Arquivo da Categoria ‘eu gosto’

Vanilla Caffè: encontro marcado no fim de noite

21 abril, 2012

Fiz assessoria de imprensa para a rede Vanilla Caffè por dois anos e não podia citar a marca em meus posts, por uma questão ética, claro. Hoje, quase um ano após deixar esse trabalho, me sinto confortável para dizer o quanto gosto dos produtos deles. Curto muito o blend exclusivo, feito com grãos do Sul de Minas, mas gosto mais ainda das bebidas mais elaboradas, principalmente as geladas. E no topo da minha lista está o Vaniccino Caffè (R$ 10,90), mistura de espresso, leite e essência com cobertura de chantilly. Para dar uma revigorada antes ou depois da balada, é tudo!

Coladinho no Vaniccino está o Biscotti & Crema Caffè (R$ 11,90), que mistura espresso, sorvete de baunilha, leite e negresco (tem uma receitinha aqui), e virou o preferido do maridão por ser mais encorpado. A foto não está fazendo jus à bebida, pois quando fui fotografar já havia ido metade embora. Para acompanhar, pedi um cupcake (R$ 4,80) sabor pão de mel e topo de creme de chocolate que não valeu o preço, nem pelo tamanho, nem pelo sabor. O forte do Vanilla são mesmo as bebidas e os pratos quentes/salgados. Nenhum dos docinhos me fascina.

Entre as bebidas quentes, gosto muito do Cioccolato Macadâmia (R$ 7,90), que é um chocolate quente com chantilly, syrup e tubete. O maridão não curtiu o sabor bem marcante da macadâmia – que é justamente o que me atrai- e preferiu pedir um cioccolato sem a essência (existem outras opções com chocolate quente no cardápio). A unidade escolhida foi a da Alameda Itu (SP) e constatamos dois problemas: não havia funcionários suficientes (apenas uma moça cuidava das mesas, do caixa e do preparo dos pedidos) e nem segurança. Prova disso é que um morador de rua entrou por duas vezes na loja, nos abordou e permaneceu dentro do ambiente por quase dois minutos. A sorte é que não se tratava de alguém de má índole ou violento, era de fato uma pessoa carente querendo dinheiro. Para um local que tem vocação para a night, e fica aberto na madruga, é algo que precisa ser revisto – e rápido.

Vanilla Caffè
Várias unidades em SP e outros estados
Alameda Itu, 1408 – Jardim Paulista – (11) 3081-2851

Nem só de coxinha vive o Praça Cheese

15 abril, 2012

Todo mundo sabe que a gente adora o Praça Cheese e o principal motivo é a sua excepcional coxinha. Mas, justiça seja feita: esta não é a única delícia do bar. Além do hot dog que a Cláudia adora, o lugar também conta com salgados bem gostosos, acima da média de outros bares. Administrado por duas mulheres, os toques femininos são visíveis no Praça. Quem me convenceu a provar otras cositas foi justamente uma das sócias, a Silmara Bortolussi: “Temos um controle rígido de qualidade e ótimos fornecedores. Experimenta!”. Como resistir? :)

Primeiro, provei a esfiha de carne recém-saída do forno. A massa não é a melhor do mundo, mas não compromete o todo, que ganha pontos com o recheio farto e supersaboroso. Uma das coisas que mais gosto no Praça é que tudo é bem temperado, sem ser salgado. Mas o que me conquistou mesmo foi o croissant de queijo com presunto… Mamma mia, que delícia! A massa parece de pão, mas não pesa, e é muito gostosa, principalmente quando o croissant está quentinho. Além disso, o recheio vem em quantidade satisfatória e tem boa qualidade (nada pior do que presunto de quinta). Agora quero experimentar algum outro salgado frito, como a coxinha…

Feiras Livres: Como viver sem elas?

18 março, 2012

Em busca de uma alimentação mais saudável e, se possível, também mais barata, tenho frequentado uma feira livre que acontece semanalmente perto de casa. Costumo comprar frutas, legumes e verduras em supermercados, mas agora procuro dar preferência aos alimentos que consigo na feira e apenas complemento o que falto quando vou ao mercado. Com isso, descobri que a feira tem muito mais a me oferecer do que tomates, limões e cenouras. É o melhor lugar para comprar temperos frescos ;)

Uma das coisas que mais gosto de ir à feira é o colorido que salta aos olhos. As folhas super verdes, as frutas arrumadas lado a lado, as barraquinhas para degustar petiscos na hora (tenho fugido do pastel e mergulhado na água de coco)… E a simpatia dos feirantes também é sempre bem-vinda. Um dia vou descobrir como estar tão feliz tenho acordado tão cedo. Aliás, um motivo a mais para respeitar a labuta desses trabalhadores que começam o dia muito antes da maioria das pessoas para que tenhamos alimentos apetitosos para colocar na mesa.

