Sacolinhas plásticas: como se virar sem elas?

Postado por Isabelle Lindote em 25 de janeiro de 2012

A partir de hoje, 25 de janeiro, as sacolinhas plásticas ficarão mais escassas, pois deixarão de ser distribuídas nos supermercados e em outros estabelecimentos comerciais, principalmente os ligados à alimentação. E agora? Tivemos tempo para nos adaptarmos, mas nem sempre nos preparamos adequadamente. No meu caso, no último ano, fui comprando ecobags (de pano) e [...]

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Quintal dos Orgânicos: café da manhã, almoço, lanches e produtos cheios de sabor e saúde

27 janeiro, 2012

Desde que tive contato com os alimentos orgânicos, passei a gostar muito de degustar novas receitas. Por isso, adorei conhecer o Quintal dos Orgânicos, espaço que fica na Vila Madalena e oferece de um tudo quando o assunto é orgânicos. De mudas a roupas, passando por frutas, legumes, verduras e outros alimentos, como queijos, temperos e vinhos. Tem até cosméticos! Se não bastasse o empório, o lugar também abriga um restaurante que serve diariamente café da manhã, almoço e lanches até 19h. E agora está disponível também a loja online, com entrega para todo o Brasil. Achei a ideia bem ousada, mas fantástica!

Entre as opções de salada oferecidas diariamente, optei por dividir a de frango (R$ 18) com a amiga que foi comigo na empreitada. Além de frango grelhado em cubos, o prato tem folhas verdes (alface e rúcula), tomate cereja, pepino, cenoura ralada, trigo, molho de mostarda e croutons. Tudo muito fresco e saboroso, acabamos com a salada rapidinho – só seguramos a onda no pãozinho e no molho para não pesar. Para acompanhar, suco de laranja, maçã, goiaba e gengibre (R$ 9 por 1/2 jarra – 500 ml), que era o suco do dia. Depois de dividir a salada, decidimos também dividir uma pasta e escolhemos o talharim a bolonhesa (R$ 18), bem saboroso apesar da massa ter passado um pouco do ponto. Na próxima vez já combinamos de provar o espaguete com molho de tomates frescos e mussarela de búfala.

Para finalizar a refeição, dividimos um mousse de chocolate AMMA com caldo de frutas vermelhas (R$ 8,00). Absolutamente perfeito! Pena que o café orgânico Tijuco Preto (R$ 3,50 o curto, R$ 3,80 o espresso e R$ 4,80 com espuma de leite) não tenha sido tão bem tirado para valorizar a sobremesa. Da próxima vez, deixaremos para tomar o café no Coffee Lab que fica bem pertinho, na mesma quadra. Experimentei o Agave para adoçar a bebida e achei interessante, mas prefiro ainda um bom açúcar orgânico.

Segundo o Facebook do local, o Quintal dos Orgânicos oferece cerca de mil produtos orgânicos certificados e os alimentos são repostos diariamente. Vale a pena conhecer a loja e se surpreender com a quantidade de opções que a casa oferece. Na última visita, levei maçãs, bananas, alface, batatas, cenouras, cebolas, limões e alguns temperos, tudo em pouca quantidade para não estragar. Afinal, orgânicos são cultivados sem agrotóxicos e por isso os produtos frescos tendem a se deteriorar mais rápido. Acho que a próxima visitinha será para um café da manhã :)


Quintal dos Orgânicos
Rua Fradique Coutinho, 1416 – Vila Madalena – São Paulo
Tel: (11) 2386-1881 / Aberto diariamente, de 9h às 19h
Facebook: /quintaldosorganicos

Petiscos com a cara de São Paulo

26 janeiro, 2012

Desde que mudei para Sampa, há quase três anos, descobri muitos prazeres gastronômicos da cidade, sempre tão festejada quando o assunto é comer bem. Apesar de ser do Rio de Janeiro, tão pertinho daqui, sinto que mudei muitos de meus hábitos alimentares nesse meio tempo. Como carioca, havia degustado pouquíssimos bolinhos de arroz em minha vida, por exemplo. Por lá somos mais chegados em bolinhos de bacalhau, tanto na praia quanto em bares e botecos. Para homenagear o 458º aniversário de São Paulo, comemorado ontem, fiz uma seleção do que encontrei de melhor por aqui:

Começo pelos bolinhos de arroz, petiscos que podem ser feitos até com aquele resto de arroz que ficaria dias na geladeira, arriscando até a azedar. Na foto acima, os bolinhos do Adelaide Bistrô, na Vila Madalena. Entre os melhores estão os do Ritz e do Consulado Mineiro. Mais indicações aqui.

