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Rosa Bistrô & Botequim: em busca de um diferencial (e um melhor atendimento)

30 dezembro, 2011

Em uma das noites mais tristes que tive neste ano, por conta do falecimento de um amigo muito querido, fui ao Rosa Bistrô & Botequim. Não queria ficar sozinha e o maridão estava viajando, então tive a companhia de uma amiga na empreitada de tentar me distrair um pouco – e de quebra ainda conhecer um lugar novo e perto de casa. Acima, a caipirinha com frutas vermelhas que ela escolheu para começar os trabalhos. Eu fiquei no refrigerante mesmo. No couvert (R$ 9), a cestinha de pães pode ser reposta, mas traz fatias de pão francês sem a menor graça. Ainda bem que os acompanhamentos compensaram a falta de sal: a berinjela estava no ponto e a manteiga de ervas brilhou em nosso paladar.

O ponto mais fraco da noite foi a porção de batatas rústicas (R$ 18,80), extremamente salgadas a ponto de devolvermos para a atendente depois da segunda mordida. Ela ainda perguntou se não queríamos outra, mas informou que todas tinham o mesmo sabor pois ficavam temperadas em sal grosso durante o dia. Claro que declinamos. Depois perguntou se não queríamos as batatas normais, segundo ela, do tipo congeladas. Declinamos novamente. Acabamos pedindo uma porção de coxinhas (R$ 18,80), gostosinhas e tal, e um a porção de bolinho de risoto (R$ 22,80), que não passa de um bolinho de arroz bem normalzinho.

Cheguei à conclusão de que o grande problema do Rosa Bistrô é oferecer petiscos muito comuns, do tipo que comeríamos em qualquer outro lugar. Depois do pão francês, das coxinhas e dos bolinhos, pedimos uma porção de pastéis (R$ 23,20) que eu poderia ter feito em casa. Novamente a atendente, simpática mas lenta demais (esqueceu de anotar dois pedidos por duas vezes seguidas), influenciou no pedido: apesar de o cardápio dizer que os pastéis eram mistos, com queijo e carne, ela afirmou que vinha também pastel de carne seca. Até hoje estou procurando a carne seca e o queijo, porque na nossa cesta só tinha pastéis de carne. E como o atendimento estava lentíssimo mesmo com a casa vazia, nem reclamamos. A única coisa que eu repetiria na próxima visita seria o Mukiadinho (R$ 23,60), dois mini-escondidinho de calabresa e carne seca, que tem cream cheese no recheio, que deixa um gosto meio azedinho bem diferente. Saí com a impressão de que o lugar tem potencial, mas ainda falta se encontrar – tanto no cardápio quanto no treinamento aos atendentes, algo que precisa ser observado com atenção.

Rosa Bistrô & Botequim
Rua Dr. Melo Alves, 82 – Jardim Paulista – São Paulo
(o cardápio completo, com preços, está no site)
Telefone: (11)  3297-8249

Wall Street Bar

11 outubro, 2011

Fui no Wall Street Bar com um amigo colocar o papo em dia. A ideia de conhecer o bar foi dela, mas eu me diverti muito mais com todos aqueles números que não paravam de mudar. Eu posso dizer que quase sei como funciona uma bolsa de valores.

Chegamos cedo no bar, era umas 19h30 e ainda havia vaga na rua, mas o valet é absurdamente caro, passa dos 15 reais. Não fui atrás para saber se eles param na rua, mas desconfio que sim, como quase todos os bares de São Paulo, infelizmente.


Como fica num bairro de baladas, você encontra dois públicos no local: aqueles que vão fazer um “esquenta” e os engravatados que acabaram de sair do trampo. Por isso, alguns grupos de amigos estão ali para o happy hour e a concorrência por uma mesa é grande. Tanto que fiquei numa mesa pequena próxima do bar e que nenhum garçom parava para anotar os pedidos…


A parte mais divertida do bar, além de acompanhar o sobe e desce dos preços, é esperar o crash, quando os preços voltam a ser os “originais”. Tirando isso, a conversa foi regada a cervejas e caipirinhas, além da porção de pastel de carne mais ou menos.

Wall Street Bar
Rua Jerônimo da Veiga, 149, Itaim Bibi
Telefone: 11 3873-6922

Você sabia? Mês passado o Original completou 15 anos

11 setembro, 2011

“No dia em que o bar Original abriu suas portas, o Deus dos Bares estava por perto e o abençoou!”. A frase do maître Silva, funcionário dos mais queridos no primeiro bar da Companhia Tradicional do Comércio, resume bem a história do estabelecimento, que completa 15 anos de vida, tratando sempre o chopp como rei e a clientela como amiga de longa data. Boteco tradicional, o Original atravessou uma década e meia com coerência e, numa cidade em constante mudança, onde as pessoas privilegiam o novo, segue fazendo o sucesso de outros tempos.

Mercearia São Pedro: Bar, boteco pé-sujo, livraria, mercearia, cerveja gelada, gente bacana e preço justo

2 setembro, 2011

É livraria.

É mercearia.