Normalmente, vou à feira com uma listinha de alimentos para comprar e com um dinheiro X e mais um tanto para “se precisar”. Nunca sobrou nada – e eu acho ótimo! Em um dia, levei pimenta rosa para experimentar numa receita; na outra semana, foi a vez broto e testar em casa uma salada que adoro comer em restaurantes. Com certeza, para quem, como eu, adora gastronomia, frequentar uma feira livre vai ajudar a entender melhor como funcionam as sazonalidades dos alimentos, bem como perceber suas sutilezas. São aventuras gastronômicas que valem cada centavo gasto (e as calorias perdidas andando para um lado e para o outro atrás da melhor oferta).

Momento delícia do dia: Cappuccino Kopenhagen

13 março, 2012

Tem dias que tudo o que a gente precisa é de algo reconfortante para beber ou comer, de preferência doce ou quente. Seja para começar bem a manhã ou para encerrar uma tarde agitada, esses pequenos momentos gourmet são aventuras gastronômicas essenciais. Algo que eu gosto muito para essas ocasiões é o cappuccino da Kopenhagen (R$ 7,50). Com café saboroso, a bebida tem muuuuuuuuuuuuuito chocolate ao leite em pedaços no fundo e pode acompanhar um waffle com ponta de chocolate ou pastilhas de menta. Nem é preciso açúcar para adoçar a vida :)


Receita: Bolo de fubá

3 março, 2012

Bolo de fubá com goiabada e um cafezinho pro lanche da tarde. Tem algo mais gostoso? Tem sabor de domingo à tarde na casa da mãe . =D

Bolo de fubá*

Ingredientes
3 ovos
1 copo americano (190 ml) de açúcar do tipo cristal (se for refinado, use 1 e 1/2 copo)
1 e 1/2 copo de farinha de trigo
1 copo de fubá
1 copo de leite
2/3 copo de óleo
1 colher de sopa de fermento em pó
erva doce a gosto
goiabada cascão a gosto
farinha e óleo para untar a forma

Modo de preparo: Corte a goiabada em pedaços e passe -a pela farinha de trigo – esse é o truque pra ela ficar como se fosse um recheio - reserve.

Coloque os ingredientes secos e a erva doce numa vasilha. Bata no liquidificador os ovos, o leite e o óleo, em seguida despeje a mistura sobre os ingredientes secos. Misture bem.

Coloque metade da massa na assadeira untada, disponha os pedaços da goiabada, despeje o restante da massa. Leve ao forno pré aquecido a 180ºC por cerca de 40 minutos. Coma quente ou aqueça um pouco antes de comer, aí a goiabada derrete e fica uma delícia!

*Receita da minha mãe que faz aniversário hoje. =)

Bolo de banana

14 fevereiro, 2012

Minha mãe tem um livro de receitas que é cheio de nostalgias. Ela escreveu-o em um caderno meu da segunda série do primário, que não foi usado.

Às vezes a gente volta nele para resgatar alguma receita. Na maior parte do tempo, a receita resgatada vira o hit do momento e depois cai no esquecimento novamente.

O “novo” achado foi uma receita de bolo de banana feito com farinha de rosca. Essa receita está no caderninho desde dezembro de 1994!

Dessa vez, a gente incrementou um pouco e colocou castanhas do Pará e uvas passa.

Bolo de banana

2 xícaras de farinha de rosca
1 1/2 xícara de açúcar
3 ovos
1 colher de sopa de fermento
6 bananas nanicas
1 xícara de café de óleo
100 g de uva passa sem semente
20 castanhas do Pará picadas grande

Modo de fazer:
Amasse as bananas e reserve. Junte na batedeira os ovos, as bananas, o açúcar, o óleo, a farinha de rosca e, por último, o fermento. Após bater esses ingredientes, misture as uvas passa e as castanhas na massa. Use uma forma redonda furada bem untada. Asse em forno médio.

Mâche

11 fevereiro, 2012

Aqui na França existe uma diversidade muito grande de legumes e verduras, acho que só de maçã deve ter uns 8 tipos diferentes no supermercado. Alface tem de todo tipo que você imaginar, abóboras de mil formas e tem até abobrinhas gostosas.

Mas o que eu mais gosto aqui é a “mache” (em português mâche), uma folhinha verde escura bem pequena, que não é amarga, é levemente crocante e fica uma delícia na salada, seja sozinha, seja acompanhada de alface americana (que aqui se chama “iceberg”… rsrs).

E ainda não tinha encontrado a tradução pro português e achava que nem existia aí no Brasil, até receber uma newsletter divulgando um curso só de saladas da Escola Wilma Kövesi de Cozinha. Sim! Existe mâche no Brasil, ela pode ser encontrada em alguns (poucos) lugares em São Paulo. Mas nem tente procurar por agora, ela é uma verdura de inverno…

A mâche é rica em fibras, em vitamina C, betacarotenos, anti-oxidantes, omega 3, vitamina B9 – e com tantas qualidades também é conhecida como a salada anti-estresse. Tem sua origem na bacia mediterrânea, existem imagens dela nos túmulos egípcios e numa pintura perdida de Leonardo da Vinci. Hoje, é cultivada principalmente na região do Loire, na França, suas folhas são extremamente delicadas e seu cultivo e colheita exigem bastante cuidado.