Posts com a Tag ‘coxinha’

Petiscos com a cara de São Paulo

26 janeiro, 2012

Desde que mudei para Sampa, há quase três anos, descobri muitos prazeres gastronômicos da cidade, sempre tão festejada quando o assunto é comer bem. Apesar de ser do Rio de Janeiro, tão pertinho daqui, sinto que mudei muitos de meus hábitos alimentares nesse meio tempo. Como carioca, havia degustado pouquíssimos bolinhos de arroz em minha vida, por exemplo. Por lá somos mais chegados em bolinhos de bacalhau, tanto na praia quanto em bares e botecos. Para homenagear o 458º aniversário de São Paulo, comemorado ontem, fiz uma seleção do que encontrei de melhor por aqui:

Começo pelos bolinhos de arroz, petiscos que podem ser feitos até com aquele resto de arroz que ficaria dias na geladeira, arriscando até a azedar. Na foto acima, os bolinhos do Adelaide Bistrô, na Vila Madalena. Entre os melhores estão os do Ritz e do Consulado Mineiro. Mais indicações aqui.

Entre todos os sanduíches, o beirute e o bauru ganham como os mais famosos entre os paulistanos. Na rede Frevo (foto), bem tradicional na cidade, comi um dos melhores beirutes da vida. Menção honrosa também para o beirute do Almanara. Já quando o assunto é bauru, não tem pra ninguém: é Ponto Chic na cabeça.

Outra paixão paulistana é a coxinha. Tanto que tem pelo menos dois lugares que ficaram famosos justamente pelas porções de coxinhas perfeitas: Frangó e Veloso. Eu posso dizer que também aprendi a adorar o petisco e nunca me nego a degustar uma coxinha do Praça Cheese (foto) ou do Doce & Cia.

Quem nunca ouvi a expressão: “Um chopes e dois pastel“? No Rio, quando um carioca quer tirar uma onda de “paulista”, lembra logo de brincar com a paixão paulistana de comer pastéis. Já vi alguns amigos deixarem de almoçar para ir até uma feira para degustar um bom pastel. Entre os mais tradicionais estão o Pastel da Maria, bicampeão como melhor pastel de feira, e o do Mercadão. Mas o melhor para mim é o pastel de bacalhau do Yoka (foto).

Apesar de ser uma delícia bem mineira, o pão de queijo tem lugar de destaque no dia a dia de São Paulo. E tem cada um mais delicioso do que o outro! Recentemente conheci os petiscos do Pão de Queijo Haddock Lobo (foto) e do Las Chicas, ambos fantásticos. Também gostei muito do pão de queijo do Lá da Venda e da Villa Grano.

Entre as sobremesas, o pudim tem lugar cativo na maioria dos menus com as quais tive contato em São Paulo. Quem gosta do doce precisa experimentar o pudim do AK Vila (foto), que vem com flor de sal e doce de leite – dá água na boca só de lembrar!

Parabéns, São Paulo! Foi muito bom conhecê-la, mas ainda preciso experimentar a coxa creme e o sanduíche de pernil do Bar Estadão, o lanche de mortadela do Mercado Municipal… E tantas outras delícias gastronômicas que você pode me proporcionar. Obrigada (até agora)!

Doce & Cia: Lanches, refeições e sopas em Pinheiros

26 dezembro, 2011

Apesar de o nome ser Doce & Cia, o pequeno restaurante com mais de 20 anos de história oferece salgados, lanches, sopas e muitas outras opções gastronômicas. Tem doces também, como o quindim que o Seo Júlio, do Boteco do JB, disse ser um dos melhores. Acabei seguindo outra dica e experimentei o misto e o hambúrguer, mas isso foi em uma segunda visita. Na primeira vez fui de coxinha (R$ 2,90)  e bolinho de bacalhau (R$ 3). O bolinho estava salgado e eu não repetiria, mas a coxinha… benza Deus, que delícia! Menor que a do Praça Cheese, mas quase tão boa quanto.

Mas falar do misto quente (R$ 4,90): achei bem gordurosão, pois o queijo não era dos melhores, mas o sabor estava bom. Acabei não comendo tudo e dividi com uma amiga, que também não conseguiu comer sua parte toda. Já o hambúrguer da casa (R$ 5,90) valeu a pena! Bastou um catchup para descer redondo, com pão quentinho, aquecido na chapa, e com gergelim – que eu adoro. Conversei com o proprietário, um japa simpático, e ele disse que compra a carne todo dia de manhã, sempre pedindo para o açougueiro moer com um pouco de gordura, por conta do sabor.

