Posts com a Tag ‘batata frita’

A Chapa x Rockets

15 julho, 2010

Monterburguer do A Chapa x The Finest do Rockets


Difícil encontrar quem não goste de um bom hambúrguer. Alguns preferem com queijo, outros com salada, uns ainda com bacon – e quem, claro, coma mesmo com tudo isso junto, e muito mais. Nós também adoramos essa combinação de carne, pão e o que mais vier, por isso estamos sempre experimentando novas opções.

Neste segundo post de tira-teima, vamos falar mais um pouco sobre o A Chapa da Melo Alves e o Rockets, dois lugares praticamente vizinhos, mas com perfis bem diferentes. Acima, o Monterburguer (pão integral, hambúrguer de fraldinha e cheddar – dá para escolher o queijo – por R$ 20,60) do A Chapa, um sanduíche que gosto muito por ser grande, delicioso e ao mesmo tempo leve, já que a carne é magra e o pão combina perfeitamente com o lanche. O melhor? É possível usar uma das melhores maioneses de São Paulo no sanduba sem que ele perca o sabor. Do lado direito temos o The Finest (150g de carne com alface picada, tomate em rodela, mostarda de ervas, cebola picada e maionese), que inclusive consta no título completo da casa. É um lanche ruim? Não. Mas vale R$ 18,30? Também não.

Country Wedges do A Chapa x Fritas do Rockets


Claro que, na lista de itens que devemos observar, o ambiente, o atendimento e a apresentação dos pratos também contam. O Rockets tem uma decoração bem bacana, com clima de lanchonete dos anos 50, jukebox e tudo mais, enquanto o A Chapa é bonito e confortável, mas não tem um diferencial no assunto ambiente. Em compensação, tanto em atendimento quanto nos pratos, o A Chapa vence de 10 a 0, sem chances para o Rockets.

Basta ver os exemplos: enquanto a Country Wedges (batata frita com casca – R$ 11,30) é diferenciada e bonita, as fritas do Rockets são normais e sem-graça. O mesmo acontece nos sanduíches com salada -  é preciso mesmo colocar tanto alface, e de tão má qualidade, com folhas esbranquiçadas e interiças, em um lanche com frango grelhado, queijo e mostarda, como é o caso do Chicken Club Sandwich (R$20,50)? Em relação a custo-benefício (sabor, simpatia, etc), ficamos com o A Chapa!

Cheese Calabresa Tártaro do A Chapa x Chicken Club Sandwich do Rockets


A Chapa
Rua Melo Alves, 238 – Jardins – (11) 3085-0521


Rockets – The Finest Hamburguer

Alameda Lorena, 2090 – Jardim Paulista – (11) 3081-9466

Applebee’s: entradas que dão água na boca

30 junho, 2010

Eu adoro o Applebee’s, rede americana com mais de 2 mil unidades no mundo e que está no Brasil há seis anos. Fui pela primeira vez em 2008, ainda no Rio, mas virei habituée ano passado por conta de uma de minhas paixões em (quase) todo restaurante: as entradas, couverts e equivalentes.

Mozzarella Sticks + Boneless Buffalo Wings + Appetizing Mini Ranchers

Pois é, sou capaz de facilmente dispensar o prato principal por uma boa e farta porção de petiscos de entrada, como pães de queijo, variedades de batata, pizza branca, molhinhos, patês e carnes cortadas em tirinhas, de diversos tipos. A foto acima é uma das possíveis combinações do Ultimate Trio, cardápio com seis opções de aperitivos do qual se pode escolher três tipos por R$ 38. Uma outra ótima pedida são as Potato Skin (R$ 27,50), barquinhos de batata frita com queijo cremoso e bacon.

No entanto, o incrível Sampler (foto abaixo) é insuperável: combinação de porções de Chicken Quesadillas, Spinach & Artichoke Dip, Boneless Buffalo Wings (cubos de peito de frango empanados com molho picante cremoso) e as deliciosas Ribs, cobertas com molho barbecue. São R$ 39,90 bem empregados para até 4 pessoas.

