Arquivo da Categoria ‘comida e cultura’

Bom-bocado de mandioca

16 junho, 2009

Arraiá

INGREDIENTES

1 lata de leite condensado
150g de coco fresco ralado
meia xí­cara de chá de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
4 ovos
400g de mandioca descascada e ralada
manteiga para untar
açúcar para polvilhar

PREPARO

Misture o leite condensado, o coco, o açúcar, a manteiga, os ovos e a mandioca em uma tigela. Despeje em forminhas untadas e polvilhadas com açúcar. Asse em banho-maria, em forno quente, por aproximadamente 40 minutos.

*Para proteger o bom-bocado, use as forminhas de empada.

Diplomacia gastronômica

27 maio, 2009

Mês passado a Cláudia me avisou que foi lançada essa semana uma obra que junta dois assuntos que me interessam muito, diplomacia e gastronomia.

O livro A Mesa e a Diplomacia Brasileira – O Pão e o Vinho da Concórdia, do enólogo Carlos Cabral traz uma pesquisa rica sobre cardápios e mapas de mesa de jantares e almoços servidos pelos diplomatas brasileiros para tratar com seus pares de assuntos de relações internacionais.

Quem quiser conhecer algumas das muitas histórias que o autor conta, ele deu uma super entrevista para o CBN Total.

Estou morrendo de curiosidade de ler o livro! Vou passar em uma livraria nesse fim de semana e dar uma folheada.

A Mesa e a Diplomacia Brasileira - O Pão e o Vinho da Concórdia

A Mesa e a Diplomacia Brasileira – O Pão e o Vinho da Concórdia
Carlos Cabral
Editora de Cultura
R$ 90

Fiesta tex mex

20 fevereiro, 2009

Sexta passada, dia 13, acompanhei com uma bela turma uma aula de tex mex com o chef peruano Julio Morillo no Atelier Gourmand.

Produtos Casa Fiesta

Todos os produtos utilizados na aula foram da Casa Fiesta, que possui uma linha completa de produtos da culinária tex mex.

Comidinhas
Casa Fiesta
Na aula, aprendemos a preparar nachos, guacamole, sour cream, tacos, burritos e fajitas. Vou aproveitar para colocar aqui a receita do Sour Cream, ótimo para dar uma amenizada no sabor picante das pimentas!

INGREDIENTES:

250 ml de creme de leite fresco
1 limão grande
sal
pimenta-do-reino
3 colheres de sopa de iogurte natural

MODO DE PREPARO:

Bater o creme até ponto de iogurte e acrescentar aos poucos o suco do limão. Temperar com sal e a pimenta. Reservar na geladeira para obter a consistência cremosa desejada (parecido com  chantilly).

O mistério do sanduí­che-submarino

18 dezembro, 2008

Aproveitando a pergunta do Rodrigo, sobre esse post aqui, fiz uma pesquisa sobre a origem do nome Subway e o porquê desse tipo de sanduí­che chamar submarino.

Segundo a Subway, a lanchonete tem esse nome por dois motivos. Primeiro, porque quando a rede começou a expandir, foi uma estratégia abrir várias lojas próximas a estações de metrô (subway). Além disso, a lanchonete foi batizada com a junção de duas expressões em inglês, submarine (submarino) e way (maneira, jeito).

E por que o sanduí­che chama-se submarino? Segundo minha fonte favorita de informação sem credibilidade (a Wikipedia) os submarinos surgiram em diferentes comunidades í­talo-americanas no fim do século XIX, principalmente nas localizadas em New York, New Jersey, Pensilví¢nia e Massachussetts. O lanche acabou recebendo esse nome porque o pão (italiano ou baquete) tem um formato que lembra um submarino. Esse tipo de lanche também é chamado de Hero e Hoagie.

O verbete completo sobre o assunto é esse.

Chefs chineses realizam festival em São Paulo

10 dezembro, 2008

Do Gastronomia e Negócios

Uma missão de quatro chefs chineses desembarca esta semana em São Paulo. Na bagagem muitas receitas e ingredientes raros da China (cerca de uma tonelada), que farão parte do 1º China Chefs. Berço da melhor culinária chinesa em São Paulo, o restaurante China Lake hospedará por três dias desta semana (11, 12 e 13/12/08) um pouco desta riqueza em pratos quentes e frios, além de sobremesas e saladas.