Acabei ganhando uma provinha de sopa – a do dia era ervilha, bem gostosa – e fiquei aguando pelo caldinho de feijão, pois o cheiro estava indecente. Simpatia, preço e qualidade em uma rua considerada nobre em Pinheiros é algo difícil de encontrar. Voltarei para comer mais coxinhas!

Doce & Cia
Rua Fradique Coutinho, 527 – Pinheiros – SP
Tel: (11) 3819-5921

Padoca 24 horas: Villa Grano

25 novembro, 2011

Que imagem reconfortante, não? Cafezinho com espuma de leite e um biscoito delicinha para acompanhar. Essa é uma das coisas que mais gosto na Villa Grano, padoca de respeito na esquina entre as ruas Fradique Coutinho e Wizard, na Vila Madalena. Seguindo a linha das super padarias, vive lotada de pessoas famintas por salgados, pizzas, frios, sanduíches e petiscos, além dos buffets de almoço – um dos melhores que já provei, sempre com saladas frescas e carnes saborosas – de sopas à noite.

Por quatro reais dá para comer um super pão de queijo recheado com requeijão que, meu amigo, é gostoso de verdade. Também curti a coxinha com catupiry, que tem o tamanho certo para um lanche da tarde. Entre os matinais, ainda prefiro o café (R$ 3) ao chocolate gelado (R$ 5,20), que estava aguado quando experimentei. Abaixo uma vista do buffet de almoço – fico devendo o preço do quilo – e das mesinhas que recebem os esfomeados a qualquer hora do dia. Também uma amostra dos docinhos da Villa Grano, eternas tentações das quais fujo depois do almoço, senão não é taxa de glicose que aguente. O atendimento não é nenhuma Brastemp, mas passa na média.

Minha mais recente descoberta gourmet na padoca é a pizza no forno a lenha. Sério, essa pizza é melhor do que as que já comi em diversas pizzarias por aí, no Rio e em Sampa também. Massa gostosa, queijo de qualidade, calabresa clarinha fatiada bem fina, bastante recheada e com molho suave, que não briga com os outros ingredientes. Para melhor, as azeitonas são sem caroço, o que encantou o maridão. Levei uma redonda para casa outro dia por R$ 30. Resumindo: a Villa Grano tem as qualidades necessárias a uma boa padoca – comida boa, variedade e funciona 24 horas \o/

Villa Grano
Rua Wizard, 500 – Vila Madalena – São Paulo
Tel: (11) 3031-6636

Você sabia?

7 setembro, 2011

100 coxinhas (R$ 2,50) são vendidas por dia no bar Praça Cheese

Já falamos da coxinha aqui

Tia Nê

7 setembro, 2011

Apesar de falarmos de todo tipo de gastronomia aqui no blog – do pastel da Liberdade e da coxinha do Praça Cheese até o couvert do Dalva e Dito aos menus do SPRW – nossa referência de comida boa mesmo é familiar. E não somos as únicas: muita gente tem por perto uma avó que cozinha bem, um prato especial da mãe que imbatível ou um tia que é a rainha do fogão. No meu caso, minhas melhores lembranças são os doces da Tia Soraya (principalmente, como está no perfil aqui do lado, o bolo de brigadeiro) e as comidas de domingo do meu pai. Macarronada, picanha no forno com alho, pão italiano, sorvete… eu tenho a quem puxar nesse meu gosto por cozinhar (e comer).

Mas, esse post nasceu para falar sobre a Tia Nê, essa figura fofuxa da foto acima. Não dá vontade de levar ela para casa? Infelizmente não posso fazer isso porque ela é tia da Cláudia, tem filhos e mora longe. Eu já tinha lido no perfil da Cláudia que ela adora o “macarrão da tia Nê” (além do arroz com feijão da mamãe, claro) e acabei conhecendo seus quitutes em um churrasco na chácara Midori! Na imagem, ela segura uma travessa de nhoque com molho bolonhesa improvisado ali na hora, com o que tinha a mão, e que estava delicioso, derretendo na boca, com molho equilibrado… uma coisa!