Entre todos os sanduíches, o beirute e o bauru ganham como os mais famosos entre os paulistanos. Na rede Frevo (foto), bem tradicional na cidade, comi um dos melhores beirutes da vida. Menção honrosa também para o beirute do Almanara. Já quando o assunto é bauru, não tem pra ninguém: é Ponto Chic na cabeça.

Outra paixão paulistana é a coxinha. Tanto que tem pelo menos dois lugares que ficaram famosos justamente pelas porções de coxinhas perfeitas: Frangó e Veloso. Eu posso dizer que também aprendi a adorar o petisco e nunca me nego a degustar uma coxinha do Praça Cheese (foto) ou do Doce & Cia.

Quem nunca ouvi a expressão: “Um chopes e dois pastel“? No Rio, quando um carioca quer tirar uma onda de “paulista”, lembra logo de brincar com a paixão paulistana de comer pastéis. Já vi alguns amigos deixarem de almoçar para ir até uma feira para degustar um bom pastel. Entre os mais tradicionais estão o Pastel da Maria, bicampeão como melhor pastel de feira, e o do Mercadão. Mas o melhor para mim é o pastel de bacalhau do Yoka (foto).

Apesar de ser uma delícia bem mineira, o pão de queijo tem lugar de destaque no dia a dia de São Paulo. E tem cada um mais delicioso do que o outro! Recentemente conheci os petiscos do Pão de Queijo Haddock Lobo (foto) e do Las Chicas, ambos fantásticos. Também gostei muito do pão de queijo do Lá da Venda e da Villa Grano.

Entre as sobremesas, o pudim tem lugar cativo na maioria dos menus com as quais tive contato em São Paulo. Quem gosta do doce precisa experimentar o pudim do AK Vila (foto), que vem com flor de sal e doce de leite – dá água na boca só de lembrar!

Parabéns, São Paulo! Foi muito bom conhecê-la, mas ainda preciso experimentar a coxa creme e o sanduíche de pernil do Bar Estadão, o lanche de mortadela do Mercado Municipal… E tantas outras delícias gastronômicas que você pode me proporcionar. Obrigada (até agora)!

Sacolinhas plásticas: como se virar sem elas?

25 janeiro, 2012

A partir de hoje, 25 de janeiro, as sacolinhas plásticas ficarão mais escassas, pois deixarão de ser distribuídas nos supermercados e em outros estabelecimentos comerciais, principalmente os ligados à alimentação. E agora? Tivemos tempo para nos adaptarmos, mas nem sempre nos preparamos adequadamente. No meu caso, no último ano, fui comprando ecobags (de pano) e sacolas retornáveis (de ráfia) e me acostumei a usá-las mais no dia a dia, carregando inclusive uma pequena na bolsa.


Tirando o fato de que é um absurdo repassarem os custos das sacolas plásticas para os consumidores – há lugares que estão vendendo essas sacolinhas – não podemos fugir da realidade. Vale ficarmos mais atentos sobre os preços dos alimentos, que a princípio deveriam diminuir por conta da redução dos custos dos supermercados com as sacolas, e buscarmos formas de amenizarmos o impacto dessa mudança em nossas vidas. Afinal, quem nunca usou uma sacolinha como saco de lixo, atire a primeira pedra.

