Onde ir, o que fazer e onde comer em Arraial D’ Ajuda

25 agosto, 2014

arraial

Na década de 90, Arraial D’ Ajuda estava em evidência e foi destino de muitos estudantes que iam comemorar a formatura na famosa Passarela do Álcool, em Porto Seguro, vizinha de Arraial. Com o dólar mais barato, Porto e Arraial sofrem com a queda do turismo dos estudantes (que agora vão para a Disney ou Cancun) e passar uns dias por lá está bem mais barato que outros destinos do Nordeste. Como um casal de amigos irá para lá nos próximos dias e resolvi passar dicas, achei que estava na hora de fazer um post para deixar as dicas registradas para não esquecer e não depender da falta de memória.

Onde ficar em Arraial D’ Ajuda

Quando fui para Arraial D’ Ajuda fiquei no Hotel Marina Quinta do Porto, próximo da saída da balsa e da praia. Para quem chega de avião, é necessário pegar um táxi, van ou ônibus do aeroporto em Porto Seguro até a balsa que liga Porto a Arraial. O Hotel tem um barco que faz o transporte gratuito, mas é necessário ver o horário de funcionamento, pois não funciona o dia inteiro.

O atendimento do hotel, mesmo na baixa temporada e poucos hóspedes, foi muito bom. Mas, apesar disso, não recomendo o Hotel Marina Quinta do Porto para família, ainda mais se tiver criança. A área da piscina não é monitorada por nenhum funcionário e não há atividades para a criançada.

Se a sua ideia é não gastar muito com a hospedagem e procura uma hospedagem mais simples, recomendação de uma amiga que também foi para Arraial: Aquarela Praia Hotel.

hotel marina quinta do porto

O café da manhã do hotel é básico: pães variados, queijos, presunto, peito de peru, muitos bolos, torta salgada, pão de queijo, granolas, cereais, iogurtes, salsicha com molho de tomate, ovos e afins. Um dia da semana (que eu já não lembro qual) eles fazem um festival de tapioca. Tapioca com vários recheios: doce de leite, leite condensado, só com manteiga, queijo, goiabada, Romeu e Julieta e cocada mole.

Onde comer em Arraial D’ Ajuda

Para não se arrepender, lembre do Paulinho Pescador. Um senhor de boné, camisa polo e bermuda, simpático e muito falador. Daqueles que gruda na mesa e conta a história do restaurante e mostra com orgulho o quadro do TripAdvisor:

paulinho-pescador

paulinhopescador

A comida é tão boa, mas tão boa, que sinto vontade de voltar para Arraial ou Trancoso só para provar de novo um dos pratos acima. Dos 10 dias que ficamos  (eu e o marido) por lá, fomos pelo menos cinco ou seis vezes. Valor médio dos pratos fartos acima: 20 reais.

miloca

Quem conhece Arraial vai passar pela rua Mucugê, famosa pelas lojas, bancos e restaurantes.  Um dos restaurantes que fomos da rua é a Crepe da Miloca. O crepe da foto acima é o Reggae: peito de frango desfiado, curry, requeijão cremoso, azeitonas e uva-passa, o mais gostoso dos que provamos.

Aproveitando, se a ideia for alugar um carro para circular por Arraial e/ou região, o Robertinho Locadora é solícito e tem boas opções de modelos e preços. Dica: pague em espécie para ter mais desconto. Pagamos 50 reais pela diário de um carro 1.0.

Sorveterias

Se você prefere sorvete de massa, procure a sorveteria maior que fica na Mucugê. Não lembro do nome, mas na entrada tem um coelho que fica pedalando e faz um barulho bem chato. A opção mais barata e gostosa da região são os picolés de frutas que você vai encontrar nas vendinhas e restaurantes pelo valor médio de 2 reais.

sorvetes

Como o hotel que ficamos hospedados era na saída da balsa, era comum vermos vários ambulantes vendendo comida para os que aguardam o horário da balsa. Meu lanche da tarde era um milho verde e, quando estava com mais fome, já pedia dois e reservava o do dia seguinte.

milho

E como o post está longo demais, termino aqui e volto com dicas de Arraial, Trancoso, Porto Seguro e Coroa Vermelha em um segundo post.