Uma iniciativa do External Affairs Department of Overseas Chinese Affairs Office of the State Council of the P.R. China, com apoio do Consulado Geral da China em São Paulo e realização da Associação Chinesa do Brasil e Centro Cultural Asiático, o 1º China Chefs reunirá grandes expoentes da gastronomia da China, que vão visitar o Brasil pela primeira vez especialmente para este festival.

Durante o evento serão servidos pratos raros, como a sopa de barbatana de tubarão e entradas especiais com vegetais e frutos do mar.

O sal é um dom

6 dezembro, 2008

Lançado no dia 30 de setembro em Salvador, o livro é O Sal É Um Dom: Receitas de Mãe Canô é de dar água na boca. Nas páginas de O Sal É Um Dom, Mabel, uma dos oito filhos de Mãe Canô, conta a história de sua mãe e relata o dia-a-dia da famí­lia. Há receitas de bolos, sopas, doces e pratos tí­picos como sarapatel e caruru.

Ficou com vontade de ler e testar as receitas da Mãe Canô? Nós temos um exemplar para sortear para nossos leitores. Mande pra gente fotos do preparo de um prato que você que agradaria Dona Canô e conte o motivo da sua escolha!

El marzipan de oro

2 dezembro, 2008

Ontem eu estava passando pelo Mercado da Lapa e lembrei que ainda não contei aqui no Aventuras Gastronômicas a história do marzipan espanhol de ouro.

Quando eu estive em Barcelona, no fim de setembro, começo de outubro, fui conhecer o mercado mais famoso da cidade, a Boquerí­a, ou oficialmente, Mercat de Sant Josep. O lugar é super arrumadinho, com umas frutas lindas, brilhantes e bem raras para o comum da Europa. Tem até uma barraca brasileira, que tem cachaça (é claro!), bolacha Bono e outras coisas que brasileiro quando está morando fora sempre procura…

A entrada do mercado

A entrada do mercado

Frutas bem brilhantes

Frutas bem brilhantes

Mas o que mais me encantou foram as barracas de doces. São biscoitos, confeitos, frutas secas e marzipans de todas as cores e variedades. Fiquei tão encantada que resolvi comprar uns marzipans em forma de frutas. Me empolguei e escolhi cerejinhas e maçãzinhas, sem me preocupar com o preço. A minha surpresa foi quando a dona da banca foi pesar e eu vi que tinha comprado 6 euros em doce! Imagina só: isso na cotação de hoje, daria quase R$ 18 em guloseima!!! Depois vi que o quilo custava mais de 40 euros…

Frutas cristalizadas, marzipans e biscoitos

Frutas cristalizadas, marzipans e biscoitos

Claro que depois dessa, eu fiz o doce durar uma semana… e estava muito gostoso.

Os doces de 6 euros!

Os doces de 6 euros!

O Mercado da Lapa fica para outro post…

La Boquerí­a (Mercat de Sant Josep)
La Rambla, 89 bis
Barcelona, Espanha

Um pouco de humor

27 novembro, 2008

Frevo Lanches

25 novembro, 2008

Famoso por estar na rua Augusta, pertinho da avenida Paulista, provavelmente o Frevo II é uma das lanchonetes mais tradicionais da cidade, a primeira casa da rede abriu há mais de 50 anos. Tive a oportunidade de ir lá no último sábado, com a Cláudia e a Cris.

Com uma decoração que parece vintage, mas é antiga mesmo, existem três restaurantes em São Paulo, na Augusta, na Brigadeiro Faria Lima e outro na Oscar Freire. O lanche mais tradicional do lugar é o beirute, que foi escolhido na versão mini pela Cris, com o recheio de rosbife, queijo derretido, orégano e tomate (R$ 10,20). O mini é bem pequeno mesmo!

A Cláudia escolheu um hambúrguer (Cheesburgão com cebola frita e maionese frevo de ervas aromáticas – R$ 10,20) e eu fiquei com um sanduí­che de filé de frango com queijo derretido (R$ 16,50), que chegou desmontando e sujando tudo, já que eu sou muito desastrada para essas coisas. Acabei tendo que comer o lanche com garfo e faca, para fazer menos meleca!