Applebee’s
10 unidades no Brasil, sendo 4 em São Paulo
Nova loja: Rua Joaquim Floriano, 533 – Itaim Bibi – (11) 3071-3439

Johnnie Peppers: Steakhouse carioca em terras paulistanas

25 maio, 2010

Como carioca que sou, estranhei ao ler no Guia da Folha Online que tinha sido aberta na Rua Dr. Mario Ferraz, no Itaim, uma steakhouse do Rio de Janeiro da qual eu nunca tinha ouvido falar: Johnnie Peppers. Pesquisando, entendi o motivo: só existem duas casas na cidade maravilhosa, ambas no circuito Barra/Recreio, em um local onde é difícil chegar sem carro. Mesmo assim, fiquei com muita vontade de experimentar – mais pela tal sobremesa Avalanche! do que pela comida, para ser sincera.


Chegando lá com o maridão, ficamos bem impressionados com a decoração do salão, que conta também com um jardim anexo com mesinhas muito charmosas. Mas como beleza não põe a mesa, pedimos logo uma porção de fritas com queijo e bacon (R$ 25) para começar a brincadeira. Apesar de saboroso, o petisco não tinha nada demais, ficando aquém de outras steakhouses. O prometido molho Ranch também decepcionou, já que não passava de um molho rosê bastante comum.

Como prato principal, o maridão foi de Bonanza Burguer (R$ 26), sanduíche com 210g de hamburguer caseiro, pão tostado, queijo mussarela ou americano, tomate, alface, cebola, mostarda da casa e fritas. A carne veio no ponto solicitado e estava muito bem temperada, mas o sanduba também não surpreendeu, apesar de passar longe de estar ruim.


Eu me arrisquei em uma Baby Back Ribs (R$ 38 – meia porção), costelinha de porco especial, servida com pão caseiro assado na hora, saladinha (escolhi a Caesar) e um acompanhamento à escolha – fui de batata assada com requeijão. Parece maravilhoso, não? E a foto mostra que o visual também era sensacional. Mas, em matéria de sabor… a carne estava ok, mas não era muito temperada e o pão caseiro estava gostoso, mas novamente sem nenhum toque especial. A salada Caesar foi a grande surpresa do almoço: deliciosa e picante na medida certa. Enquanto isso, a batata assada foi uma decepção sem tamanho: veio fria e dura, pedi para trocar e veio novamente fria, sem graça e sem jeito de ser trocada novamente.


Ainda bem que tinha a sobremesa: reparem o tamanho da taça do Avalanche! (R$ 23) em comparação à caneca de refrigerante refil. Sorvete de creme com calda quente de chocolate, por dentro e por fora da taça, em tamanho super grande, coberto com castanhas, chantilly e uma cereja. Maridão e eu não demos conta de acabar com tudo, mas valeu a visita!

Johnnie Peppers
Rua Dr. Mario Ferraz, 538 – Itaim Bibi – São Paulo

The Fifties: Hambúrguer saboroso com atendimento rápido

3 maio, 2010

Não é novidade que adoro um bom hambúrguer (basta ver os posts do AChapa, do Ritz ou da Hamburgueria Nacional) e nunca me recuso a conhecer uma nova opção. Por isso, quando Cláudia e eu fomos parar no The Fifties do Shopping Eldorado, enquanto aguardávamos o horário do cinema, fiquei na dúvida sobre o que escolher, já que o cardápio é variado e parecia tudo muito apetitoso. Acabamos começando a noite com 1/2 porção de onion rings (R$ 8,70), 1/2 porção de nuggets com molho rosé (R$ 8,50) e batata frita especial com bacon e creme de queijos (R$ 13,80).

thefifties-fritas
Apesar de meio gordurosas, as porções de fritas e onion rings estão bem saborosas e crocantes. No entanto, o creme de queijos era enjoativo, melhor tentar outra opção para acompanhar as fritas. Os nuggests vieram no ponto e combinaram muito bem com o molho rosê. Mas, o que eu mais gostei mesmo foi o molho barbecue (R$ 4,00) que pedimos í  parte: picante na medida certa, altamente recomendado!

thefifties-hamburguer

Como prato principal, a Cláudia foi de Pic Burguer (R$ 18,20), um clássico da casa que inspirou lanches de outras hamburguerias – são 150 gramas de carne, alface, cebola picada (muita!) e molho, tudo no ponto. Eu fui de mini-hambúrgueres de picanha e calabresa com queijo prato (14,90 os de picanha e R$ 12,40 os de calabresa), que vem com 4 mini-sanduí­ches com carne alta e suculenta e pão quentinho, acompanhados de molho rosê e maionese da casa. Serve tranquilamente duas pessoas sem tanta fome e o queijo pode ser substituí­do por cheddar ou catupiry.

thefifties-mousse
A Cláudia ainda teve pique para saborear um mousse de chocolate branco coberto com raspas de chocolate preto (R$ 7,80), totalmente aprovado por ela. Diante de tudo que pedimos, a conta nem foi tão cara: cerca de 100 reais muito bem gastos. O ambiente estava agradável e tudo chegou í  mesa muito rápido, apesar do atendimento não ser um primor de simpatia.

