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Barcelona: Papabubble

16 agosto, 2010

Conheci o Papabubbles no final da viagem. Certamente quem já foi para Barcelona viu em vários locais as balinhas de caramelo decoradas – tem em pelo menos três lojas no aeroporto.

Por um acaso, a loja fica na rua que fiquei hospedada, na Simó Oller, bem pertinho das Ramblas e da praia.

Produção das balinhas – no flickr tem mais fotos

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De todas as cores e sabores

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Comprei dois pacotes, 12 euros cada, um de melancia e outro de limão e laranja.

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Tem balas com letras, iniciais ou frases

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Para quem ficou com vontade, as balinhas também são vendidas em Taipei, Japão, NY, Seul e Amsterdã.

Um vídeo de como as balinhas são feitas

Papabubbles
Simó Oller com a Ample (perto da agência dos Correios)

Barcelona: Restaurante Chino

16 agosto, 2010

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Durante as férias de Março/Abril, passei 15 em Barcelona, mas deixei de comentar sobre onde comi aqui. Acabei comentando apenas da loja Hapy Pills. Aos poucos vou resgatar alguns lugares que conheci e colocar as dicas aqui.

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Fui a dois restaurantes chineses, mas fiquei apaixonada por um pequeno, pertinho das Ramblas (bem na esquina) na Cidade Velha. Por menos de 20 euros consegui comer tudo isso sozinha. A porção serve bem duas pessoas – que comem pouco -, mas devorei tudo após andar por horas sem café da manhã decente e almoço. Não comi porque estava completamente fascinada por tudo… e comer ficou em segundo plano.

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O tal Restaurante Chino fica na Carrer de Ferran, 5, esquina com as Ramblas. Na mesma rua tem um hostel que chama Fernando que vivia cheio de jovens, uma casa de torrones maravilhosos e um pub bem legal que eu não lembro mais o nome.

El marzipan de oro

2 dezembro, 2008

Ontem eu estava passando pelo Mercado da Lapa e lembrei que ainda não contei aqui no Aventuras Gastronômicas a história do marzipan espanhol de ouro.

Quando eu estive em Barcelona, no fim de setembro, começo de outubro, fui conhecer o mercado mais famoso da cidade, a Boquerí­a, ou oficialmente, Mercat de Sant Josep. O lugar é super arrumadinho, com umas frutas lindas, brilhantes e bem raras para o comum da Europa. Tem até uma barraca brasileira, que tem cachaça (é claro!), bolacha Bono e outras coisas que brasileiro quando está morando fora sempre procura…

A entrada do mercado

A entrada do mercado

Frutas bem brilhantes

Frutas bem brilhantes

Mas o que mais me encantou foram as barracas de doces. São biscoitos, confeitos, frutas secas e marzipans de todas as cores e variedades. Fiquei tão encantada que resolvi comprar uns marzipans em forma de frutas. Me empolguei e escolhi cerejinhas e maçãzinhas, sem me preocupar com o preço. A minha surpresa foi quando a dona da banca foi pesar e eu vi que tinha comprado 6 euros em doce! Imagina só: isso na cotação de hoje, daria quase R$ 18 em guloseima!!! Depois vi que o quilo custava mais de 40 euros…

Frutas cristalizadas, marzipans e biscoitos

Frutas cristalizadas, marzipans e biscoitos

Claro que depois dessa, eu fiz o doce durar uma semana… e estava muito gostoso.

Os doces de 6 euros!

Os doces de 6 euros!

O Mercado da Lapa fica para outro post…

La Boquerí­a (Mercat de Sant Josep)
La Rambla, 89 bis
Barcelona, Espanha

En mis venas corre sangrí­a

19 outubro, 2008

Em minha viagem em Barcelona descobri a sangrí­a original catalana, a feita de cava, que é um vinho tí­pico da região. Ela é bem mais saborosa que a feita com vinho tinto.

Normalmente ela é vendida em uma jarra de um litro nos bares de tapas e restaurantes da cidade. Da última vez que bebi, paguei 5,50 euros em um copo.

A receita é bem simples, é só misturar os ingredientes abaixo…

Sangrí­a de cava
2 garrafas de cava “semi” ou “dulce”
1 maçã sem casca e sem sementes, em pedaços
1 pera sem casca e sem sementes, em pedaços
2 pêssegos médios sem casca, em pedaços
1/2 garrafa ou um pouco mais de conhaque ou outro destilado de preferência
3 a 5 colheres de açúcar
Gelo

Se preferir sangrí­a rosada, basta acrescentar uma garrafa ou uma garrafa e meia de vinho tinto de boa qualidade.

Los bocadillos de Barcelona

3 outubro, 2008

Quando cheguei em Barcelona fiquei impressionada que aqui eles também sao adeptos do pão tipo baquete com qualquer coisa, ou do sanduí­che, que aqui se chama bocadillo.

