Bar da Dona Onça: erros, acertos e uma conta cara

7 agosto, 2011

O edifício Copan é um marco da cidade de São Paulo. Construído na década de 50 pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o prédio tem um design único e é conhecido por suas peculiariedades. Entre os atrativos que levam muitos paulistanos ao local está o Bar da Dona Onça, reduto gastronômico que costuma lotar diariamente. Fomos conhecer o lugar em um domingo, como hoje, meio-dia em ponto, para evitar filas. E conseguimos, pois fomos os primeiros clientes do dia.


De cara pedi uma mini-rabada (R$ 30) de entrada, que vem em uma panelinha fofa, acompanhada de mini-pães francês. Detonei praticamente sozinha já que o prato combinava muito bem com o dia, um início de tarde friozinho mas com um sol bem bonito. Se é para apontar um acerto do Dona Onça, posso dizer que essa rabada é quase nota 10. Só faltou o agrião.

Cláudia e Fugita foram de feijoada para dois (R$ 72), bem servida de feijão mas não tanto dos demais acompanhamentos. Foi preciso pedir mais arroz – e pagar a parte pela guarnição. Eles gostaram, mas não senti aquele brilho nos olhos esperado quando se fala de uma boa feijuca, sabe? Como ouvimos muitos elogios sobre o lugar, acredito que chegamos com uma expectativa muito alta… e a experiência deixou a desejar.

Os pratos acima são do maridão e meu. Ele foi de frango empanado com creme de milho (R$ 34) e eu escolhi o porco com purê de batatas e alho negro (R$ 39). O marido ama creme de milho, mas soltou nenhum “hummmmm” durante a degustação. Mau sinal. E ele resumiu a experiência em uma expressão: “Sem sal”. No meu caso, eu amo purê, e porco, e alho negro. E também fiquei com a impressão de que faltou tempero na comida. O porco estava sequinho e procante, mas sem graça. O purê não teve nada de marcante, tanto que até já esqueci de seu sabor. O que salvou mesmo foi o alho negro, em quantidade modesta, mas essencial.

Agora com certeza, o pior erro do Dona Onça foi o churros com doce de leite (R$ 19). A massa esfarenta tinha sabor forte de fritura mal feita e só o doce de leite derretido salvou a sobremesa de um completo desastre. Não pediria novamente, apesar de imaginar que ela não deve ser a qualidade cotidiana do churros, elogiados por outros veículos. Sinceramente, saí decepcionada do Bar da Dona Onça. E, infelizmente, a única coisa realmente com sal foi a conta, que não valeu o custo-benefício.

Bar da Dona Onça
Rua Ipiranga, 200 – próximo ao metrô República – São Paulo
Telefone: 11 3129-7619

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Isabelle Lindote

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7 comentários para “Bar da Dona Onça: erros, acertos e uma conta cara”

  1. Camila Igari disse:

    Vcs conseguiram comer feijoada no domingo? Feijoada êh servida apenas aos sábados…qto aos churros não esfarela, não engorda e deixa feliz. Vizinha mais exista e fã!!!!!!

  2. Kelly Ary disse:

    Verdade Camila!!! Não tem feijoada aos domingos!!! Vocês deveriam ter provado os novos pratos do Bar (Garganelli a bolognesa, Ravioli de nata com papa ao pomodori e finaliza com espuma de coco com baba de moca) !!! A conta fica bem mais barata do que muitos restaurantes italianos do Itaim !!!

  3. Isabelle Lindote disse:

    O churros que comemos estava ruim e esfarelento. E olha que adoramos churros! Tomara que esteja melhor em uma próxima vez. Agradecemos pelos comentários.

  4. [email protected] disse:

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  5. Veja São Paulo Comer & Beber 2011/2012 | Aventuras Gastronômicas disse:

    [...] – Empório Sagarana Carta de cervejas – Melograno Cozinha – Bar da Dona Onça Bar revelação – Suíte Savalas Barman do ano – Marcelo Serrano (MyNY [...]

  6. Quarta e sábado: dias de feijoada o/ | Aventuras Gastronômicas disse:

    [...] abaixo mais duas indicações de feijoadas “diferenciadas”, no bom sentido, claro. No Bar da Dona Onça, a feijoada para dois sai por R$ 72 (esse preço é de agosto/2011) e vem bem servida de feijão, [...]

  7. De olho em 2012 | Aventuras Gastronômicas disse:

    [...] Bar da Dona Onça: Apesar de tantos elogios que ouvimos sobre o lugar, nossa única visita em 2011 foi decepcionante. Como qualquer restaurante pode ter um dia ruim, pretendemos voltar este ano (agosto). [...]

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