Além das sacolas retornáveis vendidas nos supermercados (acima as do Carrefour, do Pão de Açúcar, do Zaffari e do WalMart), que foram compradas por cerca de 2 reais cada, ganhei ecobags de pano ao longo dos últimos meses. A Editora Globo, quando renovei uma assinatura, me presenteou com uma. A Porto Seguro também. Em um evento da Knorr, ganhei outra. Espero que isso se torne uma prática e que as bolsas de pano possam ser mais presenteadas e também adquiridas fora dos supermercados.

Lembrando que este post não é um publieditorial, apesar de citar algumas marcas. Contabilizando, tenho 8 sacolas retornáveis, de tamanhos distintos, que me atendem em diferentes ocasiões. Outras opções são as sacolas de papel (também estoquei algumas que fui recebendo ao longo do ano), caixas de papelão e os carrinhos tipo de feira, que também são bem úteis. Como você vai sobreviver ao fim das sacolinhas plásticas?

Top 3: Purê

25 janeiro, 2012

Hoje é quarta-feira, dia de mais um Top 3. Desta vez, selecionei três dos melhores purês que provamos nos últimos tempos – uma singela homenagem aos 458 anos de São Paulo, completados hoje. Afinal, vocês paulistas comem purê até no cachorro quente! :)

Mas o que faz um purê ser bom? Claro que há o gosto pessoal, principalmente no que diz respeito a textura e consistência. Por isso, o principal critério de avaliação foi o sabor dessa mistura de batatas, leite, manteiga e muita imaginação – há quem use alho, ervas finas, azeite… Cada um com seus segredos para tornar o purê tão bom que pode roubar a cena dos demais itens da refeição.

Zena Caffè: Sou fã de carteirinha do Zena desde a primeira visita. E, quando não como o gnocchi divino da casa, me jogo lindamente no purê que eles servem com perfeição. Feito com leite batido junto as batatas, o purê pode vir escoltando opções de carne, frango ou peixe. Normalmente escolho o filé com creme de queijo stracchino ou o milanesa de mignon. E ainda peço queijo ralado por cima. Só provando para saber.

Andiamo: Apesar de ser uma rede, o que poderia diminuir a qualidade das refeições, a casa oferece um menu com pratos muito bem executados em todas as ocasiões que fui às unidades dos shoppings Bourbon e Higienópolis. E que purê tem no Andiamo! Bem temperado, é um baita acompanhamento para o polpettone recheado. Bom demais.

Les Delices de Maya: Nunca comi algo nem perto de ruim no Delices e um dos pratos que mais gosto é o filé com brócolis e purê de ervas. Pois é: purê de batatas + ervas. Delicioso do início ao fim. Ainda mais quando misturado ao molho que vem com a carne – normalmente peço de mostarda ou de queijo, mas funghi também é uma boa opção.

Mais da série Conhecendo São Paulo: Pão de Queijo Haddock Lobo

24 janeiro, 2012

Por escrever sobre gastronomia, sempre recebo dicas para novos posts, vindas de amigos, conhecidos e de pessoas que comentam por aqui. Quem me falou sobre o Pão de Queijo Haddock Lobo foi uma colega de trabalho – ela já experimentou algumas delícias da Vila Madalena comigo, e adora! Segundo sua recomendação, o local já havia ganho vários prêmios de “melhor pão de queijo” e vivia sempre cheio, mesmo sem ter mesas para degustação. eu tinha que conferir e aproveitei a manhã do último sábado para tomar um cafezinho e levar uns quitutes para casa.

Primeiramente, preciso dizer que o pão de queijo (R$ 4) é realmente espetacular. Fresquíssimos, os pães tinham acabado de sair do forno direto para a bancada da loja pequenina (há fotos da fachada aqui, para quem não conhece) e derretiam na boca. Com sabor de queijo de verdade, o que certamente fez com que o lugar ganhasse todos os prêmios que já ganhou, a massa é feita com polvilho doce e pode ser comprada crua (R$ 30/quilo). Na foto, parecem dois, mas é um só – o formato é irregular, então sempre tem um e mais um bocadinho para ser saboreado.

