas, a feirinha recheada de delícias, a decoração das ruas principais, o comércio cheio de badulaques e tranqueiras, os camelôs e, claro, os restaurantes. Ah, sim, nesse quesito a Liberdade nunca me decepcionou – e olha que ainda falta muito a conhecer. Foi lá que ampliei minhas experiências gastronômicas e fiquei apaixonada por um prato em especial: o lamen. E o responsável foi o Aska.

Um dos restaurantes mais antigos e populares do bairro, o Aska fica em uma das principais ruas – a Galvão Bueno – e está sempre lotado, pelo que já li por aí. Escolhi ir com o maridão num domingo, por dois motivos: me disseram que nesse dia os garçons são mais simpáticos e que indo a dois é mais fácil de conseguir um espaço no balcão para comer, sem tanta espera. E funcionou! Esperamos uns 20 minutos (a previsão era de 40) e entramos antes de dois grupos maiores que também esperavam. A tigelinha aí de cima foi minha escolha para prato principal: Shoyu Lamen (caldo de frango com shoyu, nori, naruto, espinafre, bambu, carne e, claro, macarrão) por módicos R$ 12. Acredito que o atendimento nem sempre seja simpático, visto a quantidade de reclamações que já li por aí, mas no dia da minha visita o atendente foi educado, tanto na hora de explicar o cardápio quanto quando eu comecei a arder de tanta pimenta que acrescentei no prato. Cordial, ele me ofereceu água e nem cobrou na conta.

Imperdíveis, os guiozas podem ser degustados em duas versões (R$ 9 cada porção com 6 unidades):  carne com cebola – meu preferido – e carne com legumes. Com recheio suave, eles são cozidos e depois passam por uma chapa só de um lado, ficando bem delicados. Comeria uns 50! O melhor foi o garçom japa que veio nos ensinar como devíamos misturar o vinagre e o shoyu para formar o molho perfeito para o guioza. Mais uma vez, ficamos impressionados com a educação do senhorzinho, que foi atencioso sem que nós nem tenhamos solicitado. Ainda acima, o lamen do Tiago: Tonkotsu Lamen (caldo de porco, sal, nori, bambu, ovo e macarrão) também por R$ 12. Abaixo, as opções de pimentas e outros condimentos para os lamens.

Acima, o molho resultante da mistura que o senhorzinho nos ensinou – e que deixou os guiozas ainda mais gostosos. E quem quiser saber mais sobre outros tipos de lamen e curiosidades sobre o prato, como o Museu do Lamen, pode conferir mais informações num post antigo da Cláudia. A capa do cardápio do Aska vai direto ao ponto, mas a qualidade da comida e o valor da conta fazem valer a visita e a espera. Lembrando que, como outros restaurantes na Liberdade, o Aska só aceita dinheiro ou cheque.

E hoje uma forma diferente de dar o endereço e o telefone do Aska 😉

Frango assado nosso de cada final de semana

Adoro frango assado e sinto falta de comer mais em São Paulo. Explico: no Rio, só no quarteirão da casa dos meus pais, tem duas padarias que vendem o franguinho de televisão de cachorro. Acabei descobrindo, aqui em Sampa, uma opção bem gostosa a 4 quadras de casa, na Padaria Pão de Ouro. Além de ser uma delícia, vem em uma embalagem que pode ir ao forno ou microondas, além de batatinhas e farofa. Uma bela refeição por 14 reais \o/

Há dois franguinhos que valem a pena na região da Vila Madalena, ambos entre 20 e 30 reais. O da Casa da Li fica dias marinando antes de ir para a televisão de cachorro para ser servido com batatas – a delícia pode ser devorada nos fins de semana. Já o do Galinheiro Grill tem aquele vermelhinho típico de coloral, que não agrada a todos os paladares. O diferencial é que o franguinho é feito na brasa.

Um outro lugar que também oferece um frango que parece delicioso é a Trattoria Rosticceria Picchi, conforme o relato do crítico Arnaldo Lorençato (a foto também é dele, reproduzida de seu blog no site da Veja São Paulo): “franguinho de leite aromatizado com alecrim, recheado de farofa e acompanhado de pequenas batatas assadas com casca”. A iguaria custa R$ 34 e é embalada a vácuo.