Pontos fortes:
- Lanches saborosos e no ponto
- Atendimento rápido
- Ambiente agradável

Pontos fracos:
- Os garçons podiam ser mais simpáticos
- Creme de queijo enjoativo
- Fritas e onion rings com gordura aparente

The Fifties

Shopping Eldorado – 3º piso
www.thefifties.com.br
(vários endereços)

Hamburgueria Nacional: sabor de verdade em um lanche que parece de mentira (de tão bom!)

21 abril, 2010

@tallyshie

Por Isabelle Lindote

De cara, ao entrar pela porta da Hamburgueria Nacional, o clima aconchegante e a polidez dos atendentes me impressionou positivamente. Ambiente clean, mesas bem localizadas e temperatura adequada abriram ainda mais meu apetite, que não era pequeno. Aliás, esse é o primeiro conselho deste post: só adentre a hamburgueria do premiado chef Jun Sakamoto se estiver com disposição para se deliciar com entradas, sanduí­ches, sobremesas, milk-shakes e cafés especiais.

Segundo o site, a Hamburgueria Nacional é “uma mistura internacional, bem í  paulista, com a cara e o sabor do Brasil”. Criada e comandada pelo sushiman, considerado o melhor do paí­s, a casa é mesmo uma bela surpresa para os amantes de um bom hamburguer. Depois de começarmos a noite com meia porção de fritas sequinhas (acompanhadas de cheddar derretido a parte) e outra metade de onion rings, eu estava ansiosa para pedir meu lanche.

porções

O Super Burguer simples (22 reais) já seria mais do que suficiente para aplacar minha fome com 350g de carne, mas é impossí­vel resistir aos acompanhamentos – todos cobrados separadamente. Picles, maioneses, queijos (suiço, cheddar e mussarela), molhos variados, ovo, bacon, manteiga com alho e pimenta são algumas das opções que custam em média 3 a 4 reais. Fui de bacon, queijo suiço e barbecue, um trio que definitivamente deu certo. E vem daí­ o segundo conselho: um dos grandes baratos do lugar é poder experimentar sempre um lanche diferente a cada visita, já que as combinações são muitas!

hamburgueria nacional

Mas qual é o foco deste post? Falar do hamburguer em si! Composto por mais de um tipo de corte, que é uma das essências do verdadeiro hamburguer, a carne veio alta e exatamente no ponto pedido (no meu caso, bem passado), com um gostinho maravilhoso por ser feito na brasa, com uma técnica especial. Perfeito! Moral da história: a casa não é barata, mas a satisfação é garantida nos mí­nimos detalhes – do bacon crocante ao pão quentinho, passando pelo Nespresso delicioso que fechou a noite.

café

Hamburgueria Nacional
Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, 822 – Itaim Bibi
Telefone; (11) 3073-0428
http://www.hamburguerianacional.com.br

Hamburgueria John & Paul Burger é um lugar para quem tem tempo…muito tempo!

30 março, 2010

Por Talita Shie (@tallyshie)

lanche

Barulhenta, com imagens (quadros) dos Beatles  em todos os cantos (e  cardápio), um telão com clipes e som com a discografia do quarteto. A casa ainda não é bem o que a gente considera temática – há apenas quadros do grupo.

Atendimento LENTO, muito L-E-N-T-O-O-O! Para vocês terem uma ideia, durante o horário de almoço de uma sexta-feira, esperei pelos hambúrguer por UMA HORA (ou mais)! Os garçons tentaram ser atenciosos… mas no fim, não deram conta do recado. Na hora de servir eles anunciavam para a mesa inteira o pedido e quais complementos vinham – acreditem! – até que o dono do lanche respondia. Ainda bem  que as porções de batata, cebola e polenta chegaram mais rápido.

Voltando aos lanches. Eles eram entregues com um intervalo de 5 a 10 minutos, pelos menos. A impressão foi de que só podiam fazer um lanche por vez ou que só havia uma pessoa na cozinha e, por isso, a demora! Depois de quase ter criado raí­zes na lanchonete, cheguei í  conclusão de que o problema era da falta de preparo e organização da cozinha e dos garçons.