 

Aula no Ibis Kitchen: Petit gâteau tradicional

22 agosto, 2014

Depois de seguir as orientações da nutricionista e comer direitinho durante alguns dias, enfiei o pé na jaca ontem. É que fui convidada pela assessoria da rede Accor para conhecer o projeto Ibis Kitchen. Cheguei atrasada e perdi a explicação do conceito, mas aprendi a fazer um hambúrguer delicioso e o petit gâteau da foto abaixo:

petit gateau

A receita do hambúrguer eu coloco mais tarde. Afinal, como diz a querida Maria Brigadeiro: “A vida é curta, comece pela sobremesa”.

Ingredientes do petit gâteau que aprendemos no Ibis Kitchen

90 g de chocolate em barra meio amargo
85 g manteiga sem sal
3 ovos
110 g de açúcar
35 g de farinha de trigo
açúcar de confeiteiro

Preparo:
Derreta o chocolate meio amargo com a manteiga em banho-maria. Bata o açúcar e os ovos até obter uma mistura branca e compacta. Incorpore delicadamente o chocolate e a manteiga. Por último, acrescente a farinha. Coloque a massa em forminhas untadas com manteiga e farinha. Asse por seis minutos no forno pré-aquecido a 200 graus.

Dica do gerente de alimentos e bebidas do Ibis Kitchen: Cronometrar o tempo de um bolinho até que ele esteja levemente duro nas bordas e macio no meio. Depois, já sabendo o tempo, coloque o restante.

Cursos de culinária saudável

18 agosto, 2014

Quando você se torna vegetariano ou vegano tem que procurar se informar em como montar seu cardápio, mudar costumes sociais enraizados ou mesmo para saber responder as perguntas que as pessoas fazem. Para quem não nasceu em um lar sem derivados animais pode parecer impossível pensar em uma refeição que faça sentido logo após a mudança, pois todos os pratos e combinações que você aprendeu na vida tem algum produto de origem animal.

Mudar paradigmas não e fácil e cursos, workshops e palestras são muito úteis para aprender novos pratos e como combinar ingredientes. Já hoje, 18/08, 2ª-feira, tem uma oportunidade para quem quer aprender mais. O portal EduK, terá o curso Delícias saudáveis para cafeteria, com Cléo Martins da Silva. Você pode estar se perguntando o que isso tema ver com vegetarianismo, não é? Pois bem, aqui é que vai a dica: para que você não fique restrito a cursos vegetarianos e veganos, busque também por cursos de culinária saudável – até pq não deixa de ser não é?. Pelo que ouvi isso acontece por duas razões: alguns profissionais não querem justamente se restringir, colocar o “selo veg” e afastar as pessoas que não são simpáticas ao tema, OU não se intitulam vegetarianos mesmo, apenas seguem uma culinária saudável.

culinária saudável

Este é o caso da Bela Gil. Ela tem um programa de receitas saudáveis, o Bela Cozinha, e os vídeos ficam disponíveis para rever no site. Ainda na linha de cursos gratuitos online o Prime Cursos oferece um de nutrição e a Faculdade Messiânica sempre tem boas opções.

E em setembro haverá um workshop de culinária vegana da médica nutróloga Luiza Savietto (do Nutriohm), em parceria com a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

culinaria saudavel

São muitas opções, então segue serviço abaixo:

Onde: EduK (online)
O que: Delícias saudáveis para cafeteria, com Cléo Martins da Silva
Quando: 18 e 19 de agosto, das 14h às 18h, com reprise das 19h às 23h
Quanto: Gratuitamente se assistir ao vivo, mas pode ser comprado para rever quando quiser.