Sem exagero: nos dez minutos que fiquei na local, ao menos vinte pessoas entraram e saíram, a maioria com pedidos para viagem. Uma levou 20 pães de queijo e latas de refrigerante; a outra escolheu alguns doces e mais dois pedaços de torta de frango (R$ 12 a fatia); uma terceira comeu um pão de queijo lá mesmo, levou mais dois para casa e fechou a compra com dois brigadeiros (R$ 4 cada). Tudo com a calma e a precisão de quem compra ali sempre, talvez em todos os fins de semana, ou até diariamente. Eu acabei tomando um expresso com espuma de leite (R$ 4,50) e levei um pão de queijo extra para casa – o maridão merece, né? Faltou experimentar o quindim (R$ 5) e o bombocado (R$ 4), que também são famosos.

Mas não resisti a experimentar também outros quitutes, todos para viagem senão não há dieta que aguente. Assim, pude saborear com calma, durante o fim de semana, e ainda dividir para não pesar tanta na consciência – e na balança. O brigadeiro, enorme por sinal, tem gostinho caseiro. O bem-casado (R$ 5) também é muito gostoso, melhor que muitos que comi em casamentos por aí. A torta de frango acabou virando parte do jantar do sábado, junto com uma salada. Voltarei outras vezes com certeza! Mesmo pequeno e sem lugares para sentar, os atendentes são super simpáticos e atendem a todos com um sorriso no rosto. Tem coisa melhor?

Ávila: sofisticado, bonito e gostoso

23 janeiro, 2012

Até mesmo em almoço de trabalho a gente arruma um jeitinho de avaliar gostosuras para dividir com vocês. Recentemente fui ao Ávila, casa bem elegante e especializada em parrilla, que fica no Itaim, para um evento corporativo. Mantendo a mentalidade “não vou enfiar o pé na jaca”, experimentei o menu executivo do restaurante: grelhado com dois acompanhamentos + sobremesa + café por R$ 49,90. Mesmo tendo contrafilé entre as opções de grelhado, optei por uma posta de salmão com salada e purê de batatas. Pelos demais preços do cardápio, acho que vale bem a pena. Atendimento impecável em um espaço chique e amplo.

Acabei dispensando a sobremesa do dia – as opções eram fruta ou torta de maracujá – e fui logo para o café bem tirado. Antes do almoço, pedimos couvert na mesa (fico devendo o preço por pessoa) que vem com pães de queijo, mini pães franceses, manteiga, antepastos e dois itens servidos no prato – linguiça fritinha e uma salada de folhas fartamente temperada. Saí de lá com certeza de que voltaria, tanto para um almoço de negócios quanto para um jantar, entre amigos ou com o maridão. Para quem aprecia vinhos, a enoteca do Ávila é extensa e eclética. Na próxima visita, a capa de contrafilé com papas fritas não me escapa ;)

Ávila
Rua Bandeira Paulista, 524 – Itaim – São Paulo
Tel: (11) 3167-2147

Japonês na França

22 janeiro, 2012

Como o Ano Novo chinês é comemorado amanhã, a professora assistente de chinês (sim, aqui na França é possível estudar chinês no Ensino Médio) que trabalha na mesma escola que eu me convidou pra jantar num restaurante chinês na última quarta.

Quando telefono pra ela dizendo que ia me atrasar, ela me diz que o restaurante chinês estava fechado (?!) e que iríamos em um japonês. Desde que cheguei aqui (e faz 4 meses hoje) ainda não tinha ido em um restaurante japonês.

A primeira surpresa – no cardápio constava um “barbecue” (churrasco) com opções de carne ou peixes. Como assim churrasco em restaurante japonês?

Trouxeram para mesa esse aparelho e a carne crua, e você mesmo grelha a carne. É uma delícia! A carne era macia e tinha um tempero gostoso e o restaurante contava com exaustores acima das mesas. Mas não tenho ideia de onde vem a tradição, China? Japão? Coreia? Vietnam?

Vocês não imaginam a minha surpresa ao colocar o nome do restaurante no Google  (Yakiniku) e descobrir é o nome de um prato japonês. É um método de cozimento de legumes e carnes numa placa de cozimento (à gaz, eletricidade ou carvão) que tem origem num tipo de churrasco coreano. Só o Google salva.