Voltando í s porções, elas foram servidas em quantidades generosas, bem crocantes e sequinhas – exceto os anéis de cebola, que estavam oleosas e queimadas. Gostei bastante das batatinhas curly, sequinhas e saborosas, como toda boa batata frita.

Já ia esquecendo de falar do meu lanche. Pedi um hambúrguer de picanha (a carne veio ao ponto, como eu pedi) com cebola grelhada, maionese (veio bem pouquinho,  quase uma lembrança dela), salada (fresquinha) e creme de milho (cremoso, meio adocicado e com pedacinhos de milho – do jeitinho que eu gosto!). O pão fofinho (mas frio) e acompanhado de batatinhas para decorar o prato.

Um lanche saboroso, só que, infelizmente, comum – semelhante ao de outras hamburguerias. O lanche da @claudiamidori, porém, chegou assim:

O lanche chegou desmontado, sem a maionese que ela pediu e sem a cebola.

John & Paul
Rua Mourato Coelho, 1285, Vila Madalena, São Paulo/SP

Trem bão de si comê, sô!

2 fevereiro, 2010

Por Tiago Cordeiro

Domingo paulista, noite épica e fome absurda. A pedida é comida boa e farta, sem jeito de pedreiro. Resumindo: comida mineira? Aceito. E não conheço lugar melhor da comidamineirinhaquesósô que não seja o Consulado Mineiro. Praticamente uma zona de teletransporte em que você vai para uma zona dimensional conhecida como “fazenda-mineira-da-vó-que-ocê-nunca-teve-uai”.

Pastéis para começar

Não sei bem qual a história do restaurante, mas sinceramente? A imaginação é muito mais fascinante. Daí­, você viaja com os motivos de todos os garçons serem tí­picos mineiros (atores contratados? Famí­lia exilada em sampa? Ex-habitantes de Varginha que são ETs disfarçados?), mas francamente isso pouco importa quando a gente percebe que o serviço é ótimo. Praticamente impossí­vel não receber um sorriso e não achar simpático o sotaque dos caras. Regionalismo repetido no tempero do simpático Medalhão que pedimos (R$50,50).

Medalhão

Embora a maioria dos pratos seja para duas pessoas, qualquer refeição serve para duas pessoas e um ser da espécie dos glutões (presente). Foi o nosso caso. Aliás, dois homo glutoenis se satisfazem fácil com qualquer coisa do cardápio.

O prato é composto pelo macio filé com salsinhas pertinentes. Sim, pertinentes. A carne mineira passa longe daqueles bifões salgados consagrados pela cultura do sal desmedido. Não sei se as folhinhas tão injustiçadas pelo Verí­ssimo são o segredo do sabor ou se é a radioatividade do disco voador. Fato é que a carne é gostosa pra cacete. Relaxa e goza.

Pequena porção de arroz

Tal qual Adam Clayton (baixista) e Larry Mullen Jr. (baterista e percussionista) fazem no U2 o arroz e feijão do prato mineiro compõem bem o prato principal. Prefiro o arroz, diferente do que cresci comendo, com raí­zes cearenses. O arroz do Consulado é um Adam Clayton quase The Edge em seu inimitável solo de With or Without You. Na boa, não dá pra viver sem esse arroz. Curti o feijão, mas é que rola um preconceito racial: se não for preto, nunca acho mais do que bom. Mal aê. Coisa de carioca que não supera o fato de feijão branco ser chamado de carioquinha. É zoação de paulista, só pode.

Fritas

E pra fechar a batata frita mineira. Once upon a time que diziam que a french fries foi cunhada pelos franceses? C’est sa? Non, o Consulado explica que fritas são coisa de botecos mineiros, sequinhas e sem sal (ocê põe a gosto, cumpádre), mas deliciosas. Trem bão.

A pí­lula vermelha que nos fez sair da Matrix de Minas Gerais foi o cafezinho (R$ 2)  que pedimos no final. Forte demais e sem aquele sabor tí­pico que faz todo o resto especial. É o suficiente pra gente acordar, mas não é o bastante pra reclamar. Na real, o Consulado Mineiro permanece como uma zona de iguarias regionais e, felizmente, os caras ainda não resolveram voltar pro seu planeta ou pra Varginha, sei lá. Aproveite e desfrute disso.