É um pouco de tudo.

Podem falar o que quiser e até chamar de boteco pé-sujo, mas o Mercearia São Pedro é aquele bar que vive (sempre) cheio, muitas vezes de pessoas que frequentam o local há muito tempo. É cheio todos os dias e a qualquer hora, até mesmo no almoço.

Por influência de quem apresentou o “Merça” para mim, a amiga Flávia Ferreira, que em breve estará curtindo o sol e estudando muito na Califórnia nos próximos meses, a porção que sempre forra o estômago é a Mercearia: tomate seco, azeitona, rosbife, picles e mussarela de búfala, que foi trocada por provolone, e custou menos de 20 reais.

A porção generosa dá conta de 5 bocas famintas que petiscam e bebericam enquanto jogam conversa fora. Mas, e se a porção não dá conta?

É só esperar um garçom simpático passar com uma assadeira lotada de pastéis bem recheados e quentes.

Se estiver na Vila Madalena e quer fugir dos bares lotados e caros da Aspicuelta, Mourato Coelho e proximidades, fuja para a rua Rodésia, 34.

Outras fotos do Mercearia: http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/3178-mercearia-sao-pedro#foto-62824

Pirajá: gostoso e aconchegante como Vila Isabel

20 agosto, 2011

Ok, vocês sabem que sou carioca e, por estar em Sampa há menos de três anos, ainda morro de saudades da Cidade Maravilhosa e blá blá blá. Por isso, adoro quando encontro lugares com um gostinho de Rio de Janeiro em minhas Aventuras Gastronômicas por São Paulo. Foi por isso que me apaixonei pelo Pirajá, que fica na esquina da Rua Faria Lima e costuma bombar à noite. No entanto, meu negócio com o bar é mesmo durante o dia.


O bacana de ir ao Pirajá tipo, num domingo às 13h, é conseguir sentar e conversar sem que ninguém derrube chopp em você. Os garçons são solícitos e maridão e eu fomos super bem atendidos em especial pelo Alfredo. Acima, quatro petiscos deliciosos que recomendo com força: enroladinhos de linguiça a Grajaú (R$ 22), croquete de costela (porção com 6 – R$ 25), bolinhos de bacalhau (porção com 8 – R$ 28) e fio maravilha (porção com 6 croquetes de pernil – R$ 27).

De prato principal, fomos de filé a Oswaldo Aranha (arroz, farofinha, batata palha, couve e feijão preto com carne alta coberta por alho frito – R$ 41). Como comemos as entradinhas antes, meio prato foi suficiente para cada um. Mas pelo sabor devoraríamos tudo sem piscar. Refeição com gostinho de comida de boteco carioca. Ô, delícia! O Pirajá não é baratinho, como vocês podem ser na conta abaixo (as duas últimas porções foram degustadas em outra visita), mas vale cada centavo. Aos sábados, rola uma feijoada que em breve experimentaremos.

Pirajá
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 64 – Pinheiros – SP
(11) 3815-6881 – abre todos os dias, a partir de 12h

Convite Mercearia São Pedro

20 dezembro, 2010

Quinta fui no bar Mercearia São Pedro dar uma olhada nas novas mesas – com ilustrações feitas pelo Gabriel Bá, Fábio Moon, Rafael Coutinho e Rafael Grampá – e tirei algumas fotos. Adorei o resultado!

O Mercearia fica na rua Rodésia, 34, Vila Madalena, São Paulo

Quem vai uma vez, volta sempre

18 outubro, 2010

Por Caroline Marino

Sabe aqueles lugares que você se sente em casa? O Pharmacia é assim. Você chega e é chamado pelo nome, o garçom já sabe o que você vai pedir e sempre arranja uma mesa (mesmo que o bar esteja cheio).

Localizado numa esquina onde antes funcionava uma farmácia, o bar mistura, na decoração, itens antigos e novos, como estantes com remédios e uma balança, e prateleiras cheias de cachaças, garrafas de whisky e outras bebidas. Para completar fotos em preto e branco do bairro dão aos clientes a idéia de como era viver na região nas décadas passadas.

O bar convive bem com todos os públicos e oferece de porções, como a tradicional batata frita (bem sequinha) e isca de frango com maionese (ótima opção) a saladas e lanches, além de acepipes de balcão. E lógico que bebida é o que não falta lá. Aliás, o garçom Paulo (muito atencioso e sempre pronto a nos atender bem) não erra no que eu e minhas amigas vamos pedir. A caipiroska de frutas (R$ 12,00) é ótima e meu pedido de sempre. O bar tem também chopp claro e escuro e chopp de vinho, mais um cardápio cheio de opções (para mim só falta a cerveja de garrafa).