O lanche estava bem saboroso, mas no suco (R$ 4,40) faltou açúcar e gelo, o que é um detalhe muito importante, principalmente quando está super abafado!

O atendimento também deixou a desejar… Imagina que o garçom anotou os pedidos da Cláudia e da Cris e me ignorou! Imagina a cara que eu fiquei olhando o cardápio enquanto escolhia o sanduí­che e ele simplesmente saiu andando!!! E olha que a lanchonete estava bem vazia!

O lugar vale pelos sanduí­ches. Tomara que quando o lugar (que é bem pequeno) esteja mais cheio, os garçons atendam direitinho!

O restaurante da Augusta não tem estacionamento, mas existem várias opções na mesma rua.

De sobremesa pedimos mousse de chocolate (R$ 6,40) e sorvete de chocolate com farofa (R$ 8).

Frevo I
Rua Oscar Freire, 602
Jardim Paulista
São Paulo
(11) 3082-3434

Frevo II
Rua Augusta, 1563
Jardins
São Paulo
(11) 3284-7622

Frevo III
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232
Itaim Bibi
São Paulo
(11) 3816-3194

Cachaça e caranguejo para ninguém botar defeito

21 novembro, 2008


Visitar o Mangue Seco já é quase obrigação para quem vem ao centro histórico do Rio. Situado na Rua do Lavradio, 23, num casarão do final do séc. XIX, é a mais completa cachaçaria do Rio de Janeiro. São mais de 100 tipos de cachaças diferentes, expostas numa vitrine rara, entalhada em peroba, também do final do séc. XIX, muito bem acompanhadas pelos melhores petiscos e frutos do mar. â€œÉ o único lugar no Rio que trabalha com todas as cachaças de alambique produzidas e comercializadas em nosso estado“, lembra Paulo Magoulas, consultor e presidente da Academia Brasileira da Cachaça.

Em seu acervo – para a alegria dos clientes – o Mangue Seco mantém uma coleção exclusiva de todas as marcas de Paraty e uma seleção especial dos principais rótulos de Salinas, de Minas Gerais. Afora estas, as mais importantes cachaças brasileiras, oriundas de diversos estados.

O ambiente é rústico e acolhedor. Uma olhada para a direita, após as mesas de madeira da varanda, e antevemos caranguejos que ficam andando num curioso aquário que recebe o público logo na entrada do restaurante.

No segundo andar do bonito sobrado todo restaurado, o salão com ar condicionado e som de boa qualidade é ponto de encontro musical, com samba, choro e gafieira de segunda a sábado. Tudo a ver com a cachaça.

Faz sucesso na casa a moquequinha de peixe fresco servida como um dos petiscos assim como o caranguejo, os pasteizinhos de siri e de camarão entre outros. Tudo é um bom pretexto para os pratos principais, como o bobó de camarão e as moquecas capixaba, caprichada e baiana feitas de peixe ou de camarão.

No primeiro sábado do mês, acontece na rua, a Feira Rio Antigo, de móveis, antiguidades, arte e cultura. Neste dia, o Mangue recebe, nos dois andares do antigo sobrado, centenas de clientes durante todo o dia, que ocupam também suas mesas na calçada para degustação de branquinhas, caipirinhas, além de ouvir os bons sambas de raiz tocados ao vivo, num brasileirí­ssimo almoço dançante.

Tendo como um dos sócios Plí­nio Fróes, também do Rio Scenarium e Santo Scenarium, um dos principais articuladores do movimento de revitalização da Rua do Lavradio, que hoje abraça também a região da Lapa e da Praça Tiradentes, a casa é cheia de charme. Ganhou esse nome porque aquela era uma região de charcos, aterrados para a abertura da Rua do Lavradio, em 1771, pelo Marquês do Lavradio, nosso terceiro Vice-Rei. Daí­ o Mangue Seco. E como lugar de caranguejo é no Mangue, é para lá que vão cariocas e turistas que querem saborear pescados e frutos do mar, além de bolinhos de aipim, caldinho de feijão e outras delí­cias que fazem do Rio o melhor lugar do mundo. Com muita cachaça. Com todo respeito.

Mangue Seco
Rua do Lavradio, 23- Centro Antigo, Rio de Janeiro (próximo í  Praça Tiradentes)
Informações: (21)3147-9005