Como não tinha ideia de como era o tal churrasco, optei por um combinado que tinha salada e misoshiru (com cogumelos fatiados dentro) como entrada e como prato principal um bowl com arroz e sashimi de salmão (14,50 euros).

O salmão estava super fresquinho e o arroz estava muito bom! Detalhe, o gengibre tinha a mesma cor do salmão, porque eles marinam em algum molho.

As outra meninas pediram espetinhos (“brochettes”) variados (14,50 euros também com a entrada).

Apesar de um pouco caro para o nosso budget, todo mundo saiu do restaurante satisfeito.

Yakiniku

11, Boulevard de Strasbourg – Toulouse

Las Chicas: toda fofura tem seu preço

22 janeiro, 2012

Como a Camila e a Cláudia já contaram por aqui, nós gravamos uma matéria para a Record News no restaurante-garagem Las Chicas, um lugar que eu queria muito conhecer há tempos. Todo fofo e com comidinhas para qualquer hora do dia, o espaço é uma gracinha – mas, de acordo com as escolhas feitas no menu, a conta pode pesar bem no bolso.

Como chegamos antes da equipe, pedi um cappuccino com doce de leite (R$ 10), servido em uma caneca muito cute, e um pão de queijo (R$ 4) de tamanho generoso – e que achei bem mais gostoso que o “melhor pão de queijo de São Paulo“. E mais barato! Com sabor caseiro e delicioso, o lanche foi um ótimo começo de refeição, afinal era hora do almoço e a fome era grande. Acabamos almoçando só depois da gravação. Eu escolhi experimentar o bufê (R$ 45 por pessoa na hora do almoço) e gostei bastante: as folhas estavam frescas, a carne era bem saborosa (apenas um pouco seca) e comi um tabule de quinoa e um arroz com alho poró que estavam divinos. Recomendo também o pão de provolone, do qual provei apenas uma fatia fina para não pesar na dieta.

Não resisti à sobremesa (isso que dar chegar na hora do almoço com muita fome #ficadica) e pedi um bolo recheado com carolina com doce de leite (R$ 12). Apesar do gostoso mousse da camada superior, a parte de baixa estava bem ressecada e acabou ficando de lado. Não achei que valeu o preço. Pena que não escolhi o mesmo que a Cláudia ou a Camila, que foram bem mais felizes que eu neste quesito. Como dá para ver abaixo, opções não faltam para um docinho no meio do dia ou para uma sobremesa depois da refeição. E esse é o charme do Las Chicas.

Las Chicas
Rua Oscar Freire, 1607 – Pinheiros – São Paulo
Tel: (11) 3063-0533

Comida de dragão

21 janeiro, 2012

Hoje fui ao cursinho, no bairro da Liberdade, e vi que a praça e a rua Galvão Bueno estão decoradas para a comemoração do Ano Novo Chinês.  O 4710o ano desse calendário é representado pelo dragão.

Não só na Liberdade, mas também em outros pontos da cidade, acontecem demonstrações de dança, artes marciais e apresentações musicais.

Especialmente, no tradicional bairro oriental de São Paulo, estão montadas barraquinhas de artesanato e, é lógico, pratos tradicionais. Nessa ocasião, a comida mais típica é um bolinho cozido, chamado jiaozi.

Para quem não puder dar um pulo até a festa e experimentar o bolinho, dá para tentar fazer em casa.

Jiaozi

Ingredientes para a massa:

500g de farinha de trigo
200ml de água morna
1 colher de chá de sal

Em uma tigela, coloque a farinha e o sal e vá acrescentando a água aos poucos, mexendo sempre até que a mistura fique homogênea. A massa não pode ficar pegando; ela deve se desgrudar facilmente dos dedos.

Depois de pronta, deixe-a descansar por 30 minutos na tigela tampada e polvilhada com farinha de trigo.