Onde: EduK (online)
O que: Sanduíches, wraps e crepes, com Jurandyr Affonso
Quando: 20, 21 e 22 de agosto, das 14h às 17h, com reprise das 19h às 22h
Quanto: Gratuitamente se assistir ao vivo. mas pode ser comprado para rever quando quiser.

Onde: Prime Cursos (online)
O que: Introdução à Nutrição
Quando: Está disponível para início sem divulgação de data para término
Quanto: Gratuito Link: http://www.primecursos.com.br/introducao-a-nutricao/

O que: Workshop de Culinária Vegana Nutriohm/SVB
Quando: 2 e 4 de setembro, das 19h às 21h
Onde: sede da SVB de São Paulo (R. Anita Garibaldi, 29, Cj 1102 – Sé)
Quanto: R$100 (20% de desconto SVB; 10% de desconto Vista-se)
Obs: pagamento antecipado com inscrições até 29/08 pelo email: [email protected]

Não obrigada, eu não como carne

15 agosto, 2014

Meu nome é Milly, muito prazer! Tenho 29 anos, adoro artesanato e decoração, mas por conta do destino trabalho com comunicação. Sou maluca por feijoada, mas outro lance do destino me levou a questionar minha alimentação – agora só feijoada vegetariana.

feijoada

Não sei como vocês leitores encararam a informação do título, mas meus amigos e familiares variaram entre os pensamentos e dizeres dramatizados abaixo:

1 – “Ai meu Deus! Você vai ficar doente!”
2 -“E agora? O que eu vou cozinhar quando você for me visitar?”
3 – “Vish Agora ela virou hippie de vez!”
4 – “Nossa! Que bizarro! Pra que? Carne é tão bom!”
5 – “Credo! Nunca mais vai comer feijoada e churrasco?!”
Vou me ater ao top five acima, mas até hoje acontecem situações embaraçosas que sempre tento levar na esportiva. As piadas são sempre as melhores saídas.

Cada um tem um estalo que faz refletir sobre o que come. O meu foi há mais de um ano com um manifesto de ativistas espanhóis em defesa dos direitos animais. Naquele momento, com aquelas fotos, me coloquei no lugar dos animais e deste dia em diante não comi mais carne.

Entre os vegetarianos e veganos as motivações variam. Para mim, além da causa animal a causa ecológica importa. No Brasil mata-se 1 boi, 1 porco e 179 frangos por segundo (sim eu escrevi certo: segundos). Estes dados são do IBGE e neste levantamento não estão inclusos todos os peixes, perus, cabras, ovelhas, coelhos, patos e outras espécies, e claro, sem contar os abates clandestinos que, segundo estimativas, chega a 30% desse número (cerca de 400 milhões). Os animais sofrem dor e medo – animais com um ano de vida são mais capazes de pensamento lógico do que bebês humanos de 6 semanas – e eles passam as últimas horas de sua vida trancados em um caminhão, encerrados com centenas de outros animais, igualmente apavorados, e depois são empurrados para um corredor da morte.

Do ponto de vista humanitário, a cada 6 segundos alguém morre de fome e enquanto isso, todos os anos, 400 toneladas de grãos alimentam animais de corte. 100 acres de terra produz carne suficiente para 20 pessoas e grãos suficientes para alimentar 240 pessoas. E ao contrário do que muitos acreditam as florestas tropicais não estão sendo desmatadas para se plantar soja para vegetarianos, mas sim soja para as rações dos animais. E além de tudo isso, os produtores de carne são os maiores poluidores das águas.

veg

Não me considero uma militante da causa e nem fico tentando convencer amigos e familiares de nada. Mas quando penso que um bife carrega tudo isso que citei mudei minha forma de viver. Meu aprendizado está acontecendo aos poucos e me auto-intitulo uma lacto-vegetariana que faz dias veganos. Algo como Segunda sem carne versão vegana. Para alguns isso é legal, para outros isso é insuficiente, para outros ainda eu sou uma tonta que não faz diferença, mas para mim o que faço está de acordo com minha consciência e assim toco minha vida e meu aprendizado disposta a ajudar os animais e humanos que me pedem ajuda nutricional. Mas, minha maior vitória até hoje é saber que meu noivo e minha mãe tornaram-se ovolacto-vegetarianos, não por eu tê-los convencido disso, mas por conviverem comigo e verem que era possível apesar de todos os alertas de faltas de vitaminas.