Além de fofa, simpática e amável, a tia Nê é rápida e precisa na cozinha, e ainda adora assistir programas de culinária, anotar receitas e depois testá-las, sempre dando seu toque pessoal. Durante o churrasco, ela fez bolinhos de bacalhau e salgadinhos, ajudou com o pernil (com pururuca), fritou pastéis… tudo como se nada desse muito trabalho e fosse fácil no fim das contas. Acabei trocando figurinhas com ela, fotografei algumas receitas para testar em casa (vocês não imaginam o caderninho que ela tem!) e, claro, comi todas as suas delícias. Dessas, só vou compartilhar aqui – por enquanto – a massa de salgadinho rápida. As demais vou tentar fazer e posto por aqui.

E como imagens falam mais do que mil palavras:

A melhor coxinha de São Paulo: Praça Cheese

28 agosto, 2011

Sabe aquele prato que sempre faz sucesso nas festa em família? A coxinha do Praça Cheese é assim: não há um amigo que seja apresentado a ela que não caia de amores pelo petisco. Gorducha, sempre bem frita, com recheio de frango suculento e muito catupiry no final, do tipo que transborda sem desperdício, a coxinha do Bar Praça Cheese é um sucesso – e custa apenas 3 reais. Com uma Coca Cola então, faz dupla mais que perfeita. Abaixo, em três tempos: mordida até o frango, com seu catupiry já descoberto e a coxinha inteira, dourada, esperando para ser devorada.


Já li alguns rankings de melhor salgado, melhor fritura, melhor coxinha, melhor petisco… e acho um absurdo não ter encontrado o Praça em nenhuma seleção. Críticos gastronômicos, por favor, não deixem de provar a coxinha! Experimentei a do Filial, aclamada como uma das top de São Paulo, e achei que não dá nem para o cheiro quando comparada com do Praça Cheese. Não apenas eu, mas também a Cláudia e todos os amigos que já tiveram o prazer de experimentar essa coxinha imbatível. E o lugar não vive apenas de coxinha não: tem um almoço honesto,  como o contra filé, arroz, feijão e fritas a 15 reais (para duas pessoas), e vários lanches bem gostosos (como o cheese dog e o sanduíche de calabresa).

O mapa do tesouro (e, por favor, relevem o atendimento):

Praça Cheese (Foursquare)
Rua Álvaro  Anes, 25 – Pinheiros – (11) 3812-1857
Em frente à Fnac da rua Pedroso de Moraes / Praça dos Omaguás

Pastel da Maria abre ponto fixo em Pinheiros

23 junho, 2010


Em outubro de 2009, na eleição do melhor pastel de São Paulo, a grande vencedora foi Maria Kuniko Yomaha, que recebeu 8 mil reais para fazer melhoras na barraquinha, presente em feiras de bairros como Pacaembu, Mooca e Perdizes, em diferentes dias da semana. No entanto, com o decreto que determinou o término das feiras livres às 12h30, e a consequente diminuição da freguesia, a empreendedora resolveu abrir o Pastel da Maria no final de maio – um ponto fixo em Pinheiros/Vila Madalena.


Fui experimentar os famosos pastéis em seu novo ponto com @tallyshie e @CamilaBrunelli, que também apreciam uma boa refeição – e um pastel bem-feito, claro. Na foto, testei o de calabresa com queijo (R$ 3,50), sabor que sempre me apetece.

Bem recheado, feito com produtos de qualidade e com massa salgadinha na medida certa, o pastel faz jus ao preço, apesar de não ser muito diferente de outras opções encontradas em feiras livres pela capital paulista (e carioca…). No meu caso, incomodou um pouco o fato do petisco estar com mais gordura do que o desejado e do recheio estar um pouco frio no meio, talvez exatamente por este ser abundante.

A coxinha (R$ 3,50) da @tallyshie estava meio tostada, mas o recheio também foi uma boa surpresa. Novamente faltou um diferencial que valha uma nova visita, mas para quem gosta de pastel e não se conforma em ter que esperar uma semana até a próxima feira, é uma boa e saborosa opção. O destaque da noite ficou para o molho de alho caseiro que acompanha os lanches.

Pastel comum (17 sabores salgados e 4 doces) – de R$ 3,50 a R$ 4,50
(exceção – pastel de bacalhau R$ 6)
Pastel Especial (3 sabores) – R$ 8,00
Refrigerante – R$ 2,50 / Cerveja – R$ 3,00

Pastel da Maria
Rua Fradique Coutinho, 580 – São Paulo
(11) 2373-7071
De 10h às 21h, segunda a sábado