Polvilhe farinha de trigo sobre uma superfície lisa e abra a massa até deixá-la bem fina. Depois, com a boca de um copo, corte-a em círculos concêntricos.

Ingredientes para o recheio de carne:

1kg de carne moída (preferencialmente de porco)
1/3 de um pé médio de acelga
1/3 de um pé médio de repolho
3 dedos de gengibre ralado
1 colher de sopa de molho shoyo
1 colher de café de vinagre de arroz chinês
Sal a gosto
Glutamato monossódico (Ajinomoto) a gosto

Em uma tigela, misture a carne com o gengibre. Acrescente o sal, o shoyo e o vinagre. Incorpore à mistura o repolho picado e a acelga. É importante que todos os vegetais estejam bem picados para que não perfurem a massa do jiaozi.

Pegue a massa cortada em círculo e a coloque no centro de sua mão. Sobre ela, largue uma colher de café do recheio. Feche primeiro a massa no centro superior e, depois, comece a fechar um dos lados com pequenas dobrinhas. O processo é semelhante ao do pastel. Certifique-se de que a massa esteja bem fechada, para que o ravióli não abra durante o cozimento. Coloque-os sobre um prato polvilhado com farinha de trigo (a farinha vai garantir que os jiaozi não grudem durante a fervura).

Na água fervente, mergulhe os raviólis um a um e tampe a panela. Quando voltar a ferver, acrescente um copo de água fria. Repita o processo por duas ou três vezes (para recheios de carne, é aconselhável deixar ferver por três vezes). Retire-os da água com uma escumadeira e sirva quente (jiaozi frio faz mal para o estômago!), acompanhados do molho.

Ingredientes para o molho:

1 porção de molho shoyo
1 porção (igual) de vinagre de arroz chinês (escuro)
Cebolinha picada a gosto
Sal a gosto

Se quiser, esmague também um dente de alho e acrescente à mistura.

No site da Rádio China Internacional, tem um vídeo explicando passo a passo.

Para conhecer a programação da festa, visite o site oficial do evento.

Galette de rois

21 janeiro, 2012

Na França a tradição da Galette de rois é mantida até hoje (ouvi dos meus alunos que ela também existe em Portugal), para vocês terem uma ideia, é como o panetone pra gente no Natal, tem pra vender em toda parte e todo mundo come.

Tradicionalmente ela deve ser comida após o dia 06 de janeiro – Dia de reis (em francês também chamada de “Epiphanie”), isto é, o dia em que os reis magos encontram Jesus e lhe entregam os presentes – até o final do mês de janeiro. Mas ela já podia ser encontrada no supermercados e padarias desde dezembro.

A Galette de rois é feita de massa folhada recheada por frangipane (um creme de amêndoas), e dentro dela sempre há uma “fève” (fava) que, no passado, era mesmo uma fava de feijão que o padeiro colocava dentro do bolo após assá-lo e hoje é um bonequinho de louça.

Este ano tem a Galette do Harry Potter - mas eu só encontrei a Belatriz Lestrange.

Junto com a Galette vem uma coroa que é dada para quem encontra a “fève”, e é claro que quando há uma criança pequena os pais sempre dão um jeitinho pra que a fève vá parar no pedaço dela. Quando um adulto encontra a fève deve escolher seu rei ou sua rainha e coroá-lo. Isso sem falar que o rei compra a próxima Galette. =P

Aqui no sul da França, a Galette mais tradicional é a de pâte briochée, também conhecida com “Brioche de rois” ou “Couronne de rois” (Coroa de Reis), ela lembra um pão doce e pode ser aromatizada com flor de laranjeira ou ter frutas cristalizadas, sem falar que é uma opção bem mais leve.

O preço médio da Galette de massa de brioche varia de 5 a 12 euros, a depender do tamanho e também do produtor (supermercado, padaria, chefe gourmet…). E a de massa folhada custa entre 10 e 20 euros a depender do recheio e do tamanho. As padarias também vendem galettes individuais. Vale ressaltar que a aqui você encontra não apenas o recheio frangipane, mas também chocolate, maçã, avelãs, pistache, framboesa, lichia…