Consulado Mineiro
Praça Benedito Calixto, 74, Pinheiros, São Paulo/ SP
Telefones: 11 3088-6055 ou  3064.3882

A Chapa

4 novembro, 2009

Por Isabelle Lindote

Para uma carioca há poucos meses morando em Sampa, conhecer o A Chapa é ter o que contar quando for visitar o Rio e também me faz sentir mais integrada com a terra da garoa. Afinal,  a lanchonete é uma das mais antigas da capital e faz sucesso desde os anos 60. Com estacionamento a 8 reais por duas horas, a unidade da Rua Melo Alves é super bem localizada e tem visual antiguinho que me deixou feliz í  primeira vista.

O cardápio, apesar de ser extenso e variado, é mal explicado e fez com que a Cláudia e eu tivéssemos que pedir mais informações para o garçom. De entrada, fomos de Country Wedges (R$ 11,30), uma deliciosa batata frita com casca que chegou í  mesa quente e sequinha na medida. Achei que ia provar algo no estilo da batata rústica do Big X-Picanha, mas esse petisco superou e muito minhas expectativas! Pelo preço, vale muito a pena experimentar, serviu perfeitamente a duas pessoas e, até o momento, foi a melhor batata que comi em Sampa.

Na hora de pedir o lanche, eu já sabia o que comer graças í  dica do blog Hamburguer Perfeito: o Cheese MonsterBurguer Bacon (R$ 20,60), um sanduba feito com pão integral quentinho, queijo prato, bacon e um hamburguer de fraldinha de 200 gramas.

A Cláudia não teve a mesma sorte e precisou perguntar detalhes do lanche que queria comer ao atendente. Ele não foi mal-educado nem foi amigão, estilo Outback, mas demonstrou estar meio de saco cheio de ter que falar sobre as opções da casa. Na hora em que pedimos uma sugestão, ele se limitou a apontar para o display de mesa, com visí­vel má vontade. Ainda bem que ela acabou pedindo super bem e adorou o lanche: Cheese Calabresa Tártaro, uma combinação que agradou em cheio ao seu paladar exigente.

Meu lanche veio no ponto certo para ser devorado. Como fraldinha é minha carne preferida, o hamburguer não podia ser mais gostoso. E, para amenizar a culpa por tanta comida, ainda vem com redução de gordura. O pão estava quentinho, o queijo prato acompanhou muito bem e o bacon foi daqueles que dá vontade de levantar a placa de nota 10 e bater palmas no meio do salão – crocante, torradinho e sem um pingo de gordura sobrando. Ainda seguindo as dicas que li antes de ir ao A Chapa, pedimos uma porção de maionese da casa, que tem um sabor levemente picante de mostarda. Recomendo: nem foi preciso colocar ketchup (sim, cariocas adoram ketchup) para o sanduí­che ficar ainda mais maravilhoso!

Para fechar a noite, a sobremesa escolhida foi o Oreo Sundae (R$ 8,00), uma deliciosa combinação de sorvete de creme, calda de chocolate e biscoitos Oreo cortados ao meio que vale cada centavo pago.

Minhas únicas ressalvas ao lugar são o fato da cozinha não ter um bom exaustor, o que me fez sair de lá com cheiro de comida no cabelo, e o calor, que quando a casa foi enchendo, piorou muito. O atendimento não foi dos piores, os lanches chegaram rápido í  mesa e a conta também foi paga sem que fosse preciso esperar muito pela máquina de passar o cartão. Acho que seria bacana, em uma próxima vez, testar outra unidade, para ver se o ní­vel dos lanches se mantém e se os problemas encontrados são menores.

A Chapa
Rua Melo Alves, 238

Os erros do Fifties

22 dezembro, 2008

Por Talita Mariano

Nesta semana tive a oportunidade de ir duas vezes na lanchonete The Fifties. Posso dizer que me senti em restaurantes de redes diferentes.

Almocei na unidade localizada do Shopping Eldorado, e plena terça-feira, horário de almoço, próximo das 13h.  Eu e o pessoal do trabalho, Cláudia Midori, Fernando Souza e Renmero, fomos prontamente atendidos. Vieram as bebidas, as porções de batata frita e cebolas, depois os quatro lanches. O atendimento foi ótimo e não tivemos problemas. Saí­mos satisfeitos!

