Arquivo da Categoria ‘bar’

PF do dia: Bar do Biú

17 abril, 2012

Comer bem por 12 pilas? Em São Paulo? E ainda dividir o prato de tão farto? Pois foi isso que aconteceu comigo ao pedir o PF do Bar do Biú. Tudo começou com uma saladinha deliciosa, simples e na medida. Alface, tomate, cebola, legumes cozidos e ervas frescas. Nem precisou de azeite ou vinagre para ficar interessante. Entre as diversas opções de carne, fomos de pernil, que foi muito bem recomendada por um amigo (a gente costuma receber umas sugestões bem bacanas).

A experiência serviu para três coisas: saber o que o amigo não era da onça, que o pernil é mesmo maravilhoso e que a comida da dona Edy é boa mesmo quando não é “regional” – como é o caso de pratos como o baião-de-dois e a vaquejada. Meus amigos, o pernil é de se fartar de tão gostoso. Que tempero! E sem excesso de sal, tudo na medida para (quase) qualquer paladar. Os acompanhamentos? Feijão, arroz, farofa (campeã) e a salada já citada. Tudo sem miserê para sair rolando feliz da vida de volta para o trabalho \o/

Bar do Biú
Rua Cardeal Arcoverde, 776 – Pinheiros – São Paulo
Tel: (11) 3081-6739

PF do dia: Bar do Betinho

16 abril, 2012

Em homenagem ao famoso, querido e amado salve-salve prato feito de todos os dias, decidimos publicar, por uma semana, dicas diárias de algumas boas opções em São Paulo. O PF, além do usual ótimo custo-benefício, que ajuda no orçamento mensal, também pode ser uma forma de conhecermos melhor um restaurante. Ou bar, como no caso do Bar do Betinho. Afinal, não é só de pratos caros e chefs estrelados que vive a gastronomia, certo? E a gente curte um “pé sujo” (sem tom pejorativo, por favor) tanto quanto gostamos de ir em lugares badalados ou tradicionais.

Localizado na Vila Madalena, na esquina entre as ruas Wizard e Girassol, o Bar do Betinho é conhecido por sua feijoada (quartas-feiras e sábados), mas também oferece PFs de respeito nos outros dias da semana. Fui experimentar o parmegiana de carne com duas amigas e pude conferir a qualidade do rango. Chegamos tarde, já perto das 14h, e o local estava vazio. Nem por isso os atendentes foram menos solícitos: anotaram rapidamente nossos pedidos (todas pediram parmegiana), trouxeram a salada de entrada prontamente e não fizeram corpo mole em nenhum momento. Uma simpatia, aliás, que se repetiu no caixa, na hora de pagarmos a conta.

A casa faz 60 anos em 2012 (foi fundada em 1952) e desejamos vida longa ao bar, que serve comida de qualidade em qualquer hora do dia. O PF de parmegiana custou R$ 18,90 e, além da salada de entrada, tem arroz soltinho, fritas bem saborosas e um filezão a parmegiana que daria facilmente para dois cablocos dividirem. E para quem curte peixe às sextas, #ficadica: o Bar do Betinho tem salmão com molho de maracujá como prato do dia.

Bar do Betinho
Rua Wizard, 261 – Vila Madalena – SP
Telefone: (11) 3813-4037
Funcionamento: Segunda a sexta de 9h às 17h

Nem só de coxinha vive o Praça Cheese

15 abril, 2012

Todo mundo sabe que a gente adora o Praça Cheese e o principal motivo é a sua excepcional coxinha. Mas, justiça seja feita: esta não é a única delícia do bar. Além do hot dog que a Cláudia adora, o lugar também conta com salgados bem gostosos, acima da média de outros bares. Administrado por duas mulheres, os toques femininos são visíveis no Praça. Quem me convenceu a provar otras cositas foi justamente uma das sócias, a Silmara Bortolussi: “Temos um controle rígido de qualidade e ótimos fornecedores. Experimenta!”. Como resistir? :)