Pharmacia Bar
R. Guaimbé, 365, Mooca, São Paulo
Tel: (11) 6606 1105
www.pharmaciabar.com.br

Pub repagina cardápio com seleção de aperitivos e sanduíches inéditos

18 outubro, 2010

Após muita badalação, música boa e chope importado, nada como um aperitivo para repor as energias e continuar a noite. Pensando nisso, o pub Kia Ora incrementou seu cardápio, com uma nova seleção de petiscos e sanduíches. Nas entradas, o grande destaque são as Dundee Ribs (R$ 22), feitas com pedaços desossados de costelinha de porco, empanadas, supercrocantes, servidos com molho de hortelã. A costelinha de porco aparece também no Uluru Rib Sandwich (R$ 18), em que a carne é servida no pão ciabata, com tomate, cebola caramelada e molho barbecue levemente picante.

O Aussie Burger (R$18) reproduz uma receita típica australiana: hambúrguer com beterraba, abacaxi, alface, e molho especial de cebolinha e salsa. O novo Kia Ora Burger vem com queijo gorgonzola derretido, cogumelos e salsa de pimenta-verde, e o Carpaccio Sandwich (R$ 16) traz as finas lâminas de carne no pão ciabata com molho mostarda, alcaparra e parmesão ralado. Um dos petiscos mais pedidos da casa foi repaginado: os Deep Fried Chicken Fingers (R$ 15), tiras de frango empanadas, levemente picantes, agora são acompanhadas de molhos sweet chili e sour cream. O prato acompanha bem a carta de chope da casa, com nove marcas distintas, entre elas a bandeira da casa, Wallaby, inspirada em receitas australianas.

KiaOra – www.kiaora.com.br
Rua Dr. Eduardo de Souza Aranha, 377, São Paulo
Tel: (11) 3846-8300

Horário: Terças, das 18h às 1h30 / Quartas, das 18h às 03h / Quintas, das 18h às 3h30 / Sextas, das 19h às 4h e Sábados, das 20h às 4h30

Dasilva Bar

14 outubro, 2010

Sempre comentamos aqui de restaurantes, bistrôs e comidinhas na rua ou feitas em casa. Não sei se dicas de bares é bem o que nossos leitores buscam aqui no Aventuras Gastronômicas… Enfim, mês passado conheci um bar que merece a sua visita.

Li em algum lugar que os donos são os mesmos do Exquisito – que eu adoro – e da Fun House. Para quem conhece um dos lugares – ou os dois – já sabe que o bar é moderninho. O Dasilva fica atrás do Mackenzie, na rua Maria Antônia perto do Pão de Açúcar (referência para quem for procurar o endereço no Google Street View). É uma porta pequena igual a todos os barzinhos da região, todos lotados pela galera da faculdade.

Na entrada você vai encontrar uma parede cheia de calotas de Fusca, papel de parede com um azulejo que podia ser da casa da sua avó, um taxímetro e outras coisas que não vou contar para não perder a surpresa de quem for.

Vamos para as bebidinhas.

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A que chamou minha atenção de cara foi a Sacinga (cachaça com suquinho de feira)!  Minha cachaça, nas mãos do meu amigo @leodias, tinha um suco em formato de jacaré. Falaram que os suquinhos com formato de revólver são os mais procurados e acabam logo.

Leo

Outras cachaças:

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Alguns hambúrgueres [o melhor são os nomes!]

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Recomendo a porção de coxinhas. Custa apenas 12 reais e são deliciosas!

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De sobremesa, uma porção de bolinhos de chuva cai muitoooo bem!

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A porção chegou quente e cremosa! É igual a da minha avó, disse meu amigo.

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Não fica com vontade, dá um pulo no Dasilva Bar!

Dasilva Bar
Rua Maria Antônia, 316, Consolação, São Paulo/SP

Bar do Sacha

16 julho, 2010

Para papear com os amigos sem preocupações com o relógio, nada melhor que um barzinho – de preferência com petiscos, bom atendimento e ambiente agradável. Assim é o Bar do Sacha, que fica na região da Vila Madalena/Pinheiros, e é um lugar agradável para jogar conversa fora, sem excesso de barulho ou de luz.

Só uma coisa me incomodou: o valor de alguns aperitivos. O filé acima custa R$ 36,20, serve umas 4 pessoas e vem acompanhado de pão, maionese caseira, farofinha e vinagrete. Mas, em uma noite, é impossível ficar só neste prato. A costela de ripa abaixo tem preço mais salgado e é menos saborosa: R$ 42,80 com os mesmos acompanhamentos. Já as fritas estão dentro do preço cobrado em outros barzinhos – R$ 13,90 por uma porção sequinha e em quantidade satisfatória.

Um dos destaques positivos foi o atendimento: o garçom Claudio, além de simpático e educado, era rápido, algo essencial em um ambiente de bar. O Bar do Sacha fica aberto desde o almoço e é bacana a qualquer hora do dia – olha a disposição do pessoal em conversar sem hora para ir embora!


Para finalizar, indico a calabresa na brasa (acima) por R$ 27,60, que foi o aperitivo com melhor custo-benefício na minha opinião. A Cláudia adorou o petit gateau com sorvete, mas particularmente achei meio sem graça, não repetiria o pedido. Mas, sem dúvidas, o Bar do Sacha vale a visita!

Bar do Sacha
Rua Original, 87 – Pinheiros – (11) 3815-7665