O bocadillo é o jeito mais prático de se matar a fome em Barcelona, apesar de nem sempre ser o mais barato. Praticamente em todas as esquinas tem um café ou uma lanchonete que oferece pelo menos as opções mais básicas: jámon y queso (presunto e queijo – mas nesse caso o presunto pode ser ibérico ou serrano), tres quesos ou frankfurt (o famoso cachorro quente).

Os sanduí­ches variam bastante de preço e de qualidade. Até agora, o que eu experimentei e vi o melhor custo-benefí­cio foi o da Pans & Company. Também é deles o melhor pão, porque por aqui o pão costuma ser bem duro. Hoje mesmo eu paguei em um menu médio com bocadillo de jámon serrano y queso brie mais patata frita e nestea 6,80 euros (por favor, não convertam a moeda, com a alta do euro, vai todo mundo achar um absurdo de caro!).

Desabafo: eu quero comer arroz, feijao e salada! Imaginem que eu estou uma pessoa inchada e alérgica de tanto comer bobagem… Nem sempre comprar chocolate da Lindt por 1 euro é vantagem… rs

* PS: o teclado daqui nao tem til, porque a única vez que se usa til em espanhol é na letra í± e essa letra tem uma tecla própria… rs

E a China inventou o macarrão

18 setembro, 2008

Para provar (e degustar) que os chineses são mesmo os mestres do macarrão, no último sábado marcamos mais um encontro gastronômico. Desta vez, fomos no restaurante Rong He, na Liberdade.


O diferencial desse restaurante é que existe um vidro separando a cozinha e a sala de refeições, por isso dá para ver o cozinheiro colocando a mão na massa do macarrão. A comida é muito boa, mas a vitrine acaba se tornando a verdadeira atração do lugar: as crianças, os curiosos e todo mundo que está no lugar pára para olhar um pouquinho as manobras do mestre-cuca juntando os ingredientes e amassando tudo.

Assista o ví­deo do chef Yang preparando a massa

Vale a pena ir lá experimentar um dos pratos com macarrão, e eles têm vários, além de espiar o preparo da comida!

Rong He
Rua da Glória, 622-A
Liberdade
Telefone: (11) 3275-1986 / 3208-0529

Comiendo en Barcelona

13 setembro, 2008

Daqui exatamente uma semana eu estou viajando para Barcelona, considerada a cidade mais gastronômica do mundo!

Entre todos os meus medos e ansiedades, é óbvio que tem também o receio das comidas que eu vou encontrar por lá.

A Jaci me deu um guia lindo de restaurantes de lá e eu me comprometo a visitar alguns e postar aqui.

Em um outro guia de viagem que minha mãe me deu, tem alguns pratos tí­picos da Catalunha. Olha só que eu provavelmente vou desgustar por lá:

Arrí²s negre: é o prato com arroz mais famoso da Catalunha. Originário da Costa Brava, combina arroz, lula, tamboril, mariscos, cebola, alho, tomates, caldo de peixe, azeite de oliva e a tinta da lula.

Amanida: salada que combina legumes com queijo, carne defumada, peixe ou mariscos.

Botifarra amb mongetes: linguiça preta grelhada com feijão branco.

Esqueixada: salada com bacalhau, cebola e pimentões.

Llagosta i pollastre: lagosta e frango ao molho de tomate e avelã.

Parrillada de mariscos: camarão e lagosta grelhados e servidos com maionese de alho.

Pollastre rostit amb samfaina: frango assado com samfaina, combinação de verduras da Catalunha.

Crema catalana: creme de ovos com açúcar caramelado.

Coca de Sant Joan: bolo fermentado, coberto de frutas cristalizadas.

Suquet: guisado de peixe, mexilhão e camarão.

Canelons a la barcelonesa: cannelloni com fí­gado de frango e carne de porco.

Paella: arroz, frutos-do-mar e carnes de frango e porco.

Fideus a la cassola: macarrão, pimentão, costeleta ou lombo e linguiça.

O Mundo da Coca-Cola

7 agosto, 2008

Por Beatriz Rey

Já ouvi todo tipo de história sobre a Coca-Cola: vicia, pode ser usada para desentupir pias, é ótima para ressaca, funciona para dor de estômago e também para quem padece de falta de açúcar no sangue. Nunca liguei para nenhuma delas – eu gosto de Coca-Cola desde pequena, e não largo mão de jeito nenhum (ví­cio?). É de se imaginar, então, como fiquei ao pisar no Mundo da Coca-Cola, em Atlanta, há três meses, quando fui cobrir uma feira de projetos pré-universitários da Intel.

Para começar, o “tour” pelo prédio parte de uma espécie de museu da marca, com todas aquelas propagandas antigas de pin-up girls e geladeiras retrô. Demais! Como se não bastasse, somos levados a uma sala de cinema, onde assistimos a um ví­deo muito engraçado sobre uma fábrica fictí­cia de Coca-Cola. Feito em animação, com bichinhos estranhos, o filme é feito em estilo documentário – como se alguém estivesse, realmente, investigando o segredo da Coca. É claro que em nenhum momento sabemos o que vai dentro do refrigerante.