Caverna Bugre: 61 anos de tradição (e filé alpino)

Sabe aquele lugar simpático pelo qual você passa sempre, mas nunca entra? Assim é o Caverna Bugre. Localizado no subsolo de um prédio que parece residencial, o restaurante tem uma entrada bem discreta e janelas no nível da calçada, bem perto do metrô Clínicas, em São Paulo. Em meio à Teodoro Sampaio, sempre movimentada, e em frente a um ponto de ônibus que vive lotado, a casa oferece um ambiente sossegado, com atendimento cordial e comidinhas realmente muito saborosas (e calóricas!).

De entrada, maridão e eu pedimos os famosos croquetes de carne (1/2 porção por R$ 8,70) com sal de aipo a parte, um tempero preparado na própria casa. Tomei esse cuidado pois havia lido em alguns blogs sobre seu sabor acentuado. Acabei gostando mais do sal do que do croquete, que estava muito muito muito seco – para o meu gosto, claro. Já li sobre pessoas que adoram e outros que detestam os bolinhos. Usei bastante mostarda escura e o sal de aipo para terminar de comer a porção.

Mais famoso que o bolinho é o filé alpino (R$ 67,80 – inteiro – ou R$ 33,90 – meia porção), que praticamente fez a fama da casa e já ganhou até prêmio. Apesar de ser super calórico, achei o prato delicioso, ainda mais combinado com a porção de arroz branco e soltinho, tipo arroz de vó, e com as batatas rústicas que pedimos a parte. Os ingredientes deste filé? Mignon coberto com copa, catupiry e provolone, gratinado em molho tipo inglês, feito com caldo de carne. Bom de verdade e bem servido. Pedimos 1/2 filé e complementamos com 1/2 frango crocante (peito de frango empanado com farinha especial e coberto com molho agridoce e palmito) por R$ 27,50. Dispensamos a sobremesa, porque estamos querendo dar uma maneirada, e ainda assim saímos muitíssimo satisfeitos. Dica: chegue entre 12h e 13h para não pegar fila.

Caverna Bugre
Rua Teodoro Sampaio,  334 – Pinheiros
(11) 3085-6984

Salão Vinhos e Comidas Regionais

Uma vez por ano acontece em Toulouse o Salon Vins e Terroirs (Vinhos e Comidas regionais), uma ótima oportunidade pra gringa aqui conhecer mais da cultura e comida local.

O evento conta com expositores de todas as partes da França e também de outros países (como a Itália), o foco maior é no vinho, que pode ser degustado em TODOS os stands. Na entrada você paga 1 euro para pegar uma taça que você pode devolver na saída e pegar seu dinheiro de volta. (eu guardei a minha como recordação)

A ideia do evento é colocar o cliente em contato direto com o produtor, que explica as características do vinho, uvas usadas na composição, modo de preparo etc. As pessoas saem com caixas e caixas de vinho…

Eu peguei folhetos de vinícolas que podem ser visitadas e espero logo mais poder conhecer de perto do processo de fabricação do vinho.

O visitante pode também participar de ateliês de degustação de vinho ou de oficinas que falam sobre o trabalho de um sommelier. Eu participei de um ateliê em que degustei vinhos licorosos ou mais doces, acompanhados de chocolate.

O outro foco são as comidas regionais, provei tudo que tinha direito, frutas desidratas, queijos – e infelizmente não gosto mesmo de queijo de cabra, foie gras, rillette (patê de carne desfiada – pode ser de porco, pato etc – misturada à gordura ou ao foie gras ), chocolate, charcuterie (embutidos), bolinhos… E tudo o que se provava, podia-se comprar para aproveitar melhor em casa. =) Alguns stands vendiam petiscos para comer no evento, como era o caso das ostras.

Muitas chocolaterias daqui vendem o chocolate nesse formato de "lascas".

Foie gras, rillette e outros patês, além de cassoulet

Embutidos da região de Alsácia-Lorena

E encarei o temível escargot.

Não tive que tirá-lo da concha, porque não tenho muita habilidade, e realmente achei muito gostoso! A sua textura lembra a de um cogumelo, assim meio borrachudo e não tem um gosto muito forte, é bem suave.

Aqui a foto que comprova!