Primeiro, provei a esfiha de carne recém-saída do forno. A massa não é a melhor do mundo, mas não compromete o todo, que ganha pontos com o recheio farto e supersaboroso. Uma das coisas que mais gosto no Praça é que tudo é bem temperado, sem ser salgado. Mas o que me conquistou mesmo foi o croissant de queijo com presunto… Mamma mia, que delícia! A massa parece de pão, mas não pesa, e é muito gostosa, principalmente quando o croissant está quentinho. Além disso, o recheio vem em quantidade satisfatória e tem boa qualidade (nada pior do que presunto de quinta). Agora quero experimentar algum outro salgado frito, como a coxinha…

Bar Léo e a polêmica do chopp

2 abril, 2012

Sou carioca e nunca fui ao Bar Léo, tradicional reduto paulistano que foi fechado pela polícia na última semana. Tradicional e muito conhecido dos moradores da cidade, o espaço funcionava há mais de 70 anos e fica no centro de SP, na rua Aurora, na Santa Efigênia. Agora, corre o risco de fechar definitivamente as portas por causa de uma prática condenável: fingia vender chopp Brahma mas entregava o Ashby. De acordo com um antigo funcionário, que parecia envergonhado ao falar com a reportagem de um telejornal, a troca foi feito há cerca de dois meses. O que faz um lugar tão reconhecido partir para este tipo de artimanha em busca de lucro?

O problema está em ludibriar o consumidor, esse pobre ser que pode ser representado por mim, por você ou por vizinhos, parentes, amigos. Essa criatura tem pago caro para comer fora de casa e mesmo assim busca conhecer novidades, prestigiar o que já sabe que é bom e dá chance para lugares que parecem não ter encontrado o rumo ainda (ok, essa sou eu). Se um bar aberto ontem fizesse esse tipo de falcatrua, já seria péssimo. Mas sendo o Bar Léo, histórico em São Paulo, há de se questionar: se para o consumidor está ruim, quer dizer que para o comerciante está ainda pior?

Nada justificativa a atitude, mas vale a reflexão sobre aonde vamos parar com preços tão altos, que atingem tanto o restaurante badalado quanto o bar tradicional. Na teoria, quanto mais concorrência, melhores os valores. Na prática, existem cada vez mais opções gastronômicas na cidade e tudo só continua a subir. E é por isso que fico tão indignada quando pago, por exemplo, sei reais numa garrafinha de água ou num refrigerante, só porque o mesmo foi consumido nos Jardins, ou no Itaim, ou na Vila Olímpia, ou no raio que o parta.

Pelo o que li a respeito em sites e outros blogs, o bar não vinha lá muito bem das pernas. Parecia ter perdido a essência do bom atendimento e os petiscos já não eram tão saborosos como outrora. E um de seus pontos fortes era justamente o tal chopp Brahma cremoso e bem tirado. Agora, corre-se o risco de ficar sem Bar Léo de verdade e pessoas como eu não terão nem como conhecê-lo. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

São Paulo Boteco Week até 23 de maio

21 março, 2012

Teve início no dia 17 de março a 2ª edição do São Paulo Boteco Week, versão botequeira do São Paulo Restaurant Week, terminado no último domingo. Este ano, os 30 bares participantes oferecem até três combinações diferentes (com porção e bebida) por R$ 25 cada. A oportunidade de conhecer novos lugares e experimentar petiscos diferentes vai até sexta-feira, dia 23 de março. Para mais informações sobre os bares que fazem parte do evento, basta acessar o site.

Com bem menos adesões que o SPRW, o Boteco Week conta com alguns barzinhos famosos, como o Pompéia Bar (R. Dr. Augusto de Miranda, 712 – Telefone: 3872-1769), o Tubaína (R. Haddock Lobo, 74 – Telefone: 3129-4930), na Consolação, e o Prima Bruschetteria (foto acima), uma versão carioca de um bar famoso na zona Sul do Rio de Janeiro. No Pompéia, uma das opções é o Riscadinho (um prato com arroz, feijão preto, carne-seca, couve, farofa e ovo frito) com uma cerveja Budweiser de 600 ml. Já no Tubaína, a pedida é a clássica porção de coxinhas de feijão vem com dois chopes Bamberg. No Prima, recomendamos a bruschetta de gorgonzola e mel e uma bruschetta caprese com uma caipirosca.