No dia seguinte, quarta-feira, marquei de jantar com amigos que se formaram comigo na faculdade. Local do encontro: The Fifties Vila Olí­mpia, onde chegamos quase í s 22h. Para a entrada pedimos as bebidas e uma porção de fritas. E aí­ começaram nossas surpresas. Quando o pote de batata estava terminando encontramos ‘algo’ escuro no fundo, olhando bem, era um champignon.

A cor era de estragado e o aspecto de algo frito. Chamei o garçom para mostrar o ‘ingrediente a mais’ no nosso prato. Ele levou até a cozinha e retornou, perguntando se querí­amos outra porção. Pôxa vida, não querí­amos outra porção, ainda mais porque o pote tinha um resto de batatas, querí­amos que não tivesse aquele negócio estragado no meio da batata que haví­amos acabado de devorar!

Bom, tudo bem, deixa para lá. Continuamos o jantar. Pedimos os lanche e lá vem outra… Em comemoração ao Natal existe um lanche natalino chamado Christmas Burger, que inclui rodelas de abacaxi. Uma das minha amigas pediu ele e… cadê o abacaxi?

Chamei novamente o garçom e expliquei que o lanche estava sem o abacaxi. Ele, da mesma maneira, se direcionou í  cozinha e retornou dizendo:“o chapeiro disse que colocou sim o abacaxi”.

Conforme foto acima, abrimos o lanche para mostrar para ele que não tinha abacaxi. Sua resposta: “se querem trago abacaxi separado”. É sério isso? Talvez se pedimos um lanche com abacaxi, que veio sem abacaxi, e ainda tivemos que provar a falta dele, é porque queremos o abacaxi!

Fica aqui minha crí­tica ao The Fifties da Rua Funchal, 345 – Vila Olí­mpia. Não pelo atendimento do garçom, que em momento algum foi grosseiro ou desatencioso conosco, mas sim í  cozinha que em um restaurante vazio nos atendeu desta forma.

The Fifties
Rua Funchal, 345
Telefones: 11 3842-2636 / 3848-9800

X Picanha Burguer & Grill

23 novembro, 2008

Após assistir a uma aula sobre hambúrgueres com István Wessel em outubro, caí­ na besteira de conhecer (no dia seguinte) uma nova lanchonete na Vila Madalena, em São Paulo, o X Picanha.

Localizada no burburinho da Vila Madalena, visitei o local í  noite, com mais dois amigos – o Léo Dias e a Talita Mariano. Perto da rua Fradique Coutinho com a Wisard, é difí­cil encontrar uma vaga para estacionar próximo do restaurante/lanchonete. O local não possui vallet e o jeito é se virar para achar uma vaga na rua mesmo!

Entre grelhados, carnes na pedra, saladas, risotos e sanduí­ches, optamos, os três, pelo X Picanha. Para acompanhamento pedimos uma porção de fritas – quentinha, sem muita gordura, acompanhada de um molho bem gostoso (infelizmente não lembro o sabor, mas acho que era de ervas).

Algumas observações sobre o local:

1. O saleiro de nossa mesa estava SEM sal.

2. O lanche é feioso. Reparem na foto que tirei do lanche do Leonardo, um pecado. O pão estava com aparência de velho, um pouco ressecado. Chegou í  mesa quase desmontado e torto, como a Torre de Pisa.

3. Faltou um pouco de capricho no preparo dos lanches e atenção no atendimento. Éramos os únicos clientes, í s 19h, do dia 23 de outubro, uma quinta-feira. O único garçom do dia prestava mais atenção na televisão, num programa que mostrava lutas no SporTV.

4. O sabor do hambúrguer é um problema – é sem sabor. Faltava tempero, sal, enfim, não agradou ninguém. Chegamos í  conclusão de que o Big Mac é bemmm melhor que o X Picanha.

5. Fui a única a trocar o queijo do lanche. Troquei o provolone pelo cheddar e me arrependi muito. O cheddar chegou duro, gelado, parecia ter saí­do da geladeira para o lanche.

6. O chopp custa R$ 2,99. Bom, barato e bem tirado.

7. O café é o melhor custo x benefí­cio do local, peça um antes de ir embora.

Apesar de ter criticado o lanche feio e o queijo frio, devo dizer que a decoração do local é agradável. Um grande painel que vai da entrada até o meio do estabelecimento retrata o bairro de modo delicado. As mesas dispostas no salão não provocam a sensação de aperto e falta de locomoção entre as mesas.

X Picanha Burguer & Grill
Rua Fradique Coutinho, 1346, Vila Madalena
Telefone: 11 3929-2979