Nesse momento, seu corpo pede Coca-Cola. São muitas garrafas. No filme, os personagens despejam o lí­quido em recipientes. Mas, por enquanto, nada do refri – pelo menos não da Coca. A penúltima parada do Mundo da Coca-Cola é uma sala com “estações” de refrigerantes do mundo todo. Você já se perguntou qual a bebida que os chineses tomam? Não queira saber! A maioria dos refrigerantes que tomei eram horrí­veis – há variações de kiwi, por exemplo. Lá em Atlanta mesmo, a Sprite parece uma água com gás choca misturada com limão sem gosto. O bom mesmo é quando você percebe, de longe, uma máquina com oito saí­das: Coca-Cola Zero, Diet Coke Lemon, Cherry Coke, Cherry Coke Zero, Vanilla Coke, Diet Coke, Diet Coke Caffeine Free (estranha mania de tomar Coca sem cafeí­na) e ela, a Coca-Cola Classic. Que saudade da Cherry Coke! Uma pena não ter vingado no Brasil…a Vanilla Coke, que os norte-americanos adoram, é uma delí­cia, apesar de ser um pouco enjoativa. Uma observação: a Coca-Cola de Atlanta é diferente da nossa. O gosto do “xarope” é mais forte, o refri é mais encorpado. Uma delí­cia.

E é claro que, como estamos no próprio centro do mundo capitalista, o último salão do Mundo da Coca-Cola é uma loja enorme com tudo o que você pode imaginar da Coca: imãs de geladeira, camiseta, bermuda, calça, garrafas, pôsteres, abridores de garrafa, caminhões de brinquedo, bichinhos de pelúcia…Para o Brasil, trouxe um pôster, um abridor de garrafa e muitos imãs de geladeira. E a sacola de plástico da Coca, que guardei de recordação. Em Atlanta, há poucas atrações turí­sticas. As ruas são desertas no centro. A impressão é que a cidade foi construí­da em 1996, quando sediou as Olimpí­adas, e deixou de existir a partir de então. O parque Olí­mpico, do lado da Coca, fica vazio o dia todo. Mas levei algumas lembranças boas. Além de encontrar um Starbuck’s-a-cada-esquina e de comer begels todos os dias, adorei o Mundo da Coca-Cola. Vale para quem gosta.

O mundo e a China

5 agosto, 2008

Um novo mundo se abre aos ocidentais com o evento das Olimpí­adas 2008 em Pequim. Teremos uma avalanche de informações, não só sobre esporte, mas sobre diversos assuntos sobre a maior nação do mundo e é claro sobre sua gastronomia.

A gastronomia chinesa remota os primórdios, a idade da pedra, com o cultivo do arroz e a produção do macarrão que são a base de sua culinária. Marco Polo, no século XV foi a China e acabou “inventando/trazendo” o maior sí­mbolo da gastronomia Italiana, a massa, o macarrão.

A China é um mundo, ou pelo menos ¼ de todo o planeta com uma série de diferenças de cozinha, em seu extenso território, não só por sua geografia, mas também aspectos culturais, religiosos e humanos. Existem oito famosas cozinhas na China dentre tantas: Sichvan, Shandong, Fujian, Hunan, Zheriang, Jiangsu, Anhui e Cantonesa (Cantonese Cuisine). Esta última acaba por ser a mais conhecida devido sua associação aos frutos do mar e í  grande massa de chineses cantoneses que imigraram para a América do Norte, criando duas grandes Chinatowns: a de São Francisco e a de Nova Iorque, que além de grandes cidades americanas estão entre as seis principais cidades gastronômicas do mundo. Los Angeles, Londres, Tokyo e Paris também se rendem a cozinha chinesa, seja por motivos étnicos, culturais ou comerciais.

Outra caracteristica da cultura chinesa, que já teve Hong Kong com colônia brití¢nica, é o chá inglês, que não existiria sem as especiarias asiáticas, a plantação de chá na índia e a porcelana chinesa, que em Inglês leva simplismente o nome do paí­s, “china”. O chá das 5 na Inglaterra não seria o mesmo sem a arte das porcelanas chinesas e desde utensí­lios para cozinha até produtos alimentí­cios industrializados, quase tudo do Japão passando pela França até o Brasil, são importados da China. A invasão chinesa começou há muito tempo, Napoleão já havia alertado sobre isso, agora é aproveitar e aprender com o melhor desse paí­s tão populoso e diverso.

PS: Achei que faltou na matéria citar Macau, antiga colônia portuguesa. Os pastéis de lá não lembram em nada os pastéis vendidos no Brasil. Eles ficam expostos em bancas e lojas nas ruas (foto abaixo), e lembram mais as carnes defumadas que vemos penduradas no Nordeste.

Publicado no site Gastronomia e Negócios