Para os que se preocupam com a vitamina B12, assunto bastante discutido no meio, é bom dizer que cerca de 40% dos onívoros apresenta deficiência dessa vitamina, o que nos coloca todos no mesmo barco. E quanto as demais necessidades, todos precisamos de uma avaliação nutricional e acompanhamento de um especialista para se alimentar corretamente, seja por falta de conhecimento ou por levar uma vida corrida que nos impede de comer três frutas por dia, não é mesmo?

Para quem tem interesse no assunto eu sempre indico acompanhar os portais Vista-se e SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira) que sempre tem e-books, receitas, notícias e é possível se associar para ter descontos e ajudá-los nas campanhas. E o livro Virei Vegetariano. E agora?, que além de dicas nutricionais, narra situações e como sair delas (quem é vegetariano sabe do que estou falando) e até uma carta para seu nutricionista (caso ele não seja assim tão simpático à causa). Também existe um projeto muito bacana chamado Anjo Vegano, inspirado em outros de mentoria, encontra um voluntário vegano para auxiliar o interessado nesta transição.

Atualmente, fontes de informação não faltam e até tem se multiplicado nos últimos meses. Uma prova disso é que a Folha inaugurou o blog Veg no dia 01/07 deste ano. Mas tenha cuidado ao acreditar em tudo que lê por aí, pesquise em mais de uma fonte e queira ver as pesquisas. A SVB tem se dedicado a combater bobagens que aparecem na mídia – por exemplo a nutricionista do comercial da Friboi que dizia que carne é essencial e não é.

E em meio a novos estabelecimentos, antigos que tem novas opções veggies, eventos e grupos e campanhas cá estou eu disposta a conhecer tudo e compartilhar com os interessados esta jornada.

PS: Sei que todos aqui gostam de comer então prometo que os próximos posts serão mais legais e gostosos, prometo!

Começa hoje a 3ª edição da Sanduweek

15 agosto, 2014

Cinquenta e oito restaurantes, bares e hamburguerias participam da 3ª edição da Sanduweek, uma semana em que os participantes vendem um sanduba criado especialmente para o evento. Entre os dias 15 e 31 de agosto, duas opções de lanches criados especialmente para o evento: O Street Food, categoria com preço fixo de R$ 15 e o Freestyle, onde cada estabelecimento tem o seu lanche a preço livre, e os preços variam até R$ 39.

No roteiro de restaurantes, a boulangerie Santo Pão escolheu para a sua estreia a Piadina de Tapioca – sanduíche de tapioca com queijo branco, peito de peru e tomate cereja confit, tudo sem glúten– R$ 15, e o Mix de cogumelos (shitake e cogumelo paris sauteé) gratinados com gruyère na ciabatta – R$ 25. O Big Kahuna, lanchonete inspirada nos filmes de Quentin Tarantino, elegeu o The Gimp para o festival: hot dog feito com salsicha frankfurt especial, levemente defumada, coberta com molho chilli picante da casa, queijo cheddar, cebola roxa e jalapeños picados na baguete crocante – R$ 15, mas se você tem um amigo que adora hambúrguer e não quer saber do cachorro-quente, arraste ele e diga que ele não irá se arrepender, ainda mais se ele também gostar de bacon. Tô salivando aqui só de lembrar do Big Kahuna Burger.

big kahuna

Veja os participantes aqui.