Prima Bruschetteria
Rua Aspicuelta, 471 – Vila Madalena – São Paulo
Telefone: (11) 2924-1549

Rosa Bistrô & Botequim: em busca de um diferencial (e um melhor atendimento)

30 dezembro, 2011

Em uma das noites mais tristes que tive neste ano, por conta do falecimento de um amigo muito querido, fui ao Rosa Bistrô & Botequim. Não queria ficar sozinha e o maridão estava viajando, então tive a companhia de uma amiga na empreitada de tentar me distrair um pouco – e de quebra ainda conhecer um lugar novo e perto de casa. Acima, a caipirinha com frutas vermelhas que ela escolheu para começar os trabalhos. Eu fiquei no refrigerante mesmo. No couvert (R$ 9), a cestinha de pães pode ser reposta, mas traz fatias de pão francês sem a menor graça. Ainda bem que os acompanhamentos compensaram a falta de sal: a berinjela estava no ponto e a manteiga de ervas brilhou em nosso paladar.

O ponto mais fraco da noite foi a porção de batatas rústicas (R$ 18,80), extremamente salgadas a ponto de devolvermos para a atendente depois da segunda mordida. Ela ainda perguntou se não queríamos outra, mas informou que todas tinham o mesmo sabor pois ficavam temperadas em sal grosso durante o dia. Claro que declinamos. Depois perguntou se não queríamos as batatas normais, segundo ela, do tipo congeladas. Declinamos novamente. Acabamos pedindo uma porção de coxinhas (R$ 18,80), gostosinhas e tal, e um a porção de bolinho de risoto (R$ 22,80), que não passa de um bolinho de arroz bem normalzinho.

Cheguei à conclusão de que o grande problema do Rosa Bistrô é oferecer petiscos muito comuns, do tipo que comeríamos em qualquer outro lugar. Depois do pão francês, das coxinhas e dos bolinhos, pedimos uma porção de pastéis (R$ 23,20) que eu poderia ter feito em casa. Novamente a atendente, simpática mas lenta demais (esqueceu de anotar dois pedidos por duas vezes seguidas), influenciou no pedido: apesar de o cardápio dizer que os pastéis eram mistos, com queijo e carne, ela afirmou que vinha também pastel de carne seca. Até hoje estou procurando a carne seca e o queijo, porque na nossa cesta só tinha pastéis de carne. E como o atendimento estava lentíssimo mesmo com a casa vazia, nem reclamamos. A única coisa que eu repetiria na próxima visita seria o Mukiadinho (R$ 23,60), dois mini-escondidinho de calabresa e carne seca, que tem cream cheese no recheio, que deixa um gosto meio azedinho bem diferente. Saí com a impressão de que o lugar tem potencial, mas ainda falta se encontrar – tanto no cardápio quanto no treinamento aos atendentes, algo que precisa ser observado com atenção.

Rosa Bistrô & Botequim
Rua Dr. Melo Alves, 82 – Jardim Paulista – São Paulo
(o cardápio completo, com preços, está no site)
Telefone: (11)  3297-8249

Wall Street Bar

11 outubro, 2011

Fui no Wall Street Bar com um amigo colocar o papo em dia. A ideia de conhecer o bar foi dela, mas eu me diverti muito mais com todos aqueles números que não paravam de mudar. Eu posso dizer que quase sei como funciona uma bolsa de valores.

Chegamos cedo no bar, era umas 19h30 e ainda havia vaga na rua, mas o valet é absurdamente caro, passa dos 15 reais. Não fui atrás para saber se eles param na rua, mas desconfio que sim, como quase todos os bares de São Paulo, infelizmente.


Como fica num bairro de baladas, você encontra dois públicos no local: aqueles que vão fazer um “esquenta” e os engravatados que acabaram de sair do trampo. Por isso, alguns grupos de amigos estão ali para o happy hour e a concorrência por uma mesa é grande. Tanto que fiquei numa mesa pequena próxima do bar e que nenhum garçom parava para anotar os pedidos…


A parte mais divertida do bar, além de acompanhar o sobe e desce dos preços, é esperar o crash, quando os preços voltam a ser os “originais”. Tirando isso, a conversa foi regada a cervejas e caipirinhas, além da porção de pastel de carne mais ou menos.

Wall Street Bar
Rua Jerônimo da Veiga, 149, Itaim Bibi
Telefone